Não é verdade que as mãos das autoridades brasileiras do automobilismo estejam “amarradas” no que se refere a modificações de segurança no Autódromo de Interlagos, por conta da necessidade de uma autorização, vistoria, carimbo ou seja lá o que for da FIA. O estatuto da Federation Internationale de L’Automobile é bastante claro no que diz respeito à autonomia das associações nacionais (no caso do Brasil, a Confederação Brasileira de Automobilismo) em questões locais.
Os parâmetros da FIA são específicos em relação a Fórmula 1 e, no que tange ao circuito paulistano, têm trazido conforto a dirigentes, gestores e até mesmo esportistas por causa da máxima, provada agora que não é 100% verdadeira, de que “se é bom para a Fórmula 1, é bom para o restante do automobilismo”.
A criação da área de escape na Curva do Café não depende de aprovação, mas de orçamento. Não é uma idéia nova, pelo contrário. Já foi alvo de análise e consideradas inviáveis, pelas autoridades municipais com responsabilidades sobre o autódromo, as obras que gerariam tal espaço em razão de sua complexidade e custo.
Para se obter tal resultado, somente retirando a arquibancada de concreto ali existente, contemplada por ocasião da Fórmula 1 com o nome Setor A, com a agravante de que o espaço entre os muros do circuito e o que seria o início das arquibancadas ser muito pequeno.
Poderá até vir o inspetor da FIA, convidado pelo presidente Cleyton Pinteiro, mas provavelmente a solução se esbarrará no eterno problema de orçamento. E, vale destacar com veemência, o trecho em questão não é problema para a Fórmula 1, de modo que não seria surpresa se a entidade internacional desse de ombros para a questão, visto se tratar de algo diretamente ligado ao desporto interno.
Desse modo, em lugar de se perder tempo com bobagens como bandeira amarela permanente ou consultar a FIA, o Bispo ou sei lá mais quem, deve-se trabalhar com rapidez na única solução economicamente viável e de resultado concreto na diminuição da velocidade no local, que é a chicane interna utilizada pelas motos. E com o facilitador de esse trecho já existir.
Então, longe de achar que o problema que matou Gustavo Sondermann esteja unicamente depositado naquela curva de Interlagos, fato é que a Curva do Café é um problema para o automobilismo interno. Logo, tem como ser resolvido rapidamente.
Desde q nao afete o traçado para a F1!!!pq se corta essa reta na F1 vai ser muito chato!!pra as outras categorias nao dá nada!!
Daniel,
As soluções para a questão da Curva do Café não interferem no traçado da F1, muito menos exige interferência da FIA.
Abraço!
“Senhor”! Por acaso não chegou por aí, um garoto dirigindo um carro , em alta velocidade? É o nosso Gustavo Sondermann “Senhor” brasileiro como eu e o “Senhor” Arrojado, o melhor de todos!Se ele chegou, dê a ele a bandeira quadriculada,ele venceu, dê a ele sua mão “Senhor”, para que ele saia do carro,ele pode estar assustado e meio perdido,>pois saiu daqui, com a velocidade de um raio,se quer deu tempo para se despedir .Sossegue-o “Senhor”, faça com que ele veja,a maior prova de Gratidão e de Amor que jamais um mortal recebeu.Transmita a ele “Senhor” a mais sincera gratidão por todos esses anos de gloria e de luta.Há! Acelera Gustavo Sondermann pois daqui de baixo a cada estrela que cruzar o céu,saberemos que você estará nela e os anjos do céu tocarão em seus clarins a Música da Vitória!Acelera Gustavo Sondermann Até um dia, Campeão!
Ana Paula Almeida
muito bom esse texto que achei no orkut…
Perfeito, Américo.
E, em se tratando do poder público, orçamento (ou seja, grana) é pior do que as exigências da FIA …
Abraço.
Grande Basca! Muito bom vê-lo aqui.
Acho que corremos o risco de alguma solução faraônica, aquelas que geram manchetes, mas que nunca saem do papel. Esperemos.
Abraço,
O Traçado antigo era igual neste ponto…
porque não revitalizam o traçado antigo? ou parte dele naquele ponto?
O trecho em questão, Pezzolo, já fazia parte do circuito antigo.
Abraço,
Mais uma vez procuram um culpado que não possa se defender.
Desta vez é o muro. Muro este que continuaria sem ser observado se os pilotos tivessem visão no mínimo razoável e também se a equipe não permitisse a saida dos boxes de um carro com o pneu invertido, exatamente o de apoio no local da tragédia.
Vejam que no início da reta oposta tem um muro ainda mais próximo do asfalto (no final do muro do Berger) e ninguém fala nada só porque não aconteceu nenhum acidente grave no local mas o risco existe.
Me desculpe a equipe mas ela foi a maior responsável. Para defendê-la, creio ser interessante a vistoria deste item pelos comissários técnicos assim como vistoriam outros itens de segurança nos carros, fórmulas e protótipos.
Falou e disse. Inclusive, trazer um fiscal/consultor/inspetor da FIA também envolve custos (passagens, hospedagem, honorários, etc…).
Ao invés de ficar com esse lenga-lenga, deveriam desengavetar os inúmeros projetos que devem existir a respeito do assunto (aumento da area de escape ou projeto da chicane), correr atras de verba e viabilizar a execução.
Essa solução mandrake deles é típica de quem quer deixar o assunto esfriar para que possam deixar quieto e não fazer nada, o famoso fogo de palha.
Realmente é uma corja que não tem o menor respeito pela vida humana. Deveriam eles ficar lá na curva balançando a bandeira amarela com o c.. na mão que nem o general de 10 estrelas do Renato Russo para ver o que é bom.
Você disse tudo. O problema tem nome (dinheiro) e sobrenome (pinteiro), mas também apelido (débeis mentais).