Por Americo Teixeira Jr. – Apenas para constar, visto que o tempo nos últimos dias anda curto e o Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá (ou será que a Barra já chegou até lá?), recebe neste final de semana a Stock Car, convido-os a relembrar texto desde Diário Motorsport de abril. Lá como cá, a convicção é a mesma.
Texto escrito originalmente em 10 de abril de 2012 e atualizado em 13 de julho de 2012
Por Americo Teixeira Jr. – O Rio de Janeiro será riscado do mapa brasileiro do automobilismo. Para alguns, em verdade, já o foi. Realidade é que, mesmo aos pedaços, ainda existe para a prática do automobilismo o Autódromo Internacional Nelson Piquet, que abrigava o já de saudosa memória Oval Emerson Fittipaldi. A estada da Stock Car, a ser realizada neste domingo, 15, pode até não ser a última corrida no circuito, mas certamente é questão de tempo, pois o “paciente respira com ajuda de aparelhos”.
Vale destacar que o responsável por ainda existir a prática do automobilismo no Rio de Janeiro é o ex-presidente da CBA, Paulo Eneas Scaglione. Foi ele, na condição de mandatário da entidade desportiva, quem entrou na Justiça do Estado do Rio de Janeiro e conquistou na Vara da Fazenda Pública diversos tentos.
Em primeiro lugar, impediu que o fechamento definitivo do autódromo fosse efetivado ainda em 2003, como era a propositura do ex-prefeito César Maia, cujas ações vislumbravam os Panamericano de 2007. Posteriormente, conseguiu na Justiça que a União, Estado e Município assumissem o compromisso de construir, primeiro, um novo autódromo, para somente depois disso o circuito de Jacarepaguá ser utilizado para a construção dos “equipamentos olímpicos”, como dizem os homens do COI e COB.
Essa é a verdade dos fatos, comprovada por qualquer pesquisa no citado Tribunal. Há muito já se sabe que a manutenção de Jacarepaguá é pura poesia. Aquilo pertence à Prefeitura do Rio de Janeiro e ela faz do seu “próprio municipal” (outro termo cunhado pelos burocratas) o que bem entender.
É exatamente por isso que a atitude de Scaglione foi de fundamental importância e as ações passaram a ser de âmbito maior, o da sobrevivência do automobilismo no estado com a construção de um novo autódromo. Mas é uma grande bobagem imaginar que os poderes constituídos se fizessem cumpridores de um acordo sem a devida pressão, organizada e institucionalizada, dos dirigentes e das forças envolvidas no automobilismo.
Alijado do cargo por um golpe estatutário, Scaglione deixou a CBA em março de 2009 e seu sucessor Cleyton Pinteiro prometia manter a mesma política de defesa do autódromo do Rio de Janeiro. O atual principal mandatário do automobilismo brasileiro, contudo, não manteve a mesma performance nos três primeiros anos de seu mandato, somente nos últimos meses passou a atuar de maneira mais contundente.
Foi prometido a Pinteiro um cronograma de obras nos próximos dias, obviamente não cumprido. Aí eu pergunto: Como apresentar um cronograma de obras se não há um projeto técnico para o novo autódromo, sem contar com o fato de não ter havido ainda uma concorrência pública para tal fim? Isso sem contar que desconheço se há licença ambiental para a área escolhida, em Deodoro.
A própria reunião foi divulgada com o claro aviso de que “não podemos atrasar as obras olímpicas em Jacarepaguá“. Essa frase é um recado objetivo, um quadro cristalino do que vai acontecer. Mais uma vez, as questões olímpicas estão num patamar superior às do automobilismo.
É por essas e outras que Jacarepaguá será totalmente destruído em tempo breve, visto os compromissos assumidos pela país para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, não haverá construção de um novo autódromo antes disso – e duvido que até mesmo depois – e, como consequência, o automobilismo DO e NO Rio de Janeiro será coisa do passado.
Obs: Espero que esse meu artigo seja inteiramente contrariado e ridicularizado pelos leitores e amigos do automobilismo, mediante o cumprimento do acordo assinado e da efetivação do discurso otimista resultante da citada reunião. Quero, mesmo ser desmentido por completo. Mas, confesso, não vejo luz no final desse túnel.

Acho que o sepultamento foi ontem, depois das provas do dia!
Até a globo no jornal de sabado deu a nótícia que seria a última prova no autódromo antes do seu fechamento definitivo.
Em 1978 eu estava lá, como sinalizador, na primeira prova de F1 no Rio, que depois em 1981 passou a sediar a prova até 1989.
Triste fim ao Autódromo Nelson Piquet.
Abraços.
Eu achi isso ridiculo. Tanto lugar em jpa para ser construido esse complexo esportivo.
Eu acho valido sim uma nova reforma para o autodromo para trazer a f1 denovo. Sei que esta muito longe de interlagos. Mas e un circuito com um otimo potencial.
Nessa historia toda so vejo o seguinte muitas pessoas abandonaram as ruas por causa da facilidade e calendario das arrancadas. O pessoal tido vai fugir para as ruas pq paixao prla velocidade e pelo esporte e um vicio e nao simplesmente um hobie.
Imediatamente após o acordo judicial com a prefeitura, na saída da audiência, comentei com meu amigo Zeirak que aquele acordo não seria cumprido pela prefeitura, pois já sabemos, antecipadamente, o comportamento de um político.
Eles jamais poderiam ter colocado os pés no autódromo, sob pena do Rio ficar acéfalo, no que diz respeito ao automobilismo.
Porque em vez de construir a Vila Olympica onde se encontra o autódromo, não fazem esta mesma vila em Deodoro. Não estaria mais de acordo com o fim que se propõe? Ocupem aquele espaço para uma festa de quinze dias, a um custo muito inferior e após entreguem o mesmo espaço, para a natureza. O que não é justo é exterminar um esporte, que pode ser considerado de utilidade pública, pois todos que possuem automóvel são beneficiados, diretamente, com os frutos colhidos no “laboratório”, leia-se autódromo, por uma “brincadeira” de quinze dias, ao custo de bilhões de reais, onde somente uns poucos serão beneficiados.
Assim, diante de tanta insensatez, só posso entender, com toda certeza, que a olympíada é mero pretexto para tomar de assalto aquela área e com posterior “negociata” para entrega aos empreendedores imobiliários, assim como foi o ensaio do famigerado Pan.
Desde 1989 eu já imaginava que isto iria acontecer em algum dia, época que eles(politicos) ainda não tinham refletido sobre esta possibilidade. Muita coincidência. Assim, quando estive a frente da FAERJ, fizemos, assim como continua a ser feito, muitos eventos esportivos no autódromo.Aquela praça nunca esteve ociosa.
Um cidadão que esteve a frente da prefeitura procurou esvaziar o autódromo de eventos, retirando a FIndy, o Mundial de Motos, para justificar que o espaço era ocioso e deveria ser ocupado de outra forma. Tudo previamente arquitetado para a “invasão”, com os objetivos dos mais sórdidos, possíveis, imaginários e impublicáveis.
Quando isto ocorreu, comentei com meus “botões”:” É o dia chegou” Não sabia quando mas, que ia acontecer tinha certeza. Não iam deixar aquele espaço “impune”. Tudo já foi reformulado para inserir aquela área na Barra da Tijuca, objetivando o aumento do “status” do local e maior valorização dos imóveis que ali pretendem construir e…mais dinheiro nas contas bancárias, concomitantemente.
Só espero que naufraguem neste mar de lama e se atolem no pântano que o terreno é.
Já dizia Carlos Lacerda: “Falo no que penso, pois penso no que falo.”
“Coincidências não existem”, dizia Kardec.
Affonso Henriques Dáquer
ex presidente da FAERJ 89/91 91/93
Na verdade o antecessor Dr: Paulo, fez este acordo, e o atual Dr:Cleyton Pinteiro deu continuidade ao processo e ainda intimou o presidente da Faerj a preencher o máximo possível o calendário anual, avalizando diversas provas de Brasileiro e outros eventos como Arrancadas, tendo propósito de até fazermos ciclismo este ano.Digo que o atual presidente até quebrou uma regra constituida de realizar provas em ruas, quando a cidade possui autódromo, visto a F. Indy. Portanto já estamos unidos e o autódromo jamais vai abaixo.