Por Américo Teixeira Junior – Remanescente da infrutífera ação da FIA de estabelecer um teto orçamentário e que marcou a entrada de três equipes em 2010, a ex-Virgin (2010 e 2011), ex-Marussia (2012 a 2014), ex-Manor Marussia (2015) e agora Manor Racing vive uma nova fase sob o comando do seu novo dono, o empresário irlandês do setor de energia Stephen Fitzpatrick, que assumiu o controle no início do ano passado e, por consequência, evitou que seguisse o caminho de Lotus (depois Catterham) e HTR.

John Booth e Graeme Lowdon deixaram o time ao final da temporada passada. Foram eles que começaram do zero, ainda em 2009, e estrearam no Mundial em 2010 como Virgin Racing. Passaram por todo o turbilhão de “sentenças de morte” que pairaram sobre suas cabeças em boa parte do período de seis anos que comandaram o time. Determinados, aguentaram o quanto foi possível, mas a participação no campeonato de 2015 parecia um sonho distante, até que surgiu em cena Fitzpatrick.

Ao injetar na Manor 30 milhões de libras (segundo o The Telegraph de 4 de março de 2015), o empresário tirou a equipe da iminente falência, garantiu a presença da então Manor Marussia no Mundial e tratou de moldar o negócio ao seu estilo e filosofia. Depois de uma espécie de ano de transição, Fitzpatrick colocará um time bem modificado na pista partir da etapa de Melbourne.

O novo carro tem motor Mercedes, Pat Fry (Consultor de Engenheiria) e Nikolas Tombazis (Chefe de Aerodinâmica) foram contratados para trabalhar com o Diretor Técnico John McQuilliam, Dave Ryan saiu da McLaren para ser Diretor de Corrida e atrás dos volantes estarão os estreantes Pascal Wehrlein e Rio Haryanto. Por tudo isso, não seria tão ruim assim apostar algumas notas na marcação de pontos por parte da Manor Racing, que viveu essa alegria uma única vez com o 9º lugar do – prematura e lamentavelmente falecido – Jules Bianchi, no GP de Mônaco de 2014.

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