Pesquisadores mineiros desenvolveram motor a etanol com consumo idêntico ao movido a gasolina

Pesquisador da UFMG lamenta o atraso brasileiro no desenvolvimento de tecnologias nacionais a partir das potencialidades do país

Por Américo Teixeira Junior

Embora com eficiência energética muito superior, os motores a etanol sempre foram alvo de questionamentos em razão do consumo 30% maiores dos que os similares a gasolina. Mas os pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) derrubaram essa barreira e obtiveram a paridade no consumo. O resultado foi obtido nos laboratórios do Centro de Tecnologia e Mobilidade, sob a coordenação do professor José Guilherme Coelho Baeta, a partir da modificação do sistema de combustão e a redução da câmara de combustível de um motor 1.0, que atingiu 185cv. Os resultados foram apresentados em seminário do Instituto Brasileiro de Eficiência Energética, realizado hoje em Jundiaí (SP).

Engenheiro mecânico, o professor explicou que as fontes renováveis respondem por 45% da matriz energética brasileira de combustível, enquanto nos países industrializados a média é de 11%. Mas esse potencial de protagonismo não é exercido pela falta de políticas de valorização do etanol, segundo Baeta, que vai além: “Ficamos atrasados no desenvolvimento de tecnologias nacionais e isso é uma ignorância do mercado, que não valoriza o que é daqui. Precisamos quebrar paradigmas e deixar de exportar nossas riquezas como matéria prima e, sim, exportar produtos já transformados aqui“.

Fotos fornecidas por Ateliê da Notícia

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