dm_1305_vicarO acidente na largada da Capa Vicar (foto), no último dia 3 de abril, em Brasília, certamente estará na pauta no briefing da categoria em Santa Cruz do Sul, cuja prova será disputada no domingo, 17, na cidade gaúcha. O ocorrido gerou discussões acaloradas ainda na pista, em meio aos destroços, e também posteriormente. De início, a crítica mais eloqüente foi do piloto Cássio Homem de Mello, da equipe Scuderia 111, direcionada a Renato Russo (ATW Racing Team). Depois, o alvo passou a ser a própria largada lançada, utilizada na categoria.

Limitando o deslocamento em 60 km/h, tão logo o Safety Car (SC) deixou a dianteira do pelotão de 29 carros, na entrada da reta de largada, o pole position André Bragantini (FTS Competições) e seu companheiro de primeira fila, Tiago Gonçalves (DCM Motorsport), mantiveram o mesmo alinhamento. Enquanto isso e em ambos os lados, muitos pilotos se espalharam para as laterais. Os primeiros a fazê-lo foram Felipe Lapenna e Galid Osman, ambos da Full Time. Embora estivessem posicionados em 4º e 6º, respectivamente, instantes após a saída do SC já estavam alinhados à esquerda de Gonçalves.

Mais atrás, no lado interno da pista, acontecia de fato o grande acidente. Pedro Boesel (Katalogo Racing), Renato Russo, Cássio Homem de Mello e Cristiano Federico (ATW Racing Team) vinham na mesma fila, pois obtiveram as posições 13, 15, 17 e 19 no grid, respectivamente. Ao avançar sobre Boesel, pela direita, Russo abriu espaço para o posicionamento de Mello, que certamente não contava com a manobra seguinte do veterano piloto. Ao retornar para a parte interna, Russo bateu na lateral esquerda de Mello, que chegou a decolar, apoiado apenas nas duas rodas do lado esquerdo. Boesel e Federico também tiveram seus carros bem danificados em nenhum dos quatro pôde alinhar.

A LARGADA NÃO CHEGOU A SER AUTORIZADA

O erro em Brasília foi do Lapenna e do Galid Osman, que formaram uma fila quádrupla com o Bragantini e o Tiago Gonçalves, sem que eu tenha apagado o farol“, avaliou Carlos Montagner, diretor de provas da Confederação Brasileira de Automobilismo e do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, que atua também na Stock Car. Ele destacou ainda o fato de Renato Russo ter acelerado antes de autorizado.

Montagner acrescentou que as luzes vermelhas não foram apagadas em nenhum instante . Logo, não houve o início da corrida e ainda ocorreu o reforço da bandeira vermelha por todo o circuito, indicando posterior reinício dos procedimentos. A ausência de punição por parte dos comissários desportivos da CBA deveu-se justamente a esse fato.

Ele é partidário do procedimento de partida adotado pela Copa Vicar. “A largada lançada, no meu entender, é mais segura, pois todos estão praticamente na mesma velocidade e a possibilidade de alguém estar parado é praticamente nula“.

Foto Stock Car Image Bank

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