Por Americo Teixeira Jr. – O novo momento da carreira de Rubens Barrichello, anunciado oficialmente nesta quinta-feira, colocará o duas vezes vice-campeão de Fórmula 1 diante de um “mundo novo”. Se tecnicamente ele terá alguma dificuldade, somente as primeiras corridas poderão dizer, mas é bastante confortável imaginar que seu tempo de pista lhe proporcione uma adaptação das mais tranquilas. Os ovais podem representar alguma dificuldade, mas o aplicado rookie não tem medo de desafios.

Fora das pistas, o ex-Jordan/Stewart/Ferrari/Honda/Brawn/Williams vai identificar um ambiente muito menos tenso na IndyCar. Sentirá o público mais próximo, pois essa é uma das marcas da categoria. O contato é super facilitado pela própria organização. Aquela coisa de pilotos e carros isolados não tem vez na IndyCar. Interagir com o fã faz parte da programação de toda corrida e, mesmo sendo uma atividade cansativa, é revigorante a overdose de carinho.

A contribuição que Barrichello pode dar para o desenvolvimento do carro é notável. Familiarizado com um universo técnico mais sofisticado, tem um volume de informação muito grande a passar para seus técnicos. A eficiência dessa comunicação e a capacidade orçamentária da equipe parecem ser os pontos cruciais para que Jimmy Vasser e Kevin Kalkhoven passem a fazer parte do “group owners of the winning teams”.

No mais, terá de trabalhar tanto quanto. Não será fácil derrotar a turma que já está lá, nem sua equipe tem a tradição de performance das mais tradicionais. É tudo muito novo. Mas tudo isso será vivido numa atmosfera bem mais identificada com a própria personalidade de Rubens Barrichello, que é um homem dedicado à família, super descontraído e competitivo. Sem dúvida, será uma bela temporada.

Fotos Carsten Horst/MPTeam

 

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