Apesar de a reforma parcial do Autódromo Internacional Nelson Piquet, de Brasília, já ter sido licitada, nenhuma obra ainda foi iniciada. A crise no governo do Distrito Federal estancou o processo. O presidente da federação local, Napoleão Ribeiro, espera que a eleição do novo governador, por eleição indireta, possa resolver a questão. “Infelizmente, tudo acabou atrasando, mas as perspectivas são boas“, mostra-se otimista o presidente da FADF.
Brasília não consegue dar nem meia sola no autódromo. Goiânia está nessa situação há vários anos e nem meia sola está programada. Guaporé sumiu do mapa, Cascavel está aos cacos, Tarumã, pedindo socorro imediato, Londrina perdeu a maioria das corridas importantes, Jacarepaguá é um arremedo do que foi um dia e está com os dias contados para sumir de vez. Caruaru e Fortaleza não têm condições de sediar corridas importantes. O que sobra? Santa Cruz, longe de tudo e com estrutura mediana, Velopark, que ainda é uma incógnita (espero que seja tão bom quanto o parque a seu redor), São Paulo, sustentado pela F1 e Curitiba, que quase foi a leilão recentemente, mas mantém o segundo posto.
O que acontece com o automobilismo brasileiro? Há uma comissão nacional de autódromos na CBA, gostaria de saber qual seria seu planejamento para os próximos anos com relação a esta situação. Ou será que vamos mesmo migrar para autódromos de rua, em Salvador, Ribeirão Preto e Anhembi?