
Por Americo Teixeira Jr. – Entre méritos inquestionáveis e problemas que podem ser divididos entre inevitáveis e evitáveis, fato é que o “Rally de São Paulo” não foi um grande sucesso, mas lançou bases para ser o evento principal de final de temporada na cidade de São Paulo. Foi super divertido, quem foi, mesmo com muita chuva e lama, saiu satisfeito com o que viu e sabendo que pode melhorar – e muito.
A parceria entre Rubens Barrichello e Eduardo Morato, da Off Field, deu origem a uma atração inédita no Brasil, com pilotos não familiarizados com circuitos de terra, muita flexibilidade para melhorar detalhes da pista durante os treinos livres e, sobretudo, marcado por um clima bem competitivo e harmonioso.
A ideia, asselhada à européia Race of Champions, transformou o gramado do Parque São Jorge, do Sport Club Corinthians Paulista, numa sinuosa pista de terra, não sem antes um trabalho intenso. A área foi coberta por placas resistentes e lonas, antes de receber toneladas de terra. Os trabalhos não foram concluídos no tempo previsto por causa das ocorrências de chuvas durante a semana, o que provocou um atraso na programação do sábado. Ao invés de os treinos livres começarem às 10h00, as atividade foram transferidas para as 15h00.
Quando os Mini Cooper puderam ir à pista, alguns trechos se mostraram muito travados, o que gerou consenso para que algumas modificações fossem processadas. Ao volante do carro usado no Mini Challenge, dessa vez com modificações na suspensão e altura em relação ao solo, cada piloto tratou de se adaptar e moldando os respectivos estilos às exigências da pista.
A vitória de João Paulo de Oliveira foi conquistada num piso extremamente escorregadio. Choveu tanto na fase classificatória, no domingo, que o formato da prova precisou ser alterado. Sobre muita lama, dos quatro pilotos que foram à final, Antonio Pizzonia desistiu porque seu carro patinava demais, sem condições de sequer sair do lugar. Completaram o pódio Nelson Piquet e Lucas di Grassi. Os quatro dividiram em partes diferenciadas um prêmio de R$ 300 mil.
O público foi pequeno nas arquibancadas descobertas. Preço dos ingressos e último final de semana antes do Natal certamente contribuíram para isso. Na principal, convidados e adquirentes de ingressos puderam ver uma competição bem agitada, que para o ano que vem promete ser melhor. A verdade é que já foi interessante em sua estréia e, agora, muitos detalhes poderão ser repensados ou criados. Como disse Rubens Barrichello, “temos um ano para melhorar o que já está bom e consertar o que saiu errado“.
Os pilotos de rali foram representados por Luís Tedesco e Maurício Neves, que exerceram as valiosas funções de instrutores para pessoal do asfalto. Para 2012, esse contigente de ralizeiros deverá aumentar. Algumas ideias já surgiram, como a criação de uma categoria só para eles ou ampliar o número de participantes pelo formado de dupla, ou seja, em cada carro um piloto de rali e outro de asfalto. Isso tudo vai para a mesa de planejamento, assim como outros detalhes. Somando tudo, fica a certeza: o Desafio dos Campeões veio para ficar.
Seria ótimo se a organização tivesse pago os fornecedores, foi calote geral, ninguém recebeu!!! vergonha para os nomes envolvidos, calotasso!!!!
assino embaixo américo. Qualquer crítica sempre é boa pro automobilismo nacional, mas o “não vi e não gostei” só serve pra furar mais o barco que já não tá bom! Vamos que vamos!
se me permite o mercham, acho que o vídeo da pezzolo tv trás uma visão bem diferente da fira mostrada na TV , a visao do ( pequeno ) público. acredito que mais gente vai querer ir depois de ver. segue o link!
http://www.pezzolo.tv/2011/12/rally-de-sao-paulo-bastidores-pela-pezzolo-tv.html
Sei que é praticamente impossivel, mas, se esse evento fosse realizado na pista permanente que tem em Erechim (Frinape) seria muito mais interessante (Um estadio tem suas limitacoes) e o publico consegue ver tudo da mesma forma.
Finalmente concordo com um texto sobre o rally de são paulo. fiz parte do público pagante e, mais que isso, peguei um vôo de bh a sp apenas para conferir a estréia da prova.
claro que tivemos alguns problemas, mas que não ocultam a diversão que tive durante as baterias.
valeu como o início de uma prova que veio para ficar.
amei poder estar perto de TODOS os meus ídolos! voltarei nos próximos com certeza. estamos juntos na segunda edição!
Seria interessante uma bateria de jipes TROLLER, hoje temos estes jipes equipados com motores 3.0 eletronicos que chipados chegam a 240CV facilmente. Ficaria bonito e agregaria mais uma multidão, os amantes de 4×4 offroad!
Gostei da ideia. Abraço!
Com certeza! Quem esteve lá se divertiu muito… Que venha o próximo!
No mundo do Rally acontece de tudo, por força do destino o Rally aconteceu com chuva “quem é do meio sabe como a adrenalina corre” esperamos que o evento aconteça em 2012.
Abs.Zé Maria