GP da Austrália: Em dia de Romain Grosjean, McLaren lidera o grid em Melbourne

Por Americo Teixeira Jr. – Entre a boa presença do francês Romain Grosjean, com o 3º melhor tempo ao volante do Lotus E20 Renault, e a eliminação do espanhol Pedro de la Rosa e do indiano Narain Karthikeyan do grid por baixa performance do F112 da HRT F1 Team, a grande marca do primeiro qualifying do ano foi a demonstração de força da McLaren Mercedes, com os ingleses campeões mundiais Lewis Hamilton e Jenson Button fazendo a dobradinha com o MP4-27. Hamilton assinalou a pole com 1min24s922, sendo o único piloto, em todas as atividades até aqui realizadas, a baixar de 1min25. Button fechou a primeiroa fila com 1min25s074.

O destaque do qualifying foi Grosjean, que está tendo seu retorno à Fórmula 1 ofuscado pela parceria com o teammate campeão mundial Kimi Raikkonen na Lotus F1 Team. Mas enquanto o finlandês se constituía no único membro das “não nanicas” a ficar já no Q1, o substituto de Nelson Angelo Piquet na então Renault (com sete corridas, em 2009) superou o alemão Michael Schumacher, que com o 4º tempo a bordo do Mercedes F1 W03 completou a segunda fila.

A Mercedes GP ainda colocaria o carro de Nico Rosberg e 8º, numa espécie de “sanduiche prateado com recheio de Red Bull Racing”, visto as colocações cinco e seis, respectivamente, para o australiano Mark Webber e o alemão Sebastian Vettel com o RB8 Renault. Trata-se da primeira vez, desde o qualifying para o GP da Itália de 2010, em 11 de setembro, que um carro da equipe chefiada por Christian Horner não fica na primeira fila de uma etapa do Mundial.

Ferrari em dificuldades

Mas se o resultado da equipe bicampeã mundial, nesse primeiro confronto para valer contra o relógio de 2012, não repetiu performances anteriores, o saldo para a Ferrari foi menos positivo ainda. Mesmo com as impressões pouco motivadoras deixadas pelo F2012 durante a pré-temporada, era pouco provável supor que veríamos o espanhol Fernando Alonso em 12º e o brasileiro Felipe Massa em 16º, somente.

Certamente que é prematuro classificar esse início como desastroso e rotular a equipe italiana como um palco de crise, entretanto, é inequívoco que o clima não ficou melhor depois do qualifying de hoje. A pressão, que naturalmente faz parte da vida de todos os envolvidos na Fórmula 1, ganha “cores mais vívidas” sob a tutela de Stefano Domenicali.

Já para os lados da equipe de Frank Williams, cujo compromisso de melhoria ultrapassa as meras fronteiras desportivas e chega a resvalar até na própria sobrevivência, o início desta nova fase com os motores Renault foi satisfatório. Se o brasileiro Bruno Senna estreou na equipe colocando o FW34 na 14ª posição, o venezuelano Pastor Maldonado foi muito mais além, fazendo parte do Q3 e se classificando no 8º posto.

Há uma característica muito comum às provas que abrem as temporadas, que é uma aparente paridade entre um número maior de times. Esse equilíbrio tende a ser falso, visto que a capacidade de reação das equipes grandes é amplamente superior às demais. Essa tendência parece estar mantida, no entanto, nada como as três os quatro primeiras corridas do ano para indicar caminhos mais seguros quanto ao todo do campeonato.

Veja ainda:

Resultados oficiais do GP da Austrália

Galeria do GP da Austrália

 

 

 

1 Comment

  1. Ednei Rovida 17 de março de 2012 at 16:10

    Concordo com a falsa igualdade das primeiras provas. Mas a Williams aparenta ter melhrado, sim, com relação à 2011. Já a Ferrari, demonstra um retrocesso. Perderam a mão do carro em Maranello!
    Outra coisa que chamou a atenção em Melbourne é o novo “trambique” da dupla Schumacher e Ross Brawn. Aquele chilique d alemão quando o carro rodou no treino foi muito suspeito…
    Parabéns por mais um ótimo texto. Abraços!

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