Após analisar o incêndio que colocou em risco a vida no piloto Tuka Rocha, ocorrido na etapa do Rio de Janeiro da Stock Car, a JL Racing determinou diversas mudanças técnicas, todas de aplicação imediata, já válidas para a próxima disputa, em São Paulo no dia 7 de agosto. Comandada pela família Giaffone, a JL Racing é a responsável pela fabricação dos chassis da categoria e seus técnicos realizaram simulações na sede da empresa, em Cotia (SP), e determinaram as reais causa do acidente com o piloto paulista.
“Após vários estudos, concluímos que o fogo começou na fibra externa onde é colocado o material especial de absorção de impactos laterais. O indício é que o escapamento colocou fogo na peça“, disse José Próspero Giaffone Filho, ex-piloto e diretor da JL Racing, que acrescentou: “O tanque de combustível ficou intacto e também não houve nenhum vazamento de óleo. O pneu traseiro também não teve relação direta. Só furou porque superaqueceu“.
Em resumo, as mudanças obrigatórias são: substituição do material de absorção de impacto lateral; remoção da entrada de ar do teto; troca do material do visor da parede corta-fogo; vedação completa da parede corta-fogo traseira; tratamento anti-chamas de novos componentes em locais que serão orientados pelo fabricante; substituição da mangueira na saída do respiro do tanque, até a parede corta-fogo, por um tubo de alumínio.
As alterações, anunciadas 10 dias após o acidente, serão oficializadas através de adendo técnico a ser publicado pelo CTDN (Conselho Técnico Desportivo Nacional), da CBA, nos próximos dias, cabendo aos comissários da entidade a terefa de vistoriar a aplicação.

A pergunta que fica é: quem pagará a conta pela anomalia do carro da JL? A CBA? A Vicar? A empresa? Ou vão tocar tudo pras equipes, que já pagam caro por um carro inseguro?