Por Americo Teixeira Jr. – Mesmo que de maneira indireta, Alain Prost começou a gerar discussão em torno de Ayrton Senna antes mesmo de o brasileiro estrear na McLaren. Isso aconteceu ainda na preparação do material de imprensa para aquele Grande Prêmio do Brasil de 1988.

Havia duas correntes antagônicas no então escritório de Ayrton Senna, na Vila Maria. Uma das teses era a de que Senna deveria ser apresentado como tendo força suficiente para superar o francês de imediato. A outra via como correta uma postura humilde, do cara que estava chegando e que iria aprender muito com o teammate.

A primeira tinha o mérito de construir uma imagem agressiva, mas o obrigava a sair vencendo logo de cara para ratificar o discurso. A outra criava condições para que qualquer evolução fosse dada como vitória, mas o deixava como uma espécie de “coitadinho” diante de Prost. No final, o que ficou valendo foi uma mistura dos dois conceitos.

Ayrton Senna e o McLaren MP4/4 Honda (Foto Miguel Costa Jr.)
Ayrton Senna e o McLaren MP4/4 Honda (Foto Miguel Costa Jr.)

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