Depois do segundo desastre consecutivo, agora na Malásia, a Ferrari tem de ser perfeita daqui para a frente
Por Américo Teixeira Junior

Depois do desastre em Singapura, a Ferrari precisava reverter o quadro desfavorável – e certamente trabalhou para isso. De fato, a superioridade do SF70H ficou evidente na Malásia, tanto que apostar numa dobradinha da equipe italiana era o parecia mais sensato. Porém, independentemente do que tenha sido feito no motor, o conjunto ficou vulnerável. Resumo da ópera:Sebastian Vettel largou em último por não ter conseguido sequer se classificar e Kimi Raikkonen nem largou, zerado de potência já na volta de alinhamento.
Vettel não fez além do que sua obrigação em chegar entre os primeiros. A 4º lugar apenas minimizou perdas. Especial teria sido o pódio, lutando com Lewis Hamilton, mas não aconteceu. O inglês demonstrou claramente que passou a ter a visão no todo do campeonato, sem assumir riscos desnecessários e conquistando pontos seguros.
Só resta para a Ferrari superar a falta de confiabilidade e oferecer a Vettel condições de vencer as cinco próximas etapas. Se novos desastres acontecerem, a conquista de Hamilton ficará ainda mais fácil.
