Seja para comprar artigos dos mais variados ou simplesmente para apreciar, a verdade é que Le Mans oferece uma viagem aos primórdios do esporte, o que chega a ser um choque para o brasileiro, que tem dificuldade em cultuar seus ídolos do passado e preservar seus feitos, o enorme resgate da história do esporte. Sem exagero, o fã pode passar as 24 horas da corrida sem gastar um tostão, simplesmente absorvendo a história do automobilismo, ali, ao alcance dos olhos.
Porém, se o visitante por algum motivo quiser se desligar um pouco das coisas relacionadas à corrida e ao automobilismo, pode passear de roda gigante, aventurar-se do trem fantasma, comer algodão doce ou alimentar as mais íntimas fantasias em trailers que prometem strip-tease ao vivo.
Mas não se pode esquecer que é quase verão na Europa. O sol brilha e aquela legião de gente vermelha, não bronzeada, perambula com pouca roupa ou, no caso dos mais animados, sem nenhuma. Tudo regado a muita, mas muita cerveja, o que por vezes deixa a impressão que o barato da prova está em beber cerveja e tomar sol, que nesta época do ano só se põe depois das 21h00.