Por Américo Teixeira Júnior


Milton Sperafico (Foto Luiz Aparecido)
Milton Sperafico, candidato da oposição e atual primeiro vice-presidente
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Waldner “Dadai” Bernardo, candidato da situação e atual presidente da Comissão Nacional de Velocidade

É fato que a eleição para presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo é indireta, apenas com os presidentes das federações – e agora também a Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo – podendo votar. Trata-se de um colégio eleitoral de cerca de 20 pessoas. E é só. Pode parecer pouco, e de fato é, mas a legislação assim estabelece. Apesar disso, o Diário Motorsport optou por contribuir para que a discussão sobre o tema não ficasse restrita à sala de reuniões localizada na rua da Glória, Rio de Janeiro. Para tanto, convidou os candidatos Waldner “Dadai” Bernardo, da situação, e Milton Sperafico, da oposição, para que apresentassem suas propostas para o automobilismo brasileiro, a partir de um questionário por nós apresentado. Ambos atenderam ao convite e o que o Leitor poderá ver, agora, é o que pensa cada um deles.


NOTA DO EDITOR: FAÇA UMA ANÁLISE CRITERIOSA, ESCOLHA O SEU CANDIDATO E PRESSIONE O PRESIDENTE DE SUA FEDERAÇÃO A EXERCER O VOTO DE MANEIRA PLURAL, DE ACORDO COM O QUE PENSA A COMUNIDADE QUE REPRESENTA.


 Qual o motivo de o senhor ser candidato a presidente da CBA? 

DADAI – Costumo falar que “devo muito mais ao automobilismo do que ele a mim”. Apesar da pouca idade, comparada aos presidentes antecessores, creio que acumulei experiência necessária para o cargo vindo da base, sendo bandeirinha, passando por vários cargos, desportivos e promocionais, ligados ao automobilismo. Tendo nesses últimos cinco anos estado a frente de uma das comissões da CBA. Posso e devo dar a minha parcela de contribuição para que nosso automobilismo cresça cada vez mais. O motivo é poder continuar contribuindo para o esporte que tenho paixão, com profissionalismo!

SPERAFICO – Decidi candidatar-me por dois motivos: o primeiro foi o pedido de vários presidentes de Federações que querem trabalhar em prol do automobilismo e que, como eu, querem colocar a “mão na massa” pelo esporte. O segundo é que sou um apaixonado pelo automobilismo e, por isso, decidi aceitar este desafio.

O senhor se considera capaz de ser presidente da CBA?

DADAI – Sim, caso contrário não assumiria este desafio – nem nenhum outro – se não me sentisse preparado! Como coloquei anteriormente, a minha experiência no automobilismo vem da base, fui sinalizador de pista, hoje estou como atual presidente da Federação Pernambucana. Fazer com muito recurso é uma coisa, mas pegar uma federação que não dispõe de tanto e conseguir fazer automobilismo, em várias modalidades, não é fácil. Trabalho em equipe, participação ativa de todos os envolvidos. Essa foi nossa forma de gestão na FPeA e vem dando certo! Já fui promotor de eventos, sou pai de piloto, ou seja, já transitei por todas as esferas e lados possíveis do automobilismo, de torcedor a dirigente. O importante, para exercer este cargo, é conhecer corrida de carro e não só carro de corrida!

SPERAFICO – É um cargo que exige muito conhecimento do esporte e experiência. Estou envolvido com o esporte a motor, na prática mesmo, desde 1975, quando estreei na motovelocidade. Durante este tempo todo, além de piloto, tive experiência como presidente de clube; posteriormente na vice-presidência de Federação Paranaense e, atualmente, como vice-presidente da CBA. Tenho muita experiência acumulada dentro e fora das pistas e quero entregar isso ao esporte. Considero-me totalmente capaz para o desafio.

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Qual o seu currículo no automobilismo?

DADAI – Sempre fui um apaixonado pelas corridas, sonhava em poder ser piloto. Com a criação do autódromo de Caruaru, tive a oportunidade de fazer parte da equipe de sinalização, era uma forma de estar perto, ou melhor, dentro, literalmente, das corridas. Fui bandeirinha por cinco anos. Nesse período, assumi a chefia dessa equipe e passei a frequentar as reuniões da federação. Posteriormente, passei a fazer parte do quadro da federação pernambucana, na parte de competição, sendo diretor de prova ou comissário desportivo nas provas de Kart, Velocidade, Rally. Afastei-me da federação por cinco anos, período em que fui promotor de eventos no estado, através da empresa Pro Racing, onde fizemos arrancada, sendo considerada na época uma das cinco melhores do país. Retorne à federação, a convite do então presidente Zeca Monteiro. Fui diretor financeiro e, posteriormente, vice-presidente, sendo eleito presidente desta FAU em 2013. Atuei como comissário desportivo da CBA, de 2010 a 2012, em provas nacionais da Stock e Truck, posteriormente, recebi o convite para assumir a CNV – Comissão Nacional de Velocidade – da CBA. Acompanho meu filho de 13 anos, que é piloto de kart desde os seis anos. Isso é muito bom, uma oportunidade única de estar dentro das pistas e escutar pais, pilotos, mecânicos, fábricas, organizadores … Enfim, estou no automobilismo desde os 15 anos, ou seja, mais de 25 anos, e neste período tive oportunidade de estar nos mais diversos setores, escutando todos os lados e discutindo efetivamente assuntos relacionados ao automobilismo!

SPERAFICO – Iniciei minha vida no esporte a motor em 1975, correndo pela primeira vez em Cascavel, no Paraná. Até 1979 corri de motovelocidade. A partir de 1980, participei de algumas provas de Motocross e comecei a correr de Kart nos campeonatos paranaense e paulista, entre 1980 e 1982. Em 1982 comecei no automobilismo correndo de Divisão 3, onde fui campeão paranaense em 1983. No ano seguinte, fui bicampeão paranaense de Divisão 3 (hot-car). Em 1985, migrei para o Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford, onde obtive uma vitória no Rio de Janeiro. Foi inesquecível, pois recebi o troféu das mãos do Ayrton Senna. Participei regularmente do campeonato brasileiro até 1987. Em 1988 e 1989, participei das provas do campeonato brasileiro, gaúcho e paranaense de Fórmula Ford. Em 1992 estreei nos campeonatos Brasileiro e Sul-americano de Fórmula 3B, onde, em 1993, sagrei-me campeão brasileiro e sul-americano. De 1994 a 2016, sempre estive ligado ao automobilismo como diretor de prova, comissário desportivo, “manager/coach”; sempre ajudando os pilotos da família em todas as categorias do automobilismo nacional e internacional. Exerci a presidência do Automóvel Clube de Toledo e posteriormente a vice-presidência da Federação Paranaense, antes de me tornar vice-presidente da CBA.

Quais as atividades profissionais que o senhor desenvolve atualmente?

DADAI – Sou empresário no segmento de entretenimento. Tenho, há dez anos, uma empresa chamada AllTicket, onde atuamos com soluções de controle de público para os mais diversos tipos de eventos. Estamos hoje posicionados como uma das principais empresas deste segmento no país, a maior do Nordeste. Tenho hoje, também, em sociedade, uma atividade de kart indoor, que acontece no Kartódromo do Tamboril.

SPERAFICO – Sou empresário do setor agrícola, e já tive diversas atividades como empreendedor e no comércio. Atualmente atuo apenas no agronegócio e a gestão do dia a dia já está nas mãos do meu filho, o que me deixa com total disponibilidade para dedicar-me ao trabalho na CBA.

Quem serão companheiros de chapa para os cargos de vice-presidente?

DADAI – Temos hoje, já dois vices presidentes compondo a chapa, ainda não fechamos o terceiro, e também não formamos o conselho fiscal. Um dos vices presidentes é do Nordeste outro é do Sul, ambos com funções efetivas e estratégicas já conversadas. Inclusive, para os vices já acordados, temos funções determinadas, um deles por exemplo tem a missão de recuperar e estreitar o relacionamento da CBA com as montadoras, isso é de extrema importância. Estamos tentando fazer uma chapa que seja a mais abrangente possível. Iremos divulgar todos os nomes quando fecharmos a chapa completa.

SPERAFICO – Não estão definidos, ainda. A escolha será feita de acordo com critérios técnicos, em conjunto com as Federações. Vou montar uma equipe onde a meritocracia será determinante.

Qual o maior mérito da gestão Cleyton Pinteiro?

DADAI – Antes de indicar, vale ressaltar as alterações do estatuto da CBA, deixando em apenas uma recondução ou reeleição e a entrada da Associação de Pilotos. Com estas mudanças a CBA se credenciou a participar de projetos incentivados, pelo governo federal, via Ministério dos Esportes. Isso viabiliza várias categorias nacionais hoje! Considero, um dos méritos que pretendemos levar adiante, o projeto das escolinhas de kart, que está sendo implementado, projeto já apresentado ao ministério e que daremos continuidade. Pretendemos estender a todas as FAU’s, projeto este que também só foi possível por contas das mudanças citadas.

SPERAFICO – Desenvolvi uma proposta de gestão baseada nas coisas que acredito e quero implantar. Planejo uma gestão que será marcada por criar condições ideais para Clubes e Federações poderem trabalhar pelo esporte.

Qual o maior defeito da gestão Cleyton Pinteiro?

DADAI – Penso que a falha na comunicação, pois tem muita coisa que é feita e não chega ao conhecimento dos automobilistas, temos um seguro para os pilotos e poucos sabem disso. Creditam a esta gestão o fechamento do Autódromo do Rio de Janeiro, porém, justamente pela falha de comunicação, poucos sabem de todos os esforços legais que foram feitos, isso sem dúvida foi muito negativo. Apesar de termos, neste período, mais quatro autódromos novos sendo inaugurados, que são Velocita (SP), Cristais em Curvelo (MG), Mega Espace (MG), João Pessoa (PB), além de praticamente três novos autódromos, com as reformas de Cascavel, Goiânia e Brasília (em fase final), além da reforma de Tarumã, este último com participação financeira efetiva da CBA através de empréstimo à FAU, e novamente poucos sabem disso! Temos hoje o único kartódromo com homologação FIA das Américas, que é o Paladino. Kartódromo fantástico. Quem veio ao brasileiro de kart sabe bem o que estou falando!

SPERAFICO – A falta de planejamento estratégico. Uma área vital para fazer as coisas acontecerem é a de marketing. Marketing é fundamental no automobilismo e depende de planejamento, é ele que fornece as ferramentas para que tudo aconteça nesse esporte. O relacionamento com Pilotos, Clubes e Federações será total e ininterrupto, trabalharemos sempre em conjunto. Acredito muito na descentralização do automobilismo e as Federações são fundamentais para implantarmos este conceito.

Quais os planos do senhor para o kartismo?

DADAI – A viabilidade econômica do kartismo, sem dúvida nenhuma, é a meta principal, isso passa pelas homologações, pelos campeonatos, pelo primeiro acesso via escolinhas, o quanto mais conseguirmos baratear o kartismo mais viabilizamos a entrada de novos pilotos. Desta forma elencamos aqui alguns dos principais pontos a serem trabalhados:

1 – Reestruturar os campeonatos nacionais, afim de valorizar mais os campeonatos estaduais e regionais;

2 – Organizar melhor o sistema, com mais rigor, de homologações de equipamentos para o kart;

3 – Regulamentar e promover o kart para deficientes;

4 – Incentivar o intercâmbio entre os países vizinhos ao Brasil, notadamente Uruguai, Argentina e Paraguai;

5 – Incentivar a criação de novas escolas de Kart, com padrão Internacional, para todas as FAUs;

6 – Formar mais oficiais de competição para os quadros das FAUS e com isso melhorar os quadros da CBA;

7 – Ampliação de visibilidade dos torneios Nacionais e Regionais;

8 – Manter a política de incentivos visando uma maior participação nos eventos Nacionais.

SPERAFICO – Eu acredito que as coisas funcionam quando são gerenciadas por especialistas. No kart, vou aproveitar as experiências positivas dos torneios que deram certo, como o Super Kart Brasil (SKB), Desafio Petrobras e Copa Brasil, para inspirar regulamentos, formatos de disputa e, principalmente, reduzir custos aos participantes. Será um dos primeiros setores nos quais faremos uma intervenção por meio das Federações. O objetivo é gerar condições plenas de disputa desta modalidade que consideramos fundamental para a formação de pilotos. Outro projeto que pretendemos implantar é o de fomentar as competições com karts 100% elétricos, aproveitando a experiência pioneira que vem sendo brilhantemente conduzida pelo pessoal de Campinas, mas, hoje, ainda sem o apoio da CBA. As tecnologias sustentáveis e híbridas inexoravelmente farão parte do futuro da mobilidade e a entidade tem de estar atenta a isso! Revitalização de kartódromos é fundamental, e vem antes até dos autódromos por ter custos menores. A área de marketing da CBA, junto da Comissão Nacional de Kart (CNK), trabalhará desde o 1º dia na expansão dessa modalidade no Brasil, propondo projetos incentivados para geração de novos praticantes.

Quais os planos do senhor para o rali?

DADAI – O Rally de velocidade vem crescendo nos últimos dois anos com um grid médio de 25 carros, hoje à CBA já apoia o Rally com a contratação de carreta para transporte dos veículos, assessoria de imprensa, apoio financeiro ao Esporte Interativo para divulgação do Rally. Além de continuar com todo esse apoio, estamos tentando trazer uma etapa do Mundial de Rally como também uma etapa do Sul americano de Cross Country. A proximidade desta comissão com as montadoras deverá trazer bons frutos nos próximos anos!

 

 

 

 

SPERAFICO – Assim como no kart, o Rally também receberá atenção especial; porém, trata-se de um setor peculiar. A Comissão Nacional de Rally será parceira dos representantes do Rally, que serão ouvidos como nunca foram na CBA e receberá apoio integral do marketing, departamento este que pretendo ativar de forma inédita. Proponho até a criação de uma associação de pilotos, navegadores e promotores do Rally que será o canal de comunicação entre o setor e a CBA. Afinal, como ex-piloto, sei que nenhum esporte prospera sem investimentos. Além disso, tentarei trazer para o Brasil uma etapa do World Rally Championship (WRC), o campeonato mundial de rali da FIA, finalmente, fazendo justiça com um setor importante do automobilismo brasileiro. Já tivemos etapas do BPR, WEC, Superturismo, ITC e WTCC no Brasil, mas nunca uma etapa do WRC. Já está mais do que na hora!.

Quais os planos do senhor para a Arrancada?

DADAI – As provas de arrancada a nível Nacional estão sendo supervisionadas pela CBA junto as FAUs que sediam as mesmas, com o acompanhamento efetivo do presidente desta comissão e este acompanhamento efetivo continuará a ser feito, in loco, escutando cada exigência e tentando resolver cada problema. Diferente das outras categorias, a Arrancada tem suas particularidades, onde dependemos muito das condições climáticas e com o desenvolvimento das pistas com tratamento com VHT, como hoje, os pilotos de arrancada buscam sempre o melhor tempo. Estas diferenças de nível de elevação entre a largada e a chegada, nível de altitude e preparo da pista, tem ocasionado questionamentos com relação a recordes obtidos. A CNA tem por missão neste próximo mandado solucionar esta questão. A Comissão Nacional de Arrancada continuará trabalhando em homologações de novas pistas para 402 metros, bem como 201 a fim de dar mais opções aos pilotos de todo o Brasil. A exemplo do acima exposto, a CBA lançou a Copa Norte de Arrancada que foi realizada em Manaus com um grid de 82 carros. Manaus hoje possui uma pista nos padrões internacionais e o nível de pilotos também vem crescendo a cada prova. Para o Próximo ano exercício, estaremos padronizando as pistas de arrancada, principalmente no que tange a segurança, introduzindo no CDA normas básicas para construção e manutenção das mesmas a fim de se minimizar acidentes graves, dando ao piloto mais segurança. Estaremos revendo todos os regulamentos a fim de adequar a nossa realidade, pois a evolução dos veículos no que tange a performance tem evoluído muito e o nível de preparação está proporcionando a quebra de recordes sucessivamente. Outras ações, como; simpósios, cursos e preparo de nossos oficiais de prova estão sendo formatados para dar mais suporte a fim de que possamos trabalhar com mais eficiência e menos “ruídos” quanto as normas estabelecidas no CDA.

SPERAFICO – A Arrancada é uma “mina de ouro” inexplorada. É, talvez, a mais popular modalidade automobilística, importante também para tirar os jovens das ruas. Assim como nas outras modalidades, daremos pleno apoio aos promotores e praticantes, incluindo-os nos regionais, que queremos fomentar junto às federações. Atuando junto ao Automóvel Clube de Toledo, minha cidade natal, ajudei a viabilizar uma pista de arrancada asfaltada, com medidas oficiais, que será inaugurada em 2017, ocasião em que pretendemos fazer uma grande festa com uma etapa nacional da modalidade. O nome disse é “colocar a mão na massa” e estou disposto como nunca!

Quais os planos do senhor para velocidade na terra?

DADAI – O nível técnico das competições de velocidade é altíssimo, os equipamentos utilizados são de ponta, porém, precisamos criar categorias de acesso a custos acessíveis e este trabalho vem sendo implementado pela atual comissão e deverá ter continuidade. Promover uma maior divulgação e integração entre as modalidades existentes hoje, trabalhando numa equivalência de regulamentos estaduais, sem óbvio, deixar as particularidades de cada região. Precisamos estender aos demais estados esta prática esportiva, que hoje está polarizada no sul, sudeste e sudoeste, tendo apenas a Bahia fora deste eixo

 

SPERAFICO – Talvez seja um dos setores mais carentes e esquecidos. Há Estados fortes que dependem integralmente das competições na terra, como Santa Catarina, por exemplo. Tenho conversado com o pessoal de lá e percebi que os grids emagreceram, perdeu-se a essência dessas corridas. Velocidade na terra é, provavelmente, a mais democrática modalidade, pois pode ser disputada em circuitos fáceis de construir e manter. As Federações assumirão papel fundamental no processo de planejar, promover e supervisionar as categorias; e a CBA trabalhará para apoiá-las, passando a desenvolver papéis muito mais importantes, pois são elas que entendem as necessidades de cada região.

Quais os planos do senhor para velocidade no asfalto?

DADAI – Trabalhar no fortalecimento dos campeonatos estaduais, trabalho este já iniciado com a unificação dos regulamentos estaduais. De forma geral, temos em estudo um projeto, que deverá criar dois fundos, um para as FAUs com maior números de pilotos e outro para as FAUs com menor número de pilotos. Não será repasse de dinheiro direto, mas a CBA irá pagar despesas como troféus, premiação, despesas operacionais, equipamentos, enfim… Com isso, as FAUs que têm seus campeonatos sendo realizados poderão fortalecer ainda mais estas competições, e as que têm pequenos campeonatos terão também a oportunidade de melhorá-los. É necessário o fortalecimento das competições estaduais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SPERAFICO – No asfalto, a CBA fará uma revolução, podem acreditar nisso. As categorias nacionais já existentes, como Stock Car, Fórmula Truck, Copa Petrobras de Marcas, Mercedes-Benz Challenge, Porsche Cup e Brasileiro de Turismo seguirão nos mesmos moldes e a CBA ratificará e ampliará o apoio aos seus promotores. Sobre o asfalto acontecerá uma verdadeira revolução que virá do fortalecimento dos Regionais. Unificaremos todos os regulamentos regionais no Brasil e iremos atrás de fornecedores únicos para todos eles; de pneus, freios e em alguns casos, caixas de câmbio e rodas. Cada Estado tem o seu campeonato de Marcas 1.6 litro, mas com diferentes regulamentos. Vamos unificar as regras e implantar também campeonatos regionais de protótipos pequenos, 2.0 litros e com rodas aro 13 pol. Há centenas destes carros espalhados pelo Brasil e queremos que eles voltem às pistas através dos regionais, onde as equipes fazem viagens curtas e os custos são baixos. Todos com o mesmo regulamento também, porém, com chassi livre. O automobilismo brasileiro era muito mais forte quando havia rivalidade entre fabricantes de chassis. E, para finalizar, o lançamento de uma categoria-escola com chassis nacionais de livre procedência, com rodas, freios, amortecedores, câmbio e motores de um só fornecedor – que participarão de licitações, onde qualidade, preço e assistência técnica serão itens determinantes. Estes ‘fórmulas’ serão a porta de entrada aos pilotos de kart, que disputarão regionais de baixo custo, enquanto aprendem as técnicas de pilotagem e de acerto do carro. Outra razão de fazermos este esforço é trazermos de volta os milhares de empregos que foram perdidos na indústria de fabricação de chassis, componentes e assistência técnica, oficinas de preparação. Os tempos das equipes pequenas e da competição entre fabricantes de carros voltarão.

Quais os planos do senhor para as categorias de base?

DADAI – O investimento no kart, que é a base de todas as outras modalidades deste esporte é primordial. Temos excelentes pistas de kart e, na semana passada, tivemos inclusive a confirmação do Kartódromo Paladino, na Paraíba, como o único das Américas homologado para receber até mesmo o Campeonato Mundial. Fora isso temos várias competições de kart, sob a nossa supervisão, que geram assim uma grande base da pirâmide com atletas repletos de talento e possibilidades de alçarem vôos mais altos. Podemos citar de forma pratica ações que vem sendo feitas para isso:

1 – O kart passou por diversas situações de adequação técnica, como o unificação de motores e periféricos, com intercâmbio de peças, com o intuito de melhor fomentar e baratear, com isso gerando mais oportunidades e consequentemente formando novos pilotos, não só para as categorias de monoposto como também as demais categorias;

2 – Temos um projeto que ainda não foi aprovado pelo Ministério dos Esportes que fomentará seis escolinhas de kart no Brasil. A ideia é acabar com a dificuldade que existe hoje do primeiro contato com o kart, se tiramos a necessidade do pai do piloto ter que comprar todo um equipamento para que o filho possa fazer seu primeiro contato, com certeza teremos muito mais adeptos experimentando nosso esporte;

3 – Foi criada a Copa das Federações, com o intuito de valorizar todos os campeonatos regionais, já que o acesso a esta competição é para os campeões e vice de cada regional em suas respectivas categorias. Inclusive esta competição conta com premiação em dinheiro, inclusive, para 2017 teremos uma reformulação deste projeto, nos moldes do FIA ACADEMY.

Com relação a categoria de monoposto, volto a frisar, teremos uma novidade grande para 2017 ou 2018, que está com suas negociações em andamento. Existe, também, um trabalho junto a uma empresa européia, que fornece motores e chassi, para várias categorias no mundo, ambos com homologação FIA, em se concretizando o negócio, nosso pilotos terão uma excelente oportunidade.

SPERAFICO – É aqui que a CBA implantará o seu plano mais ambicioso, por isso tomei a liberdade de dizer que faremos uma revolução na resposta anterior. A criação de vários regionais com monopostos inspirados na antiga Fórmula Ford será o nosso maior objetivo para as categorias de base. No fim do ano, reúnem-se todos os carros, de todos os regionais – afinal o regulamento será o mesmo – e a CBA, em conjunto com as Federações e Clubes, realizará um grande festival, inspirado no festival inglês de Fórmula Ford. Haverá então uma grande disputa entre todos os pilotos dos regionais no país inteiro, até que se chegue à finalíssima e ao campeão daquele ano.

14 – Quais os planos do senhor para a questão dos autódromos brasileiros?

DADAI – Como nossos autódromos, na sua grande maioria, são administrados pelo poder público e de sua propriedade, é preciso criar uma agenda com estes gestores e apresentar a cada gestor o automobilismo e seus benefícios financeiros, oriundos de competições nacionais realizadas nas cidades que tem autódromo. Temos que mostrar o quanto geramos de receita direta e indireta para estas cidades, despertar no poder público o potencial real do automobilismo, isso através de números concretos, de levantamentos reais, só desta forma é que conseguiremos fazer com que seja dado a importância devida a estas praças esportivas.

SPERAFICO – Dedicarei especial atenção a este tema que tanto preocupa a comunidade do automobilismo. Os autódromos novos que foram criados em um passado recente, como Curvelo, Paraíba e Velocittá, são frutos da iniciativa privada. Vamos desenvolver um extenso estudo para formatação de projetos que englobarão a construção e/ou manutenção de kartódromos e autódromos, que contarão com escolas de mecânica (convênios com universidades/SESI), polos de geração de tecnologia e facilidades de campos de provas. Estes projetos – que contarão com incentivos fiscais Federais, Estaduais e Municipais – serão oferecidos à iniciativa privada, que assim, terá acesso a uma praça perfeita para clínicas de produtos, ‘test-drives’, lançamentos para a imprensa e concessionários da região, feirões de venda, avaliação e o principal: desenvolvimento de produtos. O Brasil tem, hoje, 34 marcas automotivas, entre fabricantes e importadores, com fábricas espalhadas pelo Brasil. E todas elas serão convidadas a participar deste novo momento do automobilismo brasileiro por meio de projetos robustos, bem estruturados e com incentivos fiscais, através da Anfavea e da Abeifa, duas entidades importantes onde a CBA buscará representatividade e parcerias com o setor automotivo, que serão repassadas às Federações. A grande maioria dessas montadoras não tem campo de provas no Brasil. Nesse tema dos autódromos, peço licença para me estender particularmente sobre dois casos específicos:

  1. RIO DE JANEIRO – Nossa gestão, imediatamente depois de empossada, entrará com representação judicial contra o Governo Municipal do Rio de Janeiro – e Comitê Olímpico Brasileiro – para que este cumpra a promessa de construção e entrega de um autódromo na cidade, em substituição ao de Jacarepaguá, como se empenhou judicialmente o governo daquela cidade, quando da desapropriação do autódromo para construção do Parque Olímpico. O terreno oferecido de Deodoro já está vistoriado pelo exército e pronto para construção da praça esportiva. Vamos cobrá-los incessantemente.
  1. SANTA CATARINA A CBA projetará um kartódromo e autódromo a ser construído no Estado de Santa Catarina, cujo projeto será oferecido à iniciativa privada através da Federação Catarinense (Fauesc), com renúncia fiscal federal e estadual, que servirá não apenas para competições automobilísticas, mas também como campo de provas às várias montadoras de automóveis e seus fornecedores instalados naquele Estado. Um pré-estudo estratégico já foi feito e a resposta preliminar do empresariado foi positiva. A CBA entregará o projeto 100% formatado, pleiteará os recursos através de Leis de Incentivo ao Esporte e de geração de Tecnologia Sustentável, esta última através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável daquele Estado.

Quais os planos no sentido de se comunicar com a imprensa?

DADAI – Neste item em particular é preciso investir não pela promoção, mas fundamentalmente pela informação. Mostrar o que está se fazendo e, assim, ouvir as sugestões e críticas pertinentes a qualquer negócio que se queira progredir. Devemos ter, de imediato, assessorias em todas as modalidades! Inicialmente a gestão deverá promover uma linha direta de comunicação entre todos os setores do automobilismo nacional. Reuniões com FAUs, Promotores, Pilotos, Equipes e Fornecedores, procurando ouvir suas solicitações e ideias. Reunir também alguns dos principais patrocinadores do automobilismo nacional e a imprensa especializada. Ouvindo em separado cada setor e, em seguida, promover as integrações necessárias para o crescimento do esporte, fomentando assim um crescimento conjunto. Não é tarefa fácil, mas precisamos ouvir todos que fazem parte deste mundo.

SPERAFICO – Transparência será a marca da nossa gestão e os canais de comunicação entre os profissionais das diferentes mídias estarão abertos para troca de informações. Fomentaremos um Conselho de Imprensa na CBA, que será formado por profissionais de mídia, a fim de estreitarmos a comunicação e ouvirmos as sugestões deste importante setor. Relançaremos também a importante Revista Motorsport Brasil, que circulou da gestão do Dr. Paulo Scaglione; porém, agora em versão digital, com basicamente o mesmo projeto gráfico e conteúdo, e com incremento das seções dedicadas às Federações, que terão atuação bem mais destacada em nossa gestão. Também implantaremos canais oficiais de comunicação nas principais e mais populares redes sociais.

Quais os planos do senhor para a representação da CBA na FIA?

DADAI – Acredito que o Brasil, nunca esteve tão bem representado, hoje temos:

Conselho Mundial – Eleito pela FIA;
Comitê de Ética –  Eleito pela assembléia geral da FIA;
Corte de Apelação – Eleito pela assembléia geral da FIA;
Comissão de Rally – Indicado pela CBA, apesar de ser argentino, e morar na Espanha, aceitou o convite da CBA para ser membro desta comissão representante Brasil;
Comissão de Caminhões /Truck – Indicado pela CBA, além disso é comissários desportivo da F1;
CIK FIA / Karting – Indicado pela CBA;
ENEC – Comissão de Energia Alternativa, Indicado pela CBA;
Comissão Velocidade na Terra & Records, Indicado pela CBA;
Comissão Mulheres & Automobilismo, Indicado pela CBA;
Comissão Médica, Indicado pela CBA;
Comissão de Pilotos, Foi indicado pelo Presidente da FIA e referendado pela CBA;
Comissão Histórica, Indicado pela CBA;
Comissão Antidoping, Indicado pela CBA.

Todos os membros, indicados pela CBA, têm seus nomes referendados pelo Conselho Mundial da FIA e aprovados pela Assembléia Geral da FIA. Devemos procurar manter esta representatividade.

SPERAFICO – Queremos recuperar a boa imagem do Brasil na FIA, imagem que foi muito valorizada pela gestão Piero Gancia (presidente que conseguiu até a Superlicença ao campeão brasileiro de Fórmula 3) e muito bem conduzida pela gestão Paulo Scaglione. Não permitiremos que dicotomias entre CBA e promotores coloquem em risco a representatividade da CBA e o bom relacionamento com a FIA. O Brasil se fará presente quando necessário. Porém, firmamos aqui o COMPROMISSO de que as viagens internacionais, quando estritamente necessárias, SERÃO FEITAS em voos em Classe Econômica, apenas com as pessoas rigorosamente necessárias à missão e com valores de diárias pré-estabelecidos em níveis compatíveis com os praticados no mundo corporativo da iniciativa privada. Os prepostos da CBA viajarão apenas com o propósito de trabalhar pelo esporte, nada mais; com conforto e segurança, é verdade, mas sem desperdício. Se algum preposto da CBA desejar viajar em classe mais onerosa, ou levar acompanhante, arcará com os custos adicionais.

O senhor está satisfeito com a quantidade e qualidade de pilotos brasileiros no automobilismo internacional? Por que?

DADAI – Temos representatividade em diversas categorias, notoriamente nossos pilotos têm qualidade, isso é fator determinante e não a quantidade, porém, os números apresentados abaixo mostram que também temos evoluído em quantidade. O fator economia, hoje, impacta diretamente nessa realidade, é preciso entender que os investimentos em uma carreira internacional não são baixos, e com a retração econômica vivida hoje, essa representatividade internacional é sim bem significativa! A estatística apresentada, mostra isso, a quantidade de documentos internacionais no período de 1990 a 2016, com relação a emissão de carteiras internacionais, observa-se que no período de 1990 a 2008 foram confeccionadas 1552 carteiras e no de 2009 a 2016 o total de 1232, ou seja, no período de 8 anos (2009/2016), foram confeccionadas o percentual de quase 80% do que foi feito ao longo de 19 anos (1990/2008).

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SPERAFICO – Não digo que estou satisfeito ou insatisfeito, mas preocupado, sim. Temos jovens talentos hoje no exterior, como o Sérgio Sette Câmara, Vítor Batista, Giuliano Raucci, Pedro Piquet, Pietro Fittipaldi e Pipo Derani, para citar alguns, que têm enorme potencial. Pessoalmente, quero dar todo o apoio possível aos jovens brasileiros que começarem a carreira internacional, e que hoje são obrigados a fazer carreira no exterior e sair do Brasil sem a bagagem que uma categoria-escola lhes daria por aqui. Estão lá por conta e risco próprios, com sacrifício e muitos estão desistindo da carreira internacional para voltar ao Brasil e correr de turismo. A CBA não pode se limitar a apenas vender-lhes a carteira internacional e desejar-lhes boa sorte.

O senhor considera preocupante o fato de o Brasil correr o risco de ficar sem piloto na Fórmula 1?

DADAI – Sim, mas creio que teremos uma safra muito boa de pilotos a curto prazo, porém, o fator investimento é definitivo para que todos estes possam chegar ao topo. Penso que não só o fato de não ter, mas também o fato de ter pilotos sem condição real de disputar pelo menos uma vitória numa corrida, nos incomoda muito, é um prazo muito longo e realmente nos causa um desconforto acordar aos domingo pela manhã e não ter um brasileiro no mínimo “competitivo” para torcer nas corridas de F1. Vários fatores levaram a este momento, mas, principalmente, fatores como a crise econômica mundial de 2009 e, posteriormente, a recessão da economia brasileira foram criando um espaço muito difícil de ser superado entre os competidores de nosso país e a categoria topo do automobilismo mundial. Além disso, a F1, nos últimos 15 anos, na maioria dos campeonatos realizados deste período, tornou-se uma categoria onde existe sempre a hegemonia de uma só equipe. Foi a Ferrari, depois a Red Bull e hoje é a Mercedes, ou seja, se o piloto não está em um destes times, dificilmente irá ter alguma chance. Não é só estar na F1, é também estar na equipe que domina o momento. Então, estamos falando de apenas duas vagas para todos. Com relação a essa “safra”, que cito no início, que deverá brevemente chegar à F1, podemos citar alguns, como o Pedro Piquet, Sergio Câmara, Giuliano Raucci, João Vieira, entre outros. Porém, sabemos que na F1 de hoje além do talento é preciso ter o patrocínio. O câmara inclusive já testou na Red Bull. Uma outra geração além desta também está se formado. O Caio Cole, por exemplo, já está trilhando este caminho. Todos pilotos oriundos do Kart. O Brasil sempre teve e tem grandes pilotos, que não deixam a desejar tecnicamente para nenhum outro país, porém, a F1 é europeia por natureza, essa proximidade com certeza facilita o acesso de pilotos europeus, apesar a de que temos alguns países, como a Itália por exemplo, que há tempos não tem representantes na F1. Se analisarmos a quantidade de pilotos brasileiros, de qualidade técnica indiscutível, que buscaram na F1 seu objetivo de carreira, e não tiveram êxito, veremos que 100% não chegaram lá por falta de recurso e não pela falta de um referencial, o fator econômico tem que ser sim considerado.

SPERAFICO – Muito preocupante. A Fórmula 1 é o topo da pirâmide e é muito difícil chegar lá. Com poucos postulantes brasileiros, sabemos que o risco é real, principalmente em um momento em que se chega mais cedo à F1, com 17, 18 anos. Para o Brasil isso é terrível! Aqui, o piloto que sai do kart não tem opção de formação, não há uma categoria escola como a Fórmula Ford, Fiat, Renault ou a Fórmula Futuro, que acabaram no Brasil. Os garotos estão se lançando em um vôo quase cego, como fez o gaúcho Mateus Leist, que conta apenas com o apoio familiar, mas acabou sagrando-se campeão inglês de Fórmula 3 este ano. Esperamos corrigir isso com o lançamento da categoria-escola de fórmulas nos regionais para, novamente, começarmos a revelar talentos em abundância, tradição do Brasil.

Quais os seus planos para a CBA voltar a ter posição de destaque no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1?

DADAI – Desconheço hoje alguma ASN que seja promotora/organizadora de eventos da F1. A F1 é da FIA e seu promotor internacional tem sempre um promotor local, o que compete a ASN local é a indicação do comissário desportivo e a autorização para que seja realizado o evento no pais. Para a realização de um evento como a F1, aqui no Brasil, temos uma empresa, muito competente por sinal, que trabalha o ano todo. São aproximadamente 10 mil pessoas envolvidas no período da corrida. Não é uma tarefa simples organizar um evento desta envergadura.

SPERAFICO – Tudo é uma questão de representatividade e convivência pacífica, como já citei. O esporte respeita uma escada hierárquica de quem faz o quê. Basta, portanto, atuar conforme as regras estabelecidas que tudo funciona bem. Quando um presidente da CBA arruma briga com o promotor da Fórmula 1 em seu país, toda essa escala desmorona. Isso é ruim para o país sede, pois o promotor é o dono do evento; é ele quem paga para tudo acontecer, quem arca com os maiores ônus. Este promotor é associado à Formula One Management (FOM), promotora mundial da categoria. Como em toda relação estremecida, pretendemos reaproximar a CBA do promotor da F1 e, consequentemente, resgatar a representatividade da CBA no evento – inclusive trazendo de volta os ótimos profissionais brasileiros que sempre trabalharam na etapa brasileira.

O senhor concorda que piloto não vote para a presidência da CBA?

DADAI – Os pilotos, hoje, tem sim direito a voto, através de sua associação, que tem a mesma importância de uma federação, importante também salienta que não só direito a voto, a ABPA, hoje, participa ativamente das reuniões do CTDN, discutido amplamente a formatação do CDA, participa também de todas as assembléias da CBA.

SPERAFICO – Como ex-piloto, acredito que os pilotos devem ser mais ouvidos, por isso apoiei totalmente a criação da Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo (ABPA), que hoje tem representatividade na CBA, inclusive com prerrogativa de direito de voto. As portas da CBA estarão abertas aos pilotos, promotores, patrocinadores. Sou um democrata, gostaria muito de abrir os canais representativos para os pilotos, pois a CBA na verdade trabalha para eles e por eles.

Que mensagem o senhor tem para o piloto brasileiro?

DADAI – A única forma de conseguirmos fazer automobilismo é trabalhando em prol dele e nunca contra ele, juntos conseguiremos muita coisa, sozinho nada é possível. O futuro presidente da CBA, seja ele quem for, após encerrado o pleito, deverá trabalhar em função de todos, sem política, sem ressentimentos, escutar todos sempre, planejar e estabelecendo metas e cobrando de cada um em sua respectiva função os resultados deste planejamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SPERAFICO – Não estou me candidatando à CBA apenas por vaidade. Pelo contrário! Nunca pensei em política, mas em entregar a minha experiência em prol do esporte. Sou um ex-piloto, um cara que viveu tudo o que é possível dentro das pistas e que, agora, quer trazer esta experiência em prol dos pilotos em atividade. Há anos ouço pelos autódromos e oficinas que a comunidade de pilotos, preparadores, técnicos e promotores quer que um piloto ocupe a cadeira de presidente da CBA. Cadeira no sentido figurado, pois o lugar que menos ficarei é sentado nessa cadeira, em caso de vitória. Pretendo formar uma equipe com profissionais de verdade em cada área, valorizando principalmente a experiência das Federações para atender aos anseios de cada região. Quero deixar uma marca indelével na CBA, uma marca de uma gestão limpa, honesta, transparente e que se preocupou com o esporte. Que se preocupou em resgatar os milhares de empregos que foram perdidos nos últimos anos no setor de construção de carros, componentes e preparação e, principalmente, em trazer de volta a boa relação entre dirigentes e militantes do esporte, que atualmente está tão distante. Eu não preciso da CBA para viver. Felizmente, as minhas atividades empresariais, em uma vida inteira de trabalho, me deram a condição de poder me dedicar integralmente a este projeto. E assim o farei, com muito entusiasmo, motivação e garra. Se os pilotos queriam um piloto comandando a CBA, chegou a oportunidade.

Qual a sua opinião sobre o seu oponente na disputa pela presidência?

DADAI – Trata-se de um automobilista respeitado, tanto que hoje ocupa o cargo de Vice-Presidente.

SPERAFICO – É um jovem que gosta de automobilismo e está aprendendo muito, dando a sua contribuição para o automobilismo de Pernambuco. Com certeza, no futuro, ele vai estar preparado para assumir cargos com maior responsabilidade. 

Pingue-pongue Dadai

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Nome completo: Waldner Bernardo de Oliveira
Data de Nascimento: 04/03/1975
Local de Nascimento: Caruaru-PE
Cidade onde reside: Recife-PE
Estado Civil: Casado com Silvana Machado há 15 anos.
Filhos? 01, Bernardo, piloto de Kart!!!!!
Formação acadêmica: Engenheiro de Produção
Ano em que iniciou suas atividades no automobilismo: 13 de Dezembro de 1992
Seu maior sucesso no automobilismo: Ter, como Presidente, recuperado todas as modalidades do automobilismo no estado!
Seu maior fracasso no automobilismo: Quando erro assumo e tento resolver, se o erro é resolvido não pode ser considerado fracasso!
Sua maior alegria no automobilismo como profissional do esporte: Ter participado, na CNV, da implementação de métodos que funcionam e são usados e aplicados por todos.
Sua maior alegria no automobilismo como torcedor: Ver meu filho Campeão Pernambucano em 2011; o primeiro título é inesquecível.
Sua maior tristeza como profissional do esporte: Críticas infundadas, pejorativas e de cunho pessoal; a injustiça machuca!
Sua maior tristeza como torcedor: A morte de Senna.
Time de futebol preferido: Sport Club do Recife, o único campeão Brasileiro de 1987!!!
Sua melhor qualidade: Sinceridade e organização.
Seu principal defeito: Sinceridade demais!
O que gosta de ler: Assuntos relacionados às minhas atividades.
O que gosta de ouvir: Música é ocasião.
O que gosta de comer: quase tudo!
Religião: Católico, por ter uma família católica, mas respeito várias crenças!
O que o leva às lágrimas: sou meio chorão … tem coisas simples que tocam bastante!

 


Pingue-pongue Sperafico

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Nome completo: Milton Sperafico
Data de Nascimento: 06/06/1958
Local de Nascimento: Toledo – PR
Cidade onde reside: Toledo – PR
Estado Civil: Casado
Filhos? Sim
Formação acadêmica: Bacharel em direito
Ano em que iniciou suas atividades no automobilismo: 1975
Seu maior sucesso no automobilismo: Os títulos brasileiro e sul-americano de Fórmula 3
Seu maior fracasso no automobilismo: Só tive vitórias; mesmo nas derrotas a gente aprende alguma coisa
Sua maior alegria no automobilismo como profissional do esporte: Receber o troféu de vencedor na Fórmula Ford das mãos do grande Ayrton Senna
Sua maior alegria no automobilismo como torcedor: São várias. Os títulos de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna na Fórmula 1; do Raul Boesel, no Mundial de Endurance; e todas as conquistas brasileiras na Fórmula Indy.
Sua maior tristeza como profissional do esporte: Perder meu sobrinho Rafael Sperafico em uma prova de Stock Car Light, em 2007
Sua maior tristeza como torcedor: A morte do Ayrton Senna, em 1994
Time de futebol preferido: Toledo
Sua melhor qualidade: Sinceridade e honestidade
Seu principal defeito: Ser um perfeccionista incorrigível
O que gosta de ler: Biografias, principalmente dos gênios do esporte
O que gosta de ouvir: De tudo um pouco, do sertanejo de raiz a um bom rock’n roll
O que gosta de comer: Os churrascos em família
Religião: Católico Apostólico Romano
O que o leva às lágrimas: Lembrar-me das perdas que o esporte que tanto amamos às vezes nos impõe


NOTA DO EDITOR: FAÇA UMA ANÁLISE CRITERIOSA, ESCOLHA O SEU CANDIDATO E PRESSIONE O PRESIDENTE DE SUA FEDERAÇÃO A EXERCER O VOTO DE MANEIRA PLURAL, DE ACORDO COM O QUE PENSA A COMUNIDADE QUE REPRESENTA.


 

3 COMENTÁRIOS

  1. Quem tem mais chance, no teu entender, de presidir a Confederação Brasileira de Automobilismo: Milton Sperafico ou Dadai? (Waldner Bernardo). O que vai mudar no automobilismo caso Dadai seja eleito? E Sperafico?, o que fará como presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo? (Renato Monteiro – Curitiba – PR)

    • Os números da Pesquisa Diário Motorsport indicam vantagem do candidato da situação, Waldner Bernardo. Qualquer que seja o vencedor, terá em suas mãos apenas duas possibilidades. Ou entra para história como o presidente que mudou radicalmente a estrutura, profissionalizou a entidade e varreu do mapa os legisladores de causa própria ou será marcado como omisso. É a vontade política e a coragem de mudar – ou falta delas – que darão o tom da próxima gestão. Ambos se mostram capazes e dispostos a isso, mas só a atitudes objetivas poderão dizer.

      Américo Teixeira Junior

  2. Primeiramente gostaria de parabenizar-lhe, Sr. Americo, pelo excelente trabalho e por expor as ideias dos postulantes a cadeira máxima do automobilismo tupiniquim.
    Confesso que visitei este espaço com uma frequência maior do que a habitual nos últimos dias. Aguardei por essa entrevista com muita ansiedade, mas infelizmente terminei-a de ler decepcionado.
    Pessoalmente não conheço nenhum dos candidatos, apenas vi o Sperafico na década de 1980 pilotando e suas respostas me pareceram muito promessas políticas e uma delas até meio sem nexo, quando se refere ao complexo com autódromo e kartódromo em Santa Catarina.
    Todos sabem que não há absolutamente nada em andamento e não há verba para nada. Aliás, seria interessante que fosse investigado a respeito do autódromo de Canelinha. Milhões foram enterrados lá e não há absolutamente nada.
    Com relação ao Dadai, procurei pesquisar sobre ele em outras matérias e com amigos que estão envolvidos de uma maneira mais direta com o automobilismo {eu me afastei bastante após muitas decepções}. A conclusão que cheguei após ler sobre ele e ouvir as pessoas que o conhecem, é que é “mais do mesmo”, cria do “Presidente-Sorrisinho” Pinteiro, e pra piorar ainda mais tem o tal do “vice do Sul” ao qual ele se refere, que é uma raposa velha e enterrada até o pescoço com falcatruas e maracutaias, incluindo o tal do Autódromo de Santa Catarina, que a imprensa não se interessa {por razões que desconheço, apenas desconfio} em buscar respostas.
    Seja qual deles for eleito, não há esperanças. O jogo será o mesmo, apenas será jogado com um baralho novo.

    Pra finalizar, uma pergunta: o voto é aberto ou secreto na eleição da CBA?

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