Matéria publicada originalmente em 17.07.2010 e atualizada em 22.07.2010, às 19h30
Por Américo Teixeira Jr. – O Campeonato Brasileiro de Endurance acabou. O desfecho, já antecipado por este Diário Motorsport, foi formalizado nesta quinta-feira, com a desistência da SRO Latin America em promover o certame. Quem informa é o Blog A Mil Por Hora, do jornalista Rodrigo Mattar, que também apurou, com exclusividade, o cancelamento da Mil Milhas.
Mais do que uma mera questão administrativa, trata-se de um fracasso da atual gestão da Confederação Brasileira de Automobilismo. Segundo o presidente Cleyton Pinteiro, uma reunião no dia 3 de agosto decidirá os rumos do certame. Antecipou, porém, que as edições de 2010 e 2011 estarão a cargo diretamente da entidade e federações. Vale dizer que foi justamente esse o formato adotado pela CBA em 2009, tão logo Pinteiro assumiu a presidência, e não funcionou.
O próprio Antonio Hermann, presidente da SRO, informava extra-oficialmente, no domingo passado, sobre a saída da sua empresa do Brasileiro de Endurance. Some-se a isso o fato de o presidente da Federação Paranaense de Automobilismo, Rubens Gatti, ter garantido para o Diário Motorsport, terça-feira última, que a data que vinha sendo anunciada como sendo da próxima etapa em Curitiba (1º de agosto), não correspondia ao calendário da entidade, informação também antecipada na matéria de 17.07. Veja detalhes na matéria abaixo, publicada em 17.07.2010.
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17.07.2010 – Moribundo, nacional de Endurance está por um fio
Por Américo Teixeira Jr. – O Campeonato Brasileiro de Endurance de 2010, pelo menos em seu propósito do início da temporada, não existe mais. Como no caso de uma celebridade moribunda, tenta-se ao máximo adiar o que parece ser praticamente inadiável. Esse é o quadro de uma competição que tem um potencial de crescimento mais do que sabido, mas que se transformou num grande problema desde que a Gestão Cleyton Pinteiro, da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), exerceu o direito que lhe cabia de buscar outros realizadores que não Antonio de Souza Filho, que promovia o certame na Gestão Paulo Scaglione.
A CBA tentou fazer o Endurance via federações em 2009 e não deu certo. Para 2010, assinou um acordo com a SRO Latin America, responsável também pelo GT Brasil. Mas a “nova direção” também não emplacou e após a realização de uma única etapa, em Viamão (RS), e contando com nove carros inscritos, a tentativa de organizar o certame fracassou. Assim, seus responsáveis partem, agora, para soluções de emergência que não os obriguem a oficializar a extinção de uma competição que, na prática, sequer começou.
SRO nega o fim
Embora o diretor técnico da SRO Latin America, Ivo Sznelwar, afirme que tal informação “não é verdade, a diretoria da SRO está reestruturando o campeonato com a CBA”, o Diário Motorsport conseguiu com exclusividade a informação de que a empresa promotora desistiu de realizar o evento nesta temporada por não conseguir um patrocinador e nem garantir número significativo de inscritos para seus grids.
A idéia inicial era fazer um campeonato de cinco etapas, sendo as quatro primeiras divididas igualmente entre Rio Grande do Sul e Paraná, culminando com a Mil Milhas em São Paulo, no Autódromo Municipal José Carlos Pace, Interlagos. Vale lembrar que a mais tradicional prova de Endurance do calendário nacional já não foi realizada em 2009.
Novo formato
Essa chamada “reestruturação” já vinha sendo verbalizada desde junho, quando o promotor Francisco Barros anunciou o “adiamento” da etapa inicialmente marcada para Londrina (PR), em 13 de junho. Na ocasião, o diretor da SRO declarou: “Estamos trabalhando para que o Endurance volte a ser como antes: um campeonato forte, para quem gosta de automobilismo. Mas, para isso, precisamos de paciência, tempo e, também, corresponder os pedidos de quem é a alma do esporte: as equipes e os pilotos. Eles pediram, nós atendemos“, afirmou Barros, justificando o não cumprimento do calendário.
“Em poucos dias, promoveremos uma reunião com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) para reestruturar o calendário do Campeonato Brasileiro de Endurance“, completou, anunciando no mesmo comunicado a retomada das provas para 1º de agosto, em Pinhais (PR), embora tal data não conste do calendário publicado no site da Federação Paranaense se Automobilismo.
Mil Milhas
O Diário Motorsport pôde saber também que a SRO está focada em realizar da melhor maneira possível a Mil Milhas, marcada para 21 de novembro e, na verdade, por “reestruturação” entenda-se estudar a viabilidade de “pegar uma carona” em etapas regionais do Gaúcha e do Paranaense da modalidade. Essa alternativa, apesar de já não ter funcionado na primeira etapa, seria uma maneira de, ao adicionar alguns inscritos do Brasileiro nas etapas locais, poder afirmar que o campeonato continua existindo.
Esse caminho pode ser possível por dois motivos. Em primeiros lugar, apesar de os dois estados possuírem como principais forças os campeonatos de Turismo, mal denominados Marcas e Pilotos, são os únicos que realizam regularmente as competições de Endurance, mérito inegável para os dirigentes, pilotos e equipes que delas participam. Além disso, num esforço para não haver a interrupção de um campeonato nacional, é lícito supor a colaboração do gaúcho Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTDN), e do paranaense Rubens Gatti, presidente da Comissão Nacional de Kart (CNK) e da federação do Paraná.
A reportagem do Diário Motorsport entrou em contato, desde a noite de quinta-feira, 15, com diversas autoridades da Confederação Brasileira de Automobilismo e responsáveis pela SRO Latin America, além das respectivas assessorias de imprensa. Entretanto, até o fechamento desta matéria (sábado, 17, 12h30), apenas o diretor técnico da empresa promotora havia se manifestado e, obviamente, as demais manifestações serão publicadas tão logo sejam enviadas.

Prezada Jacqueline.
Vejo que vc é uma apaixonada pelo automobilismo, e como vejo que vc mora no Rio, eu te convido para ficar no nosso box na proxima corrida de Stock ai na sua cidade.
Prezado senhor editor, prezado senhor responsável pela CBA e prezado senhor responsável pela organização do brasieiro de endurance: Qual a causa, motivo, razão ou circunstância NINGUÉM se manifesta sobre o que ocorreu com a categoria. Sim, o dono deste site fez a matéria acima… diversos internautas (euzinha, inclusive) fez comentários sobre o assunto. Ai, o tempo passou, todo mundo só fala no Massa e na Ferrari… aí, fica tudo por isto mesmo? Gente… eu naum esqueci, não.
Mas e os responsáveis principais? Seria pedir muito uma palavra oficial, um porque sobre este campeonato ter realmente acabado? Acho que os responsáveis possuem $$$ e tempo para virem aqui postarem opiniões e explicações. As pessoas que gostam de automobilismo sentiriam-se bem se de vez quando vocês (responsáveis pela organização e promoção de provas) usassem os caros computadores que possuem para explicar o que está ocorrendo. Como falei linhas acima: vocês tem mais $$$ e poder do que eu… certamente tem carro na garagem… e não enfrentam dificuldades financeiras. Custa vir aqui e explicar tudo? Valeu pelo espaço…
Primeiro: sou fã de automobilismo. Modéstia em partes, o editor (e a comunidade automobilistica do Brasil) terá dificuldade em encontrar uma mulher que goste e CONHEÇA este esporte (leio tudo e guardo tudo… acho que minha casa tem + revistas do que a biblioteca aqui da comunidade rs). Meu lamento é o fato de que sou pobre e, acreditem… aprendi a gostar deste esporte porque um dia, na firma de reciclagem, ainda criança, me deparei com uma pilha imensa de revistas… elas eram sobre o Senna (a morte dele, 1994). Levei para casa, cuidei bem tais reliquias… e já que eu nada tinha para ler e não gostava de revistas de fofocas(que eu também tinha apanhado na reciclagem), comecei a me interessar pelas, digamos… vertentes do esporte que aprendi a gostar.
Ainda estou aprendendo… mas existe algo que a ‘vida’ naum me ensinou: como lidar com fatos proporcionados por pessoas ricas? Explico: ao contrário da autora desta, eu aposto minha coleção de revistas que TODOS os envolvidos com a direção do automobilismo brasileiro tem dinheiro… pessoas que certamente NUNCA enfrentaram frio metro lotado e trens do suburbio aonde morava para ir ao trampo. Ou seja: sao pessoas certamente posicionados financeiramente ou socialmente, caso contrario naum ocupariam cargos de relevancia. Ora, levando em conta que estas pessoas NUNCA passaram fome como eu, que estas pessoas NUNCA tiveram o DESPRAZER de um trem lotado, de pisar no asfalto quente pés descalços, é de esperar que elas tivessem ‘ferramentas’ para resolver problemas SIMPLES. Sim, problemas simples: gerenciar automobilismo é bem mais fácil do que lidar e viverem condições sub-humanas. Portanto… naum consigo entender porque estas pessoas ficam reclamando da vida, tendo carro, dinheiro no bolso e acesso à lugares caros (muitas vezes passei em frente a sede da CBA, olhava e admirava quem entrava e saia).
Naum sei se o editor ira publicar meu recado… mas eu queria que, atraves dele, os dirigentes e pessoas que comandan o esporte soubessem que existem pessoas que ainda tem o direito de sonhar com uma vida melhor e com um automobilismo digno de ser apreciado. Eu estive naquela corrida de 2005 no RJ quando o Xandy capotou o Audi da Medley. Eu estava ali perto da capotagem…no dia seguinte, passei no box dele e perguntei como ele estava. Algum mecanico veio falar comigo, pediu que eu esperasse um pouco… depois o proprio piloto veio falar comigo e ate me deu um bone, tenho até como hoje como trofeu. Mas tal coisa foi excessão: nem todo mundo se digna a falar com uma pessoa pobre…espero que o senhor editor desta pagina de intrnet atenda ao meu humilde apelo de publicar minha carta. Ela é um brado por parte de pessoas que querem apenas entender porque os poderosos não se preocupam com a chamada coletividade do esporte.Ate onde sei, são pessoas de ‘fino trato’, educadas e ricas: não deve ser dificil fazer sentar elas em uma lauta mesa e conversar para achar maneiras de fazer esta categoria que um dia assisti de perto volte a acontecer. Tipo… se as pessoas humildes conseguem resolver problemas, é de se supor que os poderosos e ricos façam ainda melhor! Com a palavra os responsaveis.
Que pena! Ficaremos com o que agora?
Poxa amigos, quanto desespero. Estamos no fim de julho apenas, tem muito tempo ainda para organizarem, promoverem e divulgarem o Brasileiro de Endurance. A propósito, se não me engano, a etapa de Londrina só não aconteceu porque faltavam alguns componentes para alguns carros, não foi isso que foi divulgado? Pois bem, muito tempo passou, a Copa do Mundo acabou e esses componentes já devem ter chegado, não é mesmo?
Só rindo mesmo, coitado do automobilismo brasileiro, cada vez pior. Agora eu quero ver onde que o pseudo construtor e escróque indubitável vai vender os carros que ele sempre sonhou em construir mas nunca entregou, mesmo recebendo antecipado por alguns deles. Onde será que ele vai enfiar o regulamento que escreveu sob medida para suas pretensões. É por causa de caras como estes que o automobilismo brasileiro está como está. Escróques vendendo sonhos e não entregando e autoridades que levam seus problemas e anseios pessoais para as decisões que afetam toda uma coletiviade dão nisso.
Nunca compre um carro na tela do computador, a vítima será você. Carro de corrida se compra na pista, com ele andando e virando tempo, o resto é papo furado e picaretagem!
Poxa… Foi uma surpresa essa notícia. Não esperava ver um campeonato organizado pela SRO numa situação dessas.
Entretanto, me parece que eles escolheram um caminho inviavel pelas limitações que temos aqui para levantar recursos. Existe muita dificuladade para trazer parceiros e investidores para Endurance.
Américo, o Toninho irá voltar?
Prezado Carlos
A decisão sobre quem organiza um campeonato brasileiro é exclusiva da CBA. Em 100% dos casos, quem está à frente de um campeonato brasileiro na função de promotor o faz porque tem um contrato com a CBA. É Assim com Carlos Col, com D. Neuza Félix, com a família Massa, com a SRO etc. Eventuais mudanças passam, necessariamente, pela caneta do presidente Cleyton Pinteiro.
Abraço e grato pela participação!