O piloto brasileiro Helio Castroneves manifestou anteontem, em sua coluna semanal de todas as terças-feiras no jornal Metro, o arrependimento pelas atitudes tomadas após o encerramento da etapa da Indy em Edmonton, realizada no domingo, mas reiterou que foi injustamente punido e que não agrediu comissários. Sob o título “Fui punido no Canadá por erro que não cometi”, a coluna trás também a opinião sobre o regulamento da categoria. Aqui, a íntegra:
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“Depois de todos os problemas havidos neste domingo na prova de Edmonton, no Canadá, venho aqui falar como os amigos do Metro para explicar o que aconteceu. Como vocês sabem, conquistei na pista uma vitória que muito me orgulhou, mas fui punido por que, segundo o diretor de corridas da Indy Racing League, Brian Barnhart, eu teria bloqueado o meu companheiro de equipe Will Power na última relargada, quando faltavam três voltas a para terminar a prova.
Reitero aqui o que já disse. Fui punido erradamente. Sou o primeiro a admitir quando faço alguma coisa errada, mas não errei e vou repetir isso sempre que tiver uma oportunidade. Mantive a trajetória na parte interna o tempo todo. É claro que tive de fazer um movimento para contornar a curva, mas isso de forma alguma foi uma defesa. Não fui desleal, joguei dentro das regras e minha punição, irreversível pelo fato de não haver recurso para bandeira preta, nos remete para outro ponto.
Sempre procuro ver o lado positivo das coisas e, nesse caso, também veja que há algo de bom. Pelo menos ficou claro que o regulamento da Indycar precisa ser atualizado. Ele foi totalmente elaborado tendo como referências as provas nos circuitos ovais e definitivamente você não pode ver um circuito improvisado num aeroporto como os mesmos olhos de um oval.
Vocês também viram a minha reação nervosa logo depois da prova. De fato, estava com os nervos à flor da pele e tomei uma atitude que não deveria. Tanto que me desculpei publica e pessoalmente com as pessoas, principalmente com o Charles Burns, que é chefe de segurança da IRL e que eu agarrei pelo colarinho. Quero dizer a vocês que eu não o estava agredindo, muito pelo contrário, estava pedindo ajuda para uma pessoa que me conhece muito bem e com quem convido há muitos anos.
“Pelo amor de Deus, quero falar com o Barnhart! Quero falar com o Barnhart, pelo amor de Deus!”, eu gritava para o Burns. Tanto ele entendeu que eu estava desesperado e não agredindo, que não móvel um músculo, tentou me acalmar e foi muito compreensivo comigo.
Não me orgulho de ter me descontrolado daquela forma, mas tenho certeza que fui punido injustamente. Como sempre fiz na minha vida, joguei limpo, dentro das regras e com muito respeito pelos outros pilotos. Mas se esse episódio puder contribuir para uma melhoria dos procedimentos e evolução do regulamento da Indy, terá valido a pena, apenas de me causar tanta tristeza.
É isso aí, pessoal, vamos que vamos! Terça-feira tem mais aqui no Metro!”

Prova maior que não houve a agressão física, é a transmissão pela tv.
Helio realmente só agarrou os colarinhos do Charles Burns (será que é parente do Montgomery Burns), nem puxou, nem empurrou, nada.
E depois percebemos quando juntou mais gente, que Hélio abaixa a cabeça e com as mãos unidas como em uma prece, parece pedir desculpas pela explosão momentânea.
Conhecemos um pouco o cara, ele não é nenhum troglodita.
Abraços.