As incertezas de uma Fórmula 1 sem Bernie Ecclestone

Aos 86 anos, o empresário inglês sai de cena depois de transformar uma corrida de carros em espetáculo bilionário e global

Por Américo Teixeira Junior – Fotos FIA Press

Com todos os exageros e excentricidades que são próprios da categoria, a Fórmula 1 chegou ondem chegou por obra da genialidade de Bernie Ecclestone. A capacidade de analisar as situações com muito mais amplitude e de mesclar carisma e contundência na hora de negociar, geraram fortunas para ele e muitos outros, além de uma visibilidade global jamais pensada em 1950, quando tudo começou.

Ao mesmo tempo em que transformou a Fórmula 1 radicalmente, fazendo-a viver praticamente em um mundo paralelo, Ecclestone acumulou poder e know-how de forma tão avassaladora que talvez seja impossível existir alguma outra pessoa no mesmo patamar. Mas se esse é o resultado visível do seu trabalho que o mundo todo conhece, poucos por certo têm a dimensão do volume de trabalho e dos desafios enfrentados por esse empresário inglês em sua rotina diária nos últimos 40 anos.

Mesmo quem está intimamente ligado à Fórmula 1 tem dificuldades para entender o todo do complexo mecanismo de funcionamento da categoria enquanto esporte, evento e negócio. Há pessoas competentes trabalhando em prol desse mecanismo, cada uma especializada em uma engrenagem específica. Mas só Ecclestone conhece tão bem o processo, do início ao fim.

Há um ditado popular que diz mais ou menos assim: “Você só vê o que eu conquistei, mas não faz ideia das pedras que eu carreguei para chegar até aqui e ainda carrego para continuar seguindo em frente”. O Liberty Media, o colosso norte-americano de entretenimento que adquiriu a Fórmula 1 e destituiu Ecclestone de suas funções, terá a partir de agora a oportunidade de mostrar se está vendo apenas as conquistas ou se também está ciente das pedras.

3 Comments

  1. Fernando Jorge 26 de janeiro de 2017 at 11:06

    Espero que o Thamas e suas tramas saiam correndo da F1 do Brasil!!

    Reply
  2. João Ferreira 26 de janeiro de 2017 at 5:51

    Bom, sentiremos a falta do Sr. Eclestone, mas desta vez a Formula 1 terá uma melhor exposição e usará as mídias mais modernas para difundir mais sua marca e influência.

    Reply
  3. Eng.Luiz Evandro "Águia" Campos 24 de janeiro de 2017 at 12:37

    E o Hungaro Thamas ? Vai continuar ? Viva .gostei do texto amigo Américo , agora os norte americanos iráo transformar a F 1 e um show espetacular

    Reply

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *