O piloto e empresário Antonio Hermann, detentor dos direitos de promover a prova de endurance Mil Milhas, ainda não desistiu de realizá-la em 2010. Pelo contrário, está trabalhando para tentar reeditá-la em 19 de dezembro. O Diário Motorsport apurou que a data inicial de 21 de novembro foi cedida à Federação de Automobilismo de São Paulo para que os organizadores tenham mais tempo para atingir o objetivo.
Tal disposição, entretanto, não garante ainda a volta da tradicional corrida, que já não ocorreu em 2009. Para complicar, em tese há a concorrência de dois eventos já confirmados no Autódromo Municipal José Carlos Pace, Interlagos.
Na segunda quinzena de novembro haverá a etapa paulista da recém-criada Copa das Federações de Endurance, da CBA, dependendo da liberação do autódromo para o automobilismo local após a Fórmula 1. Há negociações para que o cumprimento do calendário seja feito com a prova 500 km de Interlagos. O outro evento é o GP Cidade de São Paulo, confirmado para 23 de janeiro de 2011.
Não houve a edição da Mil Milhas em 2009 por questões contratuais. Segundo o promotor revelou em entrevista ao Diário Motorsport na época, o motivo foi uma dívida do Centauro Motor Clube, que virou caso de justiça. “Adquirimos os direitos de marca Mil Milhas por 15 anos e isso continua vigindo. Havia uma ação do Hospital Sírio-Libanês, interposta há muitos anos contra o Centauro. O clube tem mais de 40 ações nesse sentido. O Sírio conseguiu um entendimento do juiz de que podia penhorar a marca“. Veja aqui a matéria completa.

Mil Milhas Brasileiras realmente foram aquelas comandadas pelo Sr. Eloy Gogliano e o Centauro Moto Clube nos anos 50 e 60 , quando prevalecia a garra , a pericia e sobretudo a coragem dos pilotos. Eu , como muitos outros colaboradores anônimos da época trabalhavamos com amor ao esporte pois não se falava em dinheiro para nada pois, tudo corria por nossa conta. Sobre o Hino das Mil Milhas Brasileiras gostaria de saber se alguém ainda guarda essa relíquia ,cujo o início era ‘RONCAM FORTE OS MOTORES DOS CARROS SEM CESSAR……” e realmente tem uma parte que é assobiada, muito bonito.Se alguém souber, favor entrar em contato comigo via e-mail. [email protected] .
Obrigado
José Guilherme Kesselring
Caramba…
Quanta gente com a mesma opinião que a minha…
Fico feliz por não ser só eu que acho que o Hermann acabou com a prova. Acho que assim como eu, todos acima chegaram a assistir pelo menos uma edição das Mil Milhas e sentiram toda a emoção desta prova. Ficava acampado na arquibancada aberta com toda uma estrutura para assistir a prova durante toda a noite…( O Hermann proibiu o acesso com carros ). Lembro quando a largada era estilo Le Mans e começava as 00:00 do sabado para domindo perdo do dia 25/01.
Bons tempos aqueles… Quanto ao hino, é muito legal realmente e quem souber onde posso encontrar por favor, me avise.
Abraços a todos.
Já virou piada o Hermann querendo organizar corridas de automovel, isso pra ele é hobby, porque não faz as Mil Milhas como era antes, largada á meia-noite, carros nacionais, …. Antes o Centauro organizar doque Hermann, pois o dono da marca organizando mal, fazia muitas equipes e pilotos felizes.
FORA HERMANN!!!
Seria muito pedir que os poderoso$ (rico$), que comandam o automobilismo, viessem a meios de atingir público como este portal de noticias e explicar o que afinal está acontecendo? Até onde imagino, eles são RICOS, tem bom lugar para morar, tem carro e, o que é mais importante… MEIOS para fazer o esporte acontecer! Por outro lado, seria igualmente lolvável SE estas pessoas, que já são RICAS E NADA querem com o esporte, fossem usufruir do dinheiro e deixassem espaço vago para quem quisesse trabalhar.Muito obrigada (Jacque. Uma indignada torcedora. Mas também sonhadora…)
Tem hino sim, eu tenho a letra guardada em algum lugar nas caixas do material de pesquisa que reuni para escrever o livro sobre a prova. Havia medalhas que eram distribuídas aos competidores, anéis aos vencedores, a raínha das Mil Milhas, era glamour puro. Desde as carreteiras gaúchas de Breno Fornari e Catarino Andreatta às traquitanas comentadas acima, a prova sempre foi interessante e numerosa, mesmo quando os primeiros Porsches apareceram. O troféu está – felizmente – no acervo do museu da Bardahl, na sede da empresa, muito bem guardado e mantido. Por sinal, vale a pena uma visita lá, tem muita coisa interessante. http://www.bardahl.com.br Abraços.
É isso mesmo, não me lembro da letra, mas tinha uma parte com assobios que era muito bacana!
Sim, Perillo, bons tempos…
Alguém aqui sabia que a Mil Milhas Brasileiras tem até um hino próprio? e que o troféu (que há anos não vejo) tem mais de 2 metros com os nomes de todos os vencedores gravados?
Alan, disse tudo!
Bons tempos dos Mavericks do Batista e das traquitanas dos irmão Melo Pimenta.
Abraços.
Ingredientes para acabar com um evento com mais de 50 anos de tradição: Pegue toda a paixão, desportividade, espírito empreendedor que teve o Barão Fittipaldi e o Sr. Elói Gogliano, criadores da prova em 1956, jogue tudo no lixo e traga carrões super modernos e super caros da Europa para correr no nosso automobilismo tupiniquim. Faça um regulamento que não deixe espaço para os carros pequenos e protótipos artesanais, preparados em pequenas oficinas, para que a prova fique bonita, com Saleens, Peugeots e tudo mais. Faça um regulamento que contemple seus desejos pessoais, não os do esporte. Misture tudo e pronto. Acaba-se com nossa mais tradicional prova de longa duração. Parabéns a todas as pessoas envolvidas, principalmente ao gênios que bolam esses regulamentos.
Uma opinião particular minha. O fato de Antonio Hermann elitizar as Mil Milhas com carros só de “primeira linha”.
Deveria ser permitido andar desde Fuscas como os antigos Divisão 3, assim como os protótipos mais sofisticados, cada qual em sua categoria.
Nunca assisti, mas um dia ainda espero conseguir, 24 horas de Le Mans, mas por lá me parece que andam carros de diversas cilindradas e potências. Porque não nas Mil Milhas também, lembrando sempre as condições de segurança de cada modêlo seguindo os regulamentos técnicos da FIA.
Abraços.
Olá Américo,
Esse tal de Antonio Hermann já está fazendo papel de ridículo com tudo isso.
Abraços