Interlagos: CBA não precisa de autorização da FIA

Não é verdade que as mãos das autoridades brasileiras do automobilismo estejam “amarradas” no que se refere a modificações de segurança no Autódromo de Interlagos, por conta da necessidade de uma autorização, vistoria, carimbo ou seja lá o que for da FIA. O estatuto da Federation Internationale de L’Automobile é bastante claro no que diz respeito à autonomia das associações nacionais (no caso do Brasil, a Confederação Brasileira de Automobilismo) em questões locais.

Os parâmetros da FIA são específicos em relação a Fórmula 1 e, no que tange ao circuito paulistano, têm trazido conforto a dirigentes, gestores e até mesmo esportistas por causa da máxima, provada agora que não é 100% verdadeira, de que “se é bom para a Fórmula 1, é bom para o restante do automobilismo”.

A criação da área de escape na Curva do Café não depende de aprovação, mas de orçamento. Não é uma idéia nova, pelo contrário. Já foi alvo de análise e consideradas inviáveis, pelas autoridades municipais com responsabilidades sobre o autódromo, as obras que gerariam tal espaço em razão de sua complexidade e custo.

Para se obter tal resultado, somente retirando a arquibancada de concreto ali existente, contemplada por ocasião da Fórmula 1 com o nome Setor A, com a agravante de que o espaço entre os muros do circuito e o que seria o início das arquibancadas ser muito pequeno.

Poderá até vir o inspetor da FIA, convidado pelo presidente Cleyton Pinteiro, mas provavelmente a solução se esbarrará no eterno problema de orçamento. E, vale destacar com veemência, o trecho em questão não é problema para a Fórmula 1, de modo que não seria surpresa se a entidade internacional desse de ombros para a questão, visto se tratar de algo diretamente ligado ao desporto interno.

Desse modo, em lugar de se perder tempo com bobagens como bandeira amarela permanente ou consultar a FIA, o Bispo ou sei lá mais quem,  deve-se trabalhar com rapidez na única solução economicamente viável e de resultado concreto na diminuição da velocidade no local, que é a chicane interna utilizada pelas motos. E com o facilitador de esse trecho já existir.

Então, longe de achar que o problema que matou Gustavo Sondermann esteja unicamente depositado naquela curva de Interlagos, fato é que a Curva do Café é um problema para o automobilismo interno. Logo, tem como ser resolvido rapidamente.

11 Comments

  1. Daniel 6 de abril de 2011 at 20:36

    Desde q nao afete o traçado para a F1!!!pq se corta essa reta na F1 vai ser muito chato!!pra as outras categorias nao dá nada!!

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    1. Americo Teixeira Jr. 6 de abril de 2011 at 22:31

      Daniel,

      As soluções para a questão da Curva do Café não interferem no traçado da F1, muito menos exige interferência da FIA.

      Abraço!

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  2. Gabriela 5 de abril de 2011 at 22:58

    “Senhor”! Por acaso não chegou por aí, um garoto dirigindo um carro , em alta velocidade? É o nosso Gustavo Sondermann “Senhor” brasileiro como eu e o “Senhor” Arrojado, o melhor de todos!Se ele chegou, dê a ele a bandeira quadriculada,ele venceu, dê a ele sua mão “Senhor”, para que ele saia do carro,ele pode estar assustado e meio perdido,>pois saiu daqui, com a velocidade de um raio,se quer deu tempo para se despedir .Sossegue-o “Senhor”, faça com que ele veja,a maior prova de Gratidão e de Amor que jamais um mortal recebeu.Transmita a ele “Senhor” a mais sincera gratidão por todos esses anos de gloria e de luta.Há! Acelera Gustavo Sondermann pois daqui de baixo a cada estrela que cruzar o céu,saberemos que você estará nela e os anjos do céu tocarão em seus clarins a Música da Vitória!Acelera Gustavo Sondermann Até um dia, Campeão!
    Ana Paula Almeida
    muito bom esse texto que achei no orkut…

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  3. Roberto Bascchera 5 de abril de 2011 at 22:04

    Perfeito, Américo.
    E, em se tratando do poder público, orçamento (ou seja, grana) é pior do que as exigências da FIA …

    Abraço.

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    1. Americo Teixeira Jr. 6 de abril de 2011 at 22:33

      Grande Basca! Muito bom vê-lo aqui.

      Acho que corremos o risco de alguma solução faraônica, aquelas que geram manchetes, mas que nunca saem do papel. Esperemos.

      Abraço,

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  4. Boca 5 de abril de 2011 at 19:16

    O Traçado antigo era igual neste ponto…

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  5. pezzolo 5 de abril de 2011 at 15:53

    porque não revitalizam o traçado antigo? ou parte dele naquele ponto?

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    1. Americo Teixeira Jr. 6 de abril de 2011 at 22:34

      O trecho em questão, Pezzolo, já fazia parte do circuito antigo.

      Abraço,

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  6. Luiz 5 de abril de 2011 at 12:49

    Mais uma vez procuram um culpado que não possa se defender.

    Desta vez é o muro. Muro este que continuaria sem ser observado se os pilotos tivessem visão no mínimo razoável e também se a equipe não permitisse a saida dos boxes de um carro com o pneu invertido, exatamente o de apoio no local da tragédia.

    Vejam que no início da reta oposta tem um muro ainda mais próximo do asfalto (no final do muro do Berger) e ninguém fala nada só porque não aconteceu nenhum acidente grave no local mas o risco existe.

    Me desculpe a equipe mas ela foi a maior responsável. Para defendê-la, creio ser interessante a vistoria deste item pelos comissários técnicos assim como vistoriam outros itens de segurança nos carros, fórmulas e protótipos.

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  7. Fabio Souza 5 de abril de 2011 at 12:34

    Falou e disse. Inclusive, trazer um fiscal/consultor/inspetor da FIA também envolve custos (passagens, hospedagem, honorários, etc…).
    Ao invés de ficar com esse lenga-lenga, deveriam desengavetar os inúmeros projetos que devem existir a respeito do assunto (aumento da area de escape ou projeto da chicane), correr atras de verba e viabilizar a execução.

    Essa solução mandrake deles é típica de quem quer deixar o assunto esfriar para que possam deixar quieto e não fazer nada, o famoso fogo de palha.

    Realmente é uma corja que não tem o menor respeito pela vida humana. Deveriam eles ficar lá na curva balançando a bandeira amarela com o c.. na mão que nem o general de 10 estrelas do Renato Russo para ver o que é bom.

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  8. Tulyo Cruz 5 de abril de 2011 at 11:15

    Você disse tudo. O problema tem nome (dinheiro) e sobrenome (pinteiro), mas também apelido (débeis mentais).

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