Os trilhos de Baltimore e a realidade do esporte

Por Americo Teixeira Jr. – Baltimore é um lugar muito legal e tem um traçado de rua dos mais interessantes. Interessante e exclusivo, pois não me consta que exista outra pista com trilhos de bondes cruzando o caminho dos carros. É resultado de uma realidade cristalina: o promotor de corridas – e com a IndyCar não é diferente – leva seu evento não necessariamente para onde quer ou gosta, mas para onde há viabilidade econômica.

Existem pistas interessantíssimas nos Estados Unidos e Canadá que poderiam receber a IndyCar para provas geniais. Mas há uma diferença brutal entre querer e poder levar corridas para Laguna Seca, Watkins Glen, Road-America, Mosport Park, por exemplo. É a mesma história da Fórmula 1, ou será que alguém acha que a categoria deu as costas para alguns tradicionais circuitos europeus por adorar correr na Malásia, China ou Bahrain?

Fizeram suas vítimas o trilho de Baltimore e a chicane que inventaram no ano passado para minimizar o salto dos carros no local. Foi feito um trabalho para esse ano, mas seu resultado só poderá ser comprovado a partir de sexta-feira, quando começarem os treinos para aq 16ª etapa do IZOD IndyCar Series.

Mas se novamente a coisa não funcionar, antes de começarmos a criticar e indicar os locais clássicos como alternativa, devemos pensar que a máxima “sem dinheiro não há corrida” não vale apenas para pilotos.

Helio Castroneves com seu Dallara Honda em Baltimore com as cores da Shell (Foto CHRIS JONES/IRL)
Baltimore Street Circuit (Foto CHRIS JONES/IRL)

 

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