Por Américo Teixeira Jr. – Mais do que reincidir na afronta ao esporte, com a obediência de seus pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa, a atitude da Ferrari neste domingo em Hockemheim vai muito mais além do que, entre outras coisas, manchar irremediavelmente a carreira do piloto brasileiro. A equipe italiana, mais do que isso, colocou em dúvida a própria autoridade da Federation Internationale de L’Automobile (FIA) e, em assim fazendo, mesmo a necessidade de existência da entidade internacional.
A gravidade da medida capitaneada por Stefano Domenicali, o principal dirigente da Ferrari, ultrapassa em muito as fronteiras da equipe e coloca em risco a própria instituição da autoridade desportiva por ser a repetição do primeiro grande escândalo do gênero, no Grande Prêmio de triste memória realizado na Áustria em 2002.
Se naquela ocasião, Michael Schumacher vencia uma corrida que certamente gostaria de não ver em seu currículo, Rubens Barrichello passou a amargar, a partir de então, um onda de críticas à sua carreira que até hoje, passados tantos anos, ecoa com força.
Após aquele 12 de maio de 2002, diante de tamanha desaprovação, a FIA criou normas específicas sobre isso. Hoje, nesse domingo de sol na Alemanha, a entidade tem diante de si a oportunidade histórica de se posicionar como real autoridade do automobilismo mundial. Ou, assim, como Schumacher, Alonso, Barrichello e Massa, passar a ter sua credibilidade questionada.
Para o piloto brasileiro é uma situação complicadíssima e certamente vai acabar ficando mais esquisito ainda com a explicações e justificativas. Ele é um empregado bem pago da Ferrari e se indispor contra o padrão, na vida real e mesmo no mundo da fantasia da Fórmula 1, tem suas consequências. É claro que Massa é grande profissional profissional, jovem talentoso, piloto competitivo, esportista motivado e sempre candidato forte a vitórias. Obviamente que seu currículo não foi, de repente, transformado em lixo. Nada disso. Mas não há explicação que seja possível tirar essa marca negativa de sua carreira. A vida é assim.

Caro Américo,seus textos são muito claros e de fácil leitura,pena que desta vez para descrever atitude tão anti-esportiva,tão submissa,tão pífia que pergunto qual jovem piloto vai querer vencer o “Racing Festival” ou “F.Massa” e se preparar na academia da Ferrari para ser um “piloto brasileiro” subserviente.Que escola é essa pros nossos jovens pilotos….
Abs,
J.E.Avila
Amigo Américo! VC sabia que eu não deixaria de comentar.
Texto brilhante sobre um acontecimento mais do que desanimador.
Sou crítico ferrenho da categoria que há anos deixou de ser um esporte. Como diz nosso amigo Zampa: Existem a Fórmula Um e o automobilismo! Fórmula Um não é automobilismo, é negócio. Hoje se você aportar em Interlagos ou na Granja Viana em dia de corrida de kart e perguntar a cada um dos pilotos, 90% deles querem e estão focados em chegar á categoria máxima!E você sabe mais do que ninguém sobre o que estou falando.Muitos deles nem talento têm!
Sabiamente, Téo Jose coloca de uma forma muito parecida: Nossa situação quanto ao futuro dos pilotos brasileiros na Fórmula Um é nebuloso! Fruto de um automobilismo decadente – infelizmente – cheio de desmandos.
Fica no ar a importância suprema que a ferrari (A partír de agora em minúsculas mesmo…) tem dentro da F1, importância esta que se transformou em influência total com a presidência do napoleonesco Sr. Todt.
Espetáculo triste e certamente não o último em uma categoria já capenga e desinteressante.
Pobre Massa.
Felipe Massa: “Pô, só este zero a mais no cheque? Pode por mais um”
sou fã do automobilismo, nesse domingo me senti um lixo sendo brasileiro , ja não basta nosso povo ser sofredor quando temos algo de nos orgulhar ( felipe massa ) a ferrari faz isso sera que eles não imaginam que por tras de um piloto existe a familia dele os pais e agora o filho, sem contar nós 194 milhoes de brasileiros feitos de otario, queria ver fazer isso com o nosso saudoso ayrton senna , qual seria a reaçao do senna se a mclarem da epoca pedisse para ele deixar o prost passar a como eu gostaria de ver……..
Achava que nunca mais veria tal coisa acontecer na F1.
Massa passou neste final de semana o que Rubens Barrichello amargou em todos os seus anos de ferrari (assim mesmo, em minúsculo).
Felipe disse várias vezes que a Ferrari era sua segunda família e que o ambiente interno era bom e que todos gostavam dele.
Só que apareceu neste final de semana um “pai autoritário” que, simplesmente chegou em seu filho e disse – hoje você vai deixar o seu irmão ganhar! Você está entendendo?.
O que será que vão falar agora, já que Alonso nem líder do campeonato é?
A impressão que dá é que ele cumpriu essa ordem sabendo que será assim no próximo ano, quando como diziam na época de Rubens, que isso era uma cláusula de contrato.
Que vergonha ferrari!! Já detestava a arrogância desses Italianos, agora é nojo mesmo.
Abraços
Mais uma vez a Ferrari,sempre ela.Não vemos isso na Red Bull ou na McLaren.Mas na Ferrari sim,remake da Austria 2002 e mais uma vez em cima de um brasileiro.Sera que a FIA não reconhece que essa atitude mancha o esporte (que nessas horas é questionado se é mesmo um esporte),as outras não são descaradas à esse ponto,algo tem que ser feito ou esse mal exemplo poderá ser seguido.