Automobilismo na TV e a “arte” de fazer errado

Por Americo Teixeira Jr. – Embora o chamado marketing de relacionamento seja muito praticado no automobilismo brasileiro, a televisão é o principal instrumento de retorno para os patrocinadores, só que nem sempre essas transmissões ocorrem de maneira eficiente.

Dez em cada dez profissionais de MKT querem saber se o campeonato será transmitido pela TV. Não importa se em canais abertos ou por assinatura, mas “tem de ter TV”. Fechado o acordo, para muitas emissoras tanto faz o horário da corrida, pelo simples fato de o automobilismo ser tratado como comercial na maioria absoluta das vezes.

Apesar de não ser uma prática muito inteligente sob o ponto de vista de divulgação, é até compreensível que os promotores da Stock e Truck queiram medir forças marcando seus eventos para as mesmas datas. O embate faz parte do jogo entre concorrentes. Também não é tarefa da CBA tentar convencer A ou B a mudar datas. Havendo grupos técnicos e desportivos disponíveis, a entidade cumpre o seu papel atuando de forma simultânea.

Mas quando dois eventos são transmitidos ao vivo e no mesmo horário, perdem todos. Foi o que aconteceu neste domingo, com a Truck na Band e a Copa Montana (Rede TV e Speed Channel), entrando no ar praticamente no mesmo momento. Esportivamente falando, perderam o fã, o piloto e o patrocinador.

Nessa equação, certamente quem perdeu mais audiência e visibilidade foi a Copa Montana, mesmo sendo dia de decisão. Já não é argumento sustentável dizer que Truck é categoria “que só caminhoneiro gosta”. É automobilismo pleno, sim, e atinge uma massa muito grande. Por causa dessa coincidência de horários, o público postado diante da TV – e com acesso aos dois sistemas – ficou dividido. Num automobilismo que precisa tanto somar, não foi um bom negócio.

2 Comments

  1. Juarez 7 de novembro de 2011 at 20:36

    Temos que criar o Cala Boca Caca !!
    Porque em todos os campeonatos que ganhou ele sempre falou “muito”,andou bem e pilotou como o Dick Vigarista,alem de sempre criar algum drama como faltou freio,direção….. e quem conhece sabe que estes carros não correm como as novelas das oito.
    Só lembrando de domingo: 1º ele cortou a zebra e ganhou três posições,não devolveu e o Tiago foi punido.
    2º deu um totó em um retardatário antes de chegar no Marcos Gomes e achar que estava com a razão.
    E nem vou comentar que em outros campeonatos aonde ele foi pior que o Dick Vigarista,ganhando ou não o Caca sempre quer levar vantagem em alguma coisa.

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  2. Alan Magalhaes 7 de novembro de 2011 at 10:09

    Concordo plenamenmte com seu ponto de vista Américo. E digo mais, televisionar apenas por televisionar já provou que não ajuda em nada. Tem que haver interesse da emissora no evento, ela tem que investir em chamadas, programas especiais e atividades paralelas. Foi-se o tempo em que o promotor comprava o espaço e de tal hora até tal hora, a corrida era transmitida e nada mais.
    O que se viu ontem foi o resumo disso tudo. A Globo trata a Stock como mais um produto comercial, isso não é novidade, mas pagou com apenas 6 pontos de Ibope em plena final, decisão de título. Por que? Porque não criou identidade durante o ano, ignorou a categoria, jogou-a para o Sportv, substitui-a por futsal, joão sorrisão e afins. Uma pena. Uma análise profunda de retorno feito pela competente Informídia provaria com números que o retorno real foi pífio, mas sabem por que a Informídia não ‘pegou’ na Stock Car? Porque mostrava a verdade. Digo isso com muita tranquilidade, pois fui eu quem trouxe Informídia pela 1a vez à Stock e lá não tem enrolaçãoao, não tem, powerpoint caprichado que esconda a verdade.
    Outra coisa é o acinte que é o favorecimento da aparição do Cacá Bueno durante a transmissão. É cansativo, da mesma forma que a aparição do Pedro Muffato cansava há algum tempo na Truck. Só dá Cacá Bueno, esteja ele onde estiver na pista. Se ele faz seu pitstop e volta em 15o, as câmeras continuam nele, ignoram solenemente quem está liderando a prova naquele momento. Já aconteceu em Brasília e ontem foi a mesma coisa, uma vergonha esse favorecimento que, diga-se, o Cacá não precisa, a RedBull não precisa, pois são competentes para aparecer espontaneamente. Bruno Junqueira que voltava ao Brasil foi deletado das imagens em Brasília e ontem foi a vez de Marcos Gomes ser omitido durante várias voltas. Xandynho já tinha passado por isso em Salvador e o favorecido é sempre o Cacá. Vejam bem, nada contra o Cacá, que é um piloto de 1a e um grande cara, mas fica ruim para a categoria. Umas 15 pessoas me ligaram ontem comentando exatamente isso. Eu deveria estar no Velopark, mas por problemas de fechamento de edição não pude ir. Minha esposa que assistia a corrida comigo levantou-se e foi fazer outra coisa, dizendo “chega de Cacá Bueno, só mostram e falam dele”. É um termômetro importante e as pessoas que dirigem a categoria deveriam pensar nisso.

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