Exclusivo: Articulado por expoentes do automobilismo brasileiro e internacional, está nascendo o “Movimento Fora Pinteiro”

Por Americo Teixeira Jr. – Sob a liderança de renomados expoentes do automobilismo nacional e internacional, pilotos e profissionais do esporte se reuniram recentemente em São Paulo para iniciar o que está sendo chamado informalmente de “Movimento Fora Pinteiro”. Trata-se de uma ação direta de oposição ao presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, que visa uma alteração imediata nos rumos do automobilismo e do kartismo.

Segundo alguns desses participantes, a atual diretoria gerou um “decadente automobilismo” e, entre outras ações consideradas prejudiciais ao esporte, destacam-se a perseguição a opositores, incapacidade em administrar conflitos do esporte, total falta de transparência na prestação de contas e o aprofundamento da crise no kartismo nas questões custos e homologações.

A disposição do grupo parece tão forte que não está descartada a formação de uma liga para fazer frente à entidade. O Diário Motorsport pode saber que o movimento não pretende esperar a próxima eleição, marcada para janeiro de 2017. Seus articuladores entendem que o “fundo do poço” já foi alcançado e não há mais tempo a perder.

Uma das estratégias é agir logo, já de olho no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Em sua apuração, o Diário Motorsport foi informado, sob a promessa de anonimato, que o objetivo é aproveitar a presença das principais autoridades do automobilismo mundial em São Paulo, durante o mês de novembro, para “mostrar as reais condições de quase destruição do nosso automobilismo e kartismo”.

Ainda não há uma voz que tenha se levantado oficialmente, visto a fase de articulação. Mas se isso produz uma falsa aparência de tranquilidade, a movimentação de bastidor considera, inclusive, recorrer ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Outra fonte ouvida pelo Diário Motorsport afirmou categoricamente que “não dá para esperar mais, ou a gente faz alguma coisa para recuperar a CBA ou na próxima eleição não haverá mais automobilismo”. Estariam havendo, inclusive, entendimentos junto a FIA.

Cleyton Pinteiro (esquerda) está em seu segundo mandato e tem como vice-presidentes Zeca Monteiro, Rodolfo Rieth Filho e Milton Sperafico (da direita para esquerda) - Foto CBA
Cleyton Pinteiro (esquerda) está em seu segundo mandato e tem como vice-presidentes Zeca Monteiro, Rodolfo Rieth Filho e Milton Sperafico (da direita para esquerda) – Foto CBA

 

 

 

 

7 Comments

  1. Grand Prix 17 de setembro de 2013 at 14:35

    Prezados colegas, amantes do esporte. Existem milhares de colaboradores que estão preocupados em condenar e malhar o automobilismo. Isso é tão fácil! Inclusive, pilotos renomados levantam bandeiras exclusivamente para “puxar a brasa para a sua sardinha”… e são grandes nomes do esporte. Aqueles que já convivem neste ambiente há mais tempo já passaram por várias gestões administrativas e parece-me que os problemas amenizam mas não se resolvem. Por isso, caro colega Julio Cesar, muito respeitando sua apreciação do atual cenário do automobilismo, pergunto:
    Por que o automobilismo é monopolio (segundo nossas leis) da CBA (mesmo as ligas precisam estar ligadas à CBA)?
    Para que servem os clubes (verdadeiramente, representam os afiliados compulsórios)?
    Será que sabem a diferença entre marketing, propaganda e venda?
    Por que não contratam administradores para cuidar do esporte?
    Por que tem gente que pensa que piloto é a estrela do espetáculo? Sinalizador só pode ganhar sanduíche por um dia de trabalho?
    Se o maior entrave ao desenvolvimento do esporte é sua estrutura legal e administrativa, as mudanças devem começar por lá e não somente se restringir a mudanças de regulamento, inscrições baratas,etc… inclusive, se não houver empatia do público com o esporte, este não se tornará um produto atraente para gerar bons índices no IBOPE que justifiquem sua propagação.
    Agradeço a gentil atenção de todos e apreciaria respostas para as perguntas… vamos pensar…

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  2. luiz 16 de setembro de 2013 at 17:43

    Para moralizar é só investigar os dirigentes da CBA que entraram pobres e hoje estão ricos, principalmente aqueles que ficaram ricos vindo de Federações. Pergunto onde anda o MP. Mas só a intenção de tentar tirar essa máfia já é bem vinda. E reafirmo é a investigação mais fácil que existe.

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  4. Julio Cesar (Londrina Pr) 14 de setembro de 2013 at 22:58

    Alguns pontos Sr,Wilson Moraes em SP existe uma categoria de monoposto (Nacional) que sobrevive sem ajuda da CBA e com pequenas modificações poderia ser a categoria base pra quem sai do Kart (intermediaria)Sr.Homem de Mello triste seu comentário da sua própria categoria , erros são cometidos pela direção de prova , os ânimos se exaltam e com certeza em hora apropriada esses pilotos devem serem punidos.Grand Prix fico surpreso pela postura “em cima do muro” não condiz com uma revista de esporte…. Nomes, acho cedo mas eles existem e tem que ser apreciado por um Colegiado de Pilotos e não por federações ,Quem errou tem que ser punido doa a quem doer . A filosofia da CBA vem sendo corrompida há muito tempo , é dinheiro em caixa que some , altos investimentos sem retorno presente ao automobilismo , festas para poucos, Categorias Masters que mandam no automobilismo e as categorias e regioes que mereciam a atenção e apoio da CBA não são contemplados … Acho que deve sim haver um levante Nacional pelos PILOTOS …sou PGC nr.4802

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  5. Grand Prix 14 de setembro de 2013 at 18:49

    Dificil se posicionar quando até colecionador de figurinha de carro antigo se acha “otoridade” para falar sobre o assunto… A gestão do Cleyton foi a mais democrática até agora (minha opinião particular) e, talvez, por isso tenha permitido que iniciativas menos próperas tenham sido postas em práticas… Se querem começar alguma coisa, por que não começam respondendo: por que o automobilismo é monopolio (segundo nossas leis) da CBA (mesmo as ligas precisam estar ligadas à CBA)? Para que servem os clubes (verdadeiramente representam os afiliados compulsórios? Será que sabem a diferença entre marketing, propaganda e venda? Por que não contratam administradores para cuidar do esporte? Por que tem gente que pensa que piloto é a estrela do espetáculo? Sinalizador só pode ganhar sanduíche por um dia de trabalho?
    Meter o cacete nos outros é fácil mas o mesmo piloto que reclama é aquele que diz que não quer se meter na condução do esporte…
    Ao nosso caríssimo Américo: sem os “nomes”, falta-nos a face da esperança…
    Abs!

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  6. Eduardo Homem de Mello 14 de setembro de 2013 at 13:12

    Muito bom, extremamente oportuno e necessário, porém, e sempre tem um porém: quem são os envolvidos?
    Não se pode planejar um levante com pessoas cujos nomes não são revelados para no mínimo juntar forças!
    Com relação a atual gestão da entidade, temos a lamentar o triste e bizarro espetaculo de troca de tapas e empurrões no podium da Formula Truck domingo passado, sob a benção do omisso presidente Pinteiro que a tudo assistiu sem interferir, sem reprimir, muito menor punir! RIDÍCULOS

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  7. Wilson Moraes 13 de setembro de 2013 at 21:53

    Caros Senhores, a melhor fase do automobilismo brasileiro foi na época da Super Vê, onde surgiram grandes nomes do nosso automobilismo. Uma solução seria criar uma (ou umas) nova(s) categoria(s) de monopostos fabricados no Brasil, onde NÃO houvesse a importação de equipamentos e que se destinasse ao barateamento da participação dos pilotos nesse esporte e ao desenvolvimento da indústria nacional (não estrangeira). Talvez uma categoria com motores de 2.0 litros e outra de cerca de 2.5 (ou mais) litros, de qualquer marca fabricada no Brasil. Não importa se lá fora existem carros muito mais desenvolvidos, o importante é que esses veículos seriam idealizados e fabricados aqui. Iria encher os autódromos. Com a evolução do automobilismo no Brasil haveria uma alternativa muito importante para os pilotos brasileiros que nem precisariam ir para o exterior, uma vez que lá só se gasta dinheiro e as oportunidades nas categorias mais importantes são escassas. Abraços. Ah! ia esquecendo, se esses caras são ladrões, fora com eles.

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