
Por Americo Teixeira Jr. – É coisa do passado o grid da Fórmula 3 com seis carros no Brasil. Nesse primeiro ano da nova categoria, a meta de carros na pista está sendo alcançada e até superada, havendo também objetivos com relação à parte técnica. A Fórmula 3 Brasil é resultado de uma “tríplice aliança” entre a Vicar, CBA e chefes de equipes para resgatar aquela que, um dia, revelou talentos para a Fórmula 1 e IndyCar em profusão.
O promotor Maurício Slaviero, da Vicar, destacou que o foco nesse momento é “o constante trabalho para equilibrar os equipamentos das equipes, alguns defasados em função de estarem algum tempo parados”, além de manter o grid médio de 12 carros. “Tenho certeza que conseguiremos atingir estes objetivos ainda neste ano e, para 2015, o crescimento será ainda maior”, revelou Slaviero, que projeta para o Ano 2 da Fórmula 3 Brasil um grid de 15 carros.
Esse mesmo otimismo tem sido compartilhado por alguns chefes de equipe. Para Augusto Cesário, da Cesário F3, “só temos coisas positivas”. No seu entender, “o melhor é que os garotos estão percebendo a utilidade da categoria como escola aqui no Brasil, com a facilidade e preço para aprender e chegar lá em condições de brigar”. Isso reforça a sua tese de que “não vale a pena ir cedo, o que conta e ir preparado”.
“Pontos negativos significativos não existem”, afirma Rogério Raucci, da RR Racing. Na sua avaliação, a categoria “está passando por um bom momento por conta de um grid mais consistente e custos mais adequados”. Ele também comunga do mesmo otimismo de Slaviero no que tange ao aumento do grid para 2015. Pontuou, também, que “CBA, Vicar e equipes estão fazendo a lição de casa com relação à modernização do regulamento de alguns equipamentos”.
Críticas ao regulamento
Já Dárcio dos Santos, da Prop Car Racing, diz-se chateado com as mudanças do regulamento. “No último ano que participei da Fórmula 3, meados de 2011, prevalecia o uso da asa traseira original Dallara modelo HDF para todos, impedindo desta forma gastos desnecessários com asas LDF (Low Down Force), normalmente utilizada em pistas com grande retas. Para meu espanto, algumas equipes têm utilizado as asas”, explicou. Citou também o acesso à ECU, que é a unidade de controle eletrônico do motor, permitido pelo regulamento brasileiro, ao contrário do que ocorre no mundo inteiro, de acordo com o chefe de equipe.
Seu questionamento por escrito foi respondido pela CBA, por intermédio do comissário técnico engenheiro Clóvis Matsumoto, explicando que o regulamento válido é o da CBA, não o da FIA, no qual se baseou Dárcio dos Santos para fazer o seu questionamento. O engenheiro ponderou, entretanto, que não tem observado alteração na eletrônica dos carros.
Os projetos para a evolução e as discussões sobre as arestas poderão avançar ainda mais neste final de semana, quando acontece a quinta rodada dupla da Fórmula 3 Brasil, desta vez no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, Paraná. Após oito provas disputadas (Viamão, Santa Cruz, Brasília e São Paulo), a liderança da categoria A é de Pedro Piquet e na Light a ponta está nas mãos de Vitor Baptista, ambos da Cesário F3.

