Quando veio ao conhecimento público o caso do Grande Prêmio de Cingapura de 2008, envolvendo o piloto brasileiro Nelson Angelo Piquet e o chefe de equipe Flavio Briatore, causou espanto a podridão do acontecimento e muitas questões foram levantadas. Entretanto, praticamente nenhuma voz se levantou contra o jornalista que, na forma de furo mundial de reportagem, revelou tamanho escândalo. Afinal, a notícia foi divulgada por Reginaldo Leme. Sinônimo de credibilidade e responsabilidade no jornalismo especializado em automobilismo, esse sul-mato-grossense de 62 anos é um “Norte” para muitos aspirantes a jornalista e referência para diversos profissionais da área.

Nacionalmente conhecido por sua atuação na Rede Globo de Televisão como comentarista de Fórmula 1, Reginaldo tem a sua longa carreira constantemente lembrada pelo narrador Galvão Bueno, que raramente deixa de comentar em um Grande Prêmio a quantidade de provas de Fórmula 1 que ambos já cobriram, acumuladas às centenas.

Mas se parte da audiência identifica Reginaldo Leme apenas por seu trabalho na televisão, outra parcela sabe que o irmão do baterista de Os Mutantes, Dinho Leme, tem uma ampla história identificada com o automobilismo nacional, de base.

Se a sua atual condição lhe confere status de celebridade, Reginaldo é a mesma pessoa gentil e educada que sempre foi, sem qualquer traço de afetação pela fama. Tal atitude humilde e respeitosa vem não apenas de sua formação como cidadão, mas também pelo fato de sua notoriedade não ser mero acaso de um momento repentino de exposição. Pelo contrário, foi conquistada e perpetuada por lições aprendidas desde o tempo em que começou a cobrir provas de kart em São Paulo.

Na escola do automobilismo de base

Dirigentes experimentados, como Paulo Scaglione e Rubens Carpinelli, são admiradores de Reginaldo Leme desde o final dos anos 60, quando a imprensa cobria o automobilismo local de forma totalmente diferenciada à de hoje. Seu envolvimento com o automobilismo, de uma maneira mais intensa, aconteceu em 1968, quando ingressou no diário paulista O Estado de S. Paulo. E foi por intermédio de Luiz Carlos Secco, o primeiro homenageado nesta série daRevista da FASP, que iniciou as coberturas da Fórmula 1, ainda em 1972. Foram anos cobrindo para o Estadão, até que a Rede Globo de Televisão surgisse na sua vida em 1978.

Paralelamente ao seu trabalho na emissora que detém os direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil, Reginaldo tem um vasto leque de atividades a cumprir. A começar pelo Linha de Chegada, programa que comanda no SporTV, canal de esporte por assinatura da Globo. Somem-se a isso as colunas em diversas publicações brasileiras e internacionais, além da edição do sempre aguardado Anuário AutoMotor. Criada em 1992 e apresentando rara beleza gráfica, a obra disponibiliza um importante conteúdo jornalístico e é impresso ao final de cada temporada há exatos 18 anos, de forma ininterrupta. Tudo isso com o padrão de qualidade do jornalista Reginaldo Leme (Matéria publicada na edição nº 3 da Revista da FASP).

Reginaldo Leme tem em seu currículo outras atividades na área do esporte, como cobertura de mundiais de futebol (Foto Miguel Costa Jr.)

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18 COMENTÁRIOS

  1. reginaldo leme parabens pelo o seu belo comntario de formula 1, eu fiquei sabendo que voc vai narrar os jogos da copa no brasil,que otimo voc é um narrador que todos conpreende, voce é o cara, e gostaria muito de conhece-la pessoalmente numa corrida de formula 1, mas sei que não vou ter esta oportunidade devido deser um nordestino da cidade de ipueiras no ceara mas eu toço por seu sucesso que deus é de lhe dar muita saude e muito anos de vidas pra dar muita alegria a nós brasileiro uma boa noite e um abraço de carlos alberto moura gomes da rua sebastião matos filho 28 centro ipueiras ceara cep 62230-000

  2. Reginaldo Leme,
    Parabens pelos seus 40 anos de formula 1. Que Deus lhe dê saúde para
    continuar por muito tempo a enriquecer ainda mais o jornalismo
    brasileiro. Que a sua carreira seja fonte de inspiração, para quantos
    profissionais venham a trabalhar, na realização dos grandes eventos que
    estão por vir, nessa década que projetará ainda mais o Brasil a nível
    internacional e deixará legados preciosos para a população. Que seu
    exemplo de vida social e profissional,sirva demodelo para crianças e
    jovens do nosso país.
    Linneu Soares
    Coordenador de Judo Cultural da
    Federação de Judo do Estado do Rio de Janeiro
    Diretor Técnico Esportivo do SIGASE
    Sistema de Gestão de Atividades sócio esportivas

  3. Meu filho, posso chamá-lo assim. vi pela segunda vez você na TV, (Domingo ao lado do Galvão e hoje quarta-feira. Gostei muito de ver teu sorriso. Eu não sabia seu nome e hoje ao chegar do trabalho, meu filho que é especial e gosta muito de assistir canal de esporte, mesmo sem saber falar, ligou a TV e a primeira coisa que vi foi você. Estava lá teu rosto novamente. Aí li o teu nome, então coloquei Reginaldo Leme no google e li um pouco da sua vida. Quero te dizer que não é cantada pois sou uma pessoa idosa e não estou com segundas intensões, apenas devo falar-lhe do meu entusiasmo com o teu sorriso. Quero te parabenizar por enfeitar o video. Deus te abençôe e também aos teus familiares. Um abraço da Dona Nilza. Apelido Nilzinha.

  4. Reginaldo Leme, o senhor realmente é pedra preciosa no meio jornalístico esportivo.
    Seu conhecimento sobre esporte automobilístico é inegável. Comedido, objetivo, responsável e probo.

    Com tantos predicados, por favor, não caia novamente nesta armadilha do seu “colega” de transmissão que insiste em perverter aquilo que todos no mundo aprenderam e sabem que; linha reta é formada por dois pontos eqüidistantes entre si, ou seja, RETA NÃO É CURVA.
    Desculpe, mas pela suas qualidades o senhor não pode ser cúmplice desta insistente besteira alardeada por alguém que não freqüentou os bancos escolares.

    Hélio Santos
    [email protected]

  5. reginaldo, gostei muito do williams fw14 de 1992, achava um carro
    fantástico! Se a gente pudesse colocar esse williams f1 de 92 no mundial
    desse ano no meio desses carros atuais de f1 ele conseguiria ter bons
    resultados? conseguiria vencer alguma corrida? um abraço!

  6. Olá beleza seu comentario Reginaldo mas tenho uma pergunta vc me responderia?? sobre os safetycar quem comanda eles ou melhor são propriedades da F1 ou são da mercedes mesmo??

  7. Reginaldo Leme transmita essa mensagem ao Galvão:

    Não menospreze a inteligência do torcedor brasileiro.

    Existem muitos interesses envolvidos com a F1. E a imprensa não está fora desses interesses.
    Era de se esperar que pós indecente GP de F1 da Alemanha, nesse 25/07/2010, a imprensa (diga-se Galvão Bueno, já que a Globo detém os direitos de transmissão no Brasil) fizesse o seguinte pronunciamento:

    “- Lamento dizer, mas a Fórmula 1 não é séria, assistam se quiserem…”

    Evidentemente o Galvão Bueno estaria dando um tiro no próprio pé.
    Então não sejamos ingênuos ao esperar que o Galvão fizesse tal pronunciamento.

    Se a Fórmula 1 fosse séria, a Ferrari e seus dois pilotos deveriam ser sumariamente eliminados da competição. Nada menos do que isso.

    Galvão, é profundamente irritante, é de causar revolta, você ainda tentar dar alguma moral ao Felipe. Ele errou, não profissionalmente, pois não passa de um funcionário da Ferrari. Mas foi imoral com a torcida brasileira.

    Pra finalizar, só espero que no seu íntimo, Galvão, você esteja profundamente constrangido ao ter que transmitir a F1 como se nada tivesse acontecido.
    Está muito difícil continuar ouvindo sua narração.

    Você chegou a comentar (no treino de sábado, na Hungria) que a Ferrari foi “Burra” ao tomar aquela decisão.

    Vou traduzir o que eu entendi, posso estar enganado, do que você disse:
    A Ferrari poderia ter feito o que fez, tranquilamente. Mas não dessa forma, tão escancarada. Ela foi “Burra”. Que fizesse essa indecência nos boxes, por exemplo, daí sim, tudo bem… Afinal, a sujeira na F1 existe mesmo (vide último episódio com o Felipe, que foi público). Então a sujeira existe, escondida do povão, mas existe.

    Triste esse encerramento da transmissão do treino, feito pelo Galvão:
    Disse que a Ferrari deve ser duramente punida. É verdade. Mas o Galvão jamais poderia deixar de fazer duras críticas ao Felipe, que se submeteu à essa sujeira…

    Ingenuidade a minha, esperar que o Felipe fosse massacrado…

    Seja como for, a Fórmula 1 perdeu a credibilidade…

  8. venho através deste comunicar minha indignação com o ocorrido domingo com felipe massa, desde a morte de sena meu pai não olhava mais a f1, quando o massa foi para a ferrari ele começou a ver comigo denovo, e varios domingos acordamos de madrugada para assistir as corridas, sempre com esperança que massa foce verce, pois bem, no domingo dia 25/07 o massa conseguiu com que vários brasileiros iguais a meu pai paracem de assistir a corrida por uma sacanagem, se continuar assim a f1 vai se acabar por perder credibilidade

  9. Grande Reginaldo Leme, gostaria de dizer ao amigo, que o nome do piloto
    Weber, voce esta pronunciando errado, não é Ueber, isto não existe, o correto é com V – Veber, assim como Volkswagem a pronuncia é Folkswagem.
    Um abraço, e continue assim, mandando ver.

    Abraço Osvaldo Jungblut

  10. Reginaldo Leme…. Já tive o prazer de sentar ao seu lado para almoçar, num desses lançamentos de produto para imprensa em churrascaria. Esse almoço não foi a minha primeira participação, mas foi o meu primeiro almoço ao lado de um ícone que nunca imaginei que um dia poderia ver de perto, portanto esse almoço foi bem marcante. Ao lado de feras do jornalismo automobilistico eu era o menos experiente por lá, com certeza. Brincalhão, mas rápido nos comentários, para cumprir sua agenda, Reginaldo não ficou nem meia hora no evento e saiu despedindo-se de todos. Depois o encontrei outras vezes no autódromo de Interlagos e muito educado respondendo a todos os cumprimentos que recebe nos bastidores vai cativando as pessoas, pilotos, chefes de equipe, jornalistas e o próprio público. Aprendi com Reginaldo a calcular o número de voltas que um carro de F-1 faz baseando-se pelo tempo de parada e já até arrisco uma “perda real” do tempo de parada, dependendo do circuito (rsrsrs). Hoje tenho orgulho de dizer que possuo alguns anuários em casa, com autógrafos do criador Reginaldo Leme. Parabéns pela bela carreira e à você Américo mais um parabéns por mais uma excelente matéria. Abraços.

  11. Realmente uma referência não só no jornalismo automobilístico mas, no jornalismo brasileiro, por sua postura profissional, suas análises sempre claras e precisas, sua informação honesta e sua simpatia pessoal. Reginaldo conviveu e convive de perto com a geração de ouro do esporte nacional e no automobilismo, em especial. Sua carreira está ligada aos grandes nomes do esporte-motor brasileiro como os Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Barrichello, Ingo Hoffman, só para mencionar alguns pilotos brasileiros da F1. Conhecido e respeitado nos círculos do automobilismo internacional, Reginaldo Leme é uma unanimidade entre pilotos, chefes de equipe, jornalistas e fãs do verdadeiro automobilismo. Parabéns, Américo, por sua matéria.

  12. De pronto, um cumprimento ao editor Américo Teixeira Junior. Excelente matéria sobre o Reginaldo. Confete encaminhado, quero aproveitar o ensejo para ressaltar algumas situações envolvendo o personagem acima retratado: tive a honra de conhecê-lo em 1998 e, melhor ainda, revê-lo em diversas ocasiões. Poderia citar que ele é um cidadão que impõe respeito e que extrapola — de maneira positiva –, suas obrigações profissionais por gostar e acreditar no automobilismo. Um cidadão cujo nome provoca admiração, respeito e acenos honrosos. Verdadeira lenda viva, testemunha participativa de uma era do automobilismo no qual raça, elegância e romantismo se misturavam em doses para lá de bem vindas. E, porque não dizer, no para lá de competitivo — e as vezes, ingrato — mundo do automobilismo, Reginaldo é uma das poucas pessoas que quando pergunta “como vai”, quer mesmo saber como você vai. Em resumo: exemplo a ser seguido (como profissional e ser humano).
    Regards,

    Paulo “McCoy” Lava

  13. Realmente um profissional de verdade e que pelo fato de tanta fama não se tornou um cara chato e inacessível. Aliás pelo contrário, tenho oportunidade de encontrá-lo todos os anos pelos boxes de Interlagos durante os GP’s de F1 e é um cara super simples, é claro que com muitas pessoas ao seu redor não é possível dar atenção a todos, mas sempre disposto a responder uma pergunta ou dar uma dica inclusive a outros colegas de profissão.
    Parabéns pela matéria e vamos acompanhar os testes em Valência para saber quem será o REI de 2010.
    Abraços!!

Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.