Mundial de Endurance e as eventuais “sementes”

Por Americo Teixeira Jr. – O Autódromo Municipal José Carlos Pace viveu momentos importantes com a realização da etapa brasileira do Mundial de Endurance, realizada no último sábado. Tendo à frente da organização Emerson Fittipaldi e contando com o apoio dos promotores do campeonato e de alguns de seus patrocinadores, a prova inaugurou uma nova fase que, se bem aproveitada, poderá render dividendos para o automobilismo interno.

Não deixa de ser um paradoxo ter uma etapa do certame no Brasil quando a tradição local em endurance é pequena. A mistura de fortes protótipos com GTs de alta performance, receita consagrada mundialmente, não foi o bastante para alavancar a categoria, que desde 2009 é, ano a ano, um verdadeiro “laboratório de experiências”. Nesse momento, a tarefa de recriar o endurance nacional é da Auto+.

É claro que não existe paralelo entre a Fórmula 1 e o Endurance mas, guardadas as devidas e objetivas proporções, a popularização das provas longas internacionais entre nós poderia ter o papel de reativação de disputas que tanto contribuiram para a história do automobilismo brasileiro. Trata-se de uma categoria inovadora e de mercado para pilotos brasileiros em atuação nos Estados Unidos e Europa.

A oportunidade de ver esses fabulosos carros de perto e de forma inédita, sem dúvida, atraiu um grupo seleto de fãs, que certamente vai querer repetir a dose no ano que vem. Não basta ter uma prova e ficar por isso mesmo. Se bem trabalhada e garantida a continuidade, pode estar começando uma fase interessante por aqui. De outro modo, em pouco tempo pouca gente vai se lembrar.

 

O Toyota TS030 Hibrido, de Alexander Wurz e Nicolas Lapierre, vencedor da prova brasileira do Mundial de Endurance, a Seis Horas de Interlagos (Foto Raul Zito/R. Leme)

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *