F1 Brasil: Vettel vence; decisão será em Abu Dhabi

(Por Américo Teixeira Jr., de Interlagos) Depois de cinco títulos mundiais consecutivamente definidos no Brasil desde 2005, a temporada de 2010 da Fórmula 1 só conhecerá o seu campeão na última etapa, que acontecerá no próximo domingo em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Isso foi possível graças ao triunfo do alemão Sebastian Vettel (foto) em Interlagos, liderando a dobradinha da Red Bull Racing completada pelo australiano Mark Webber. O único em condições de faturar o título por antecipação no Grande Prêmio do Brasil era Fernando Alonso, da Ferrari, mas o espanhol fechou as 71 voltas da etapa brasileira em 3º.

Em termos de campeonato, Alonso saiu de Interlagos na mesma condição de sua chegada, ou seja, liderando a pontuação. Mas se antes da penúltima etapa do Mundial a sua vantagem para Webber era de 11 pontos (231 contra 220), agora vê essa margem reduzida para oito pontos. Ele somou os 15 do pódio brasileiro e tem agora 246, contra 238 do, segundo suas próprias palavras, “segundo piloto” da Red Bull.

Nessa briga interna, Vettel arranjou mais motivos para atazanar a vida do companheiro de equipe, visto que voltou a figurar no 3º posto na pontuação, deixando para trás  Lewis Hamilton, o 4º em Interlagos. O alemão amargava 14 pontos de “poeira” em relação a Webber, mas agora tem sete pontos atrás.

O resultado disso tudo é que Fernando Alonso não precisará vencer para ser campeão na Arábia. Se ele chegar em 2º, independentemente da posição de Vettel e Webber, comemorará o tricampeonato num quadro meio surrealista, tamanha a vantagem apresentada pela Red Bull ao longo do ano em termos de performance. Em caso de vitória do vice-líder Webber, o bicampeão precisará chegar em 2º. Já numa hipotética conquista da quinta vitória do alemão, ao asturiano bastará um 4º lugar para não se preocupar com eventuais critérios de desempate.

Esse desastre para a equipe austríaca só não acontecerá se seus pilotos, em primeiro momento, não repetirem os transtornos da Coréia do Sul. Além disso, não poderão, em tese, contar com nenhum outro resultado que não a vitória. Aparentemente isso não será problema pelo fato de a dupla comandada por Christian Horner ter vencido oito provas ao longo do ano. Mas também é verdade que o absurdo de contarem com o melhor carro e estarem passíveis de perder o título é resultado de seis resultados não pontuados que mostraram absolutamente cruéis e, talvez, até mesmo fatais.

Fotos MIGUEL COSTA JR.

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