Segunda, 2 de maio de 2011

 

Piloto do Team Penske sofreu acidente logo após a largada, mas conseguiu concluir a etapa após trabalho eficiente dos mecânicos do Dallara Honda nº 3

 

Apesar de Helio Castroneves (Foto by IRL) não ter obtido o resultado que esperava na Itaipava São Paulo Indy 300 Presented by Nestlé, o piloto do Team Penske considerou até certo ponto satisfatória a quarta etapa do IZOD IndyCar Series, encerrada hoje (segunda, 2) no Circuito Anhembi, diante das circunstâncias.

Para quem ficou alijado da corrida logo após a largada, o fato de a chuva torrencial do domingo ter transferido a programação para a segunda-feira permitiu que ele retornasse à competição e a concluísse. Entre a largada do domingo e a bandeirada de chegada da segunda, em ambas as ocasiões com o australiano Will Power na frente, Castroneves completou 46 voltas das 55 voltas e se classificou em 21º.

Quando a programação em São Paulo começou no sábado, ele já havia cumprido uma vasta agenda de compromissos promocionais e de media desde segunda, 25, quando chegou ao Brasil, procedente dos Estados Unidos. Além de várias entrevistas para jornais, revistas, televisão e rádio, coube a ele, ainda, estrear como comentarista de futebol durante a transmissão do jogo São Paulo 1 x 0 Goiás, pela rádio Band News FM, e visitou a Escola de Samba Camisa Verde.

Nos treinos livres, após trocar o sistema de freios e promover alterações na aerodinâmica, o desempenho do Dallara Honda foi melhorando gradativamente e concluiu o Qualifying na 7ª colocação. Esse resultado foi considerado bom para o piloto, que tinha como objetivo se safar dos problemas que eventualmente pudessem acontecer na largada e terminar pelo menos entre os dez primeiros.

Sua convicção de que a largada seria nervosa não residia apenas no fato de a corrida acontecer em um circuito de rua, mas principalmente pelas possibilidades de chuva. Nesse particular, o meteorologista Marcos Massari, da Somar Meteorologia, assessorou Castroneves e todo o Team Penske no que tange às condições climáticas. Como previsto pelo profissional, o início da corrida foi sob chuva.

Largando com máxima cautela, Castroneves estava conseguindo contornar sem problemas o Esse do Samba (conjunto de duas curvas de baixa velocidade logo após da reta de largada e chegada), quando foi jogado de encontro ao muro por Dario Franchitti, da Chip Ganassi.

Eu larguei com todo o cuidado e fiquei na parte externa para evitar problemas, mas quando o Dario deu potência, a traseira do carro dele escapou no piso molhado e bateu violentamente na minha roda dianteira direita. Bati no muro, quebrou a suspensão do carro e, ainda, a Danica (Patrick) e a Simona (de Silvestro), que vinham atrás, não conseguiram evitar a batida e completaram o serviço”, descreveu Castroneves.

Com a primeira interrupção da prova em bandeira vermelha por causa da forte chuva, os mecânicos do Dallara Honda nº 3 rapidamente colocaram o carro de Helio Castroneves novamente em condições de retornar para a corrida. Após a segunda e definitiva interrupção do domingo e a determinação de que a corrida aconteceria na segunda-feira, começou uma discussão sobre o formato da nova largada.

O regulamento da Indy previa a possibilidade de a corrida da segunda-feira começar do zero, o que para mim seria bom porque recuperaria a minha posição de largada. Mas para isso é preciso haver unanimidade entre as equipes e duas delas, a Panther e a Dale Coyne, não concordaram. Poi isso recomecei a corrida com nove voltas de atraso e o máximo que consegui foi chegar em 21º. Mas valeu e agora é pensar na Indy 500”, concluiu Castroneves.



Americo Teixeira Junior
Castroneves Racing
Assessor de Imprensa
19 9749-8111

 

 

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