Por Americo Teixeira Jr. – Se enumerarmos os erros cometidos por comissários nos últimos tempos, vamos concluir que há uma involuntária, porém, crescente autodestruição da autoridade técnico-desportiva no automobilismo brasileiro. A perda da credibilidade é alimentada pela falta de conhecimento, formação deficiente, escalações nem sempre baseadas na capacidade, posturas amadoras, autoritarismo como forma de defesa, ausência de planos de carreira e por aí vai.
Existem comissários que acompanharam o grau de profissionalismo do esporte como um todo. É aquele profissional que estuda, busca se aperfeiçoar, tem experiência em várias escalas da cadeia decisória e, de fato, destaca-se enquanto autoridade por merecimento. Mas se a excelência encontra guarida em muitos de maneira individual, no corporativo o mesmo não acontece.
Esse é um erro enorme, pois a autoridade técnico-desportiva precisa ir pelo mesmo caminho de profissionalização. Somente um comissariado forte, com autoridade e credibilidade, pode impor como padrão o ditado nos regulamentos. Os órgãos representativos precisam formar, treinar, avaliar, escalar os melhores e reciclar seus “juízes” para que a comunidade automobilística sinta segurança no poder legal, exercido com correção, conhecimento da matéria e o devido distanciamento que permita julgamentos imparciais.
Mas se a falha é uma constante, se a deficiência técnica é “mascarada” por doses cavalares de autoritarismo, se esforços para uma evolução não são percebidos e o competente perde lugar para o apadrinhado, cria-se um vácuo entre o moderno e o ultrapassado, o profissional e o amador, o necessário e o absolutamente dispensável. E se o “abismo” entre poder e desporto se ampliar até um estágio “intransponível”, muito promotor vai querer conhecer melhor como funciona nos Estados Unidos, onde as categorias também assumiram essa parte. Ainda é tempo de virar esse jogo, pois tem gente boa por aí, mas não dá para vacilar e deixar esse bonde passar. Fica a dica.
Como resolver isso de uma vez ??
BOm artigo
Infelizmente não se pode esperar que Comissários façam bem o seu trabalho já que a partir do início da incompetente gestão do Sr “Famoso quem” essas funções passaram a ser exercidas por apadrinhados do cara que de fato está dando as cartas dentro da CBA. Assim, o abismo entre o “como deve ser” e o “como eestá sendo feito” só faz crescer, infelizmente para o pobre automobilismo brasileiro.