Por Americo Teixeira Jr. – Como já havia acontecido em 1990, novamente o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 foi mantido em São Pulo pela ação direta de governos do PT. Se em 1990 a etapa brasileira voltou em definitivo para São Paulo no governo da então prefeita Luiza Erundina, 24 anos depois o evento sobreviveu porque o prefeito Fernando Haddad assumiu o compromisso de reformar o autódromo e, para esse fim, contou com recursos disponibilizados em sua maior parte pelo governo da presidenta Dilma Rousseff.

Essa ação conjunta entre os governos municipal e federal garante a corrida até 2020, em contrato firmado entre a prefeitura de São Paulo e a International Publicity, do promotor Tamas Rohonyi. Em entrevista recente ao Diário Motorsport, o promotor do Grande Prêmio do Brasil afirmou ter total certeza do cumprimento do acordo, tanto que já vislumbra uma ampliação para 2040.

Seria leviandade histórica e jornalística omitir os esforços dos demais prefeitos paulistanos na manutenção da corrida no calendário. Assim, se o Grande Prêmio do Brasil está às vésperas de ser realizado pela 33ª vez  e 25ª de forma ininterrupta em Interlagos, deve muitos aos políticos Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab. Mas é também um registro histórico entender que foram as administrações petistas de Luiz Erundina e Fernando Haddad que tiveram papel marcante em dois momentos específicos dessa trajetória.

Voltou para ficar

Quando assumiu a prefeitura de São Paulo no dia 1º de janeiro de 1989, a paraibana Luiza Erundina trazia em suas costas as responsabilidades de ser a primeira mulher a ocupar o cargo e de representar um partido com enormes demandas sociais. Coube a ela, em pouco tempo, entender a importância de movimentar a cidade com eventos internacionais e assumiu a tarefa de trazer de volta a Fórmula 1 para a pista do bairro paulistano de Interlagos.

Para que isso pudesse acontecer, Erundina assumiu o compromisso de reformar Interlagos por meio de uma parceria com a Shell. Em outra frente, a parceria com Piero Gancia, então presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, foi decisiva para que o projeto paulistano fosse aprovado pela FIA. Assim, em 25 de março de 1990, com a presença do então presidente Fernando Collor no autódromo, a Fórmula 1 reencontrou a zona Sul de Sao Paulo, para nunca mais sair.

Mas se as administrações anteriores souberam manter a prova na cidade, era chegado o momento de Interlagos sofrer outra reforma, compartivamente tão radical quanto a promovida por Erundina, para que São Paulo não deixasse o calendário – e consequentemente o Brasil. Quiseram as circunstâncias políticas e histórias que o mesmo PT estivesse no comando paulistano, mas agora com o reforço do Governo Federal petista. Assim, se São Paulo renasce para outra fase longeva como sede do Grande Prêmio do Brasil é porque os governos de Dilma Rousseff e Fernndo Haddad assim o fizeram.

14 COMENTÁRIOS

  1. Américo, você falou a mais pura verdade. Não dê ouvidos aos que reclamam. A verdade dói, especialmente quando ela vai contra crenças profundas… Abraços!

  2. Nada a ver fazer propaganda eleitoral para essa escoria da classe politica . Deveriam, sim , se dedicar a melhorar a qualidade de vida do cidadao mais desfavorecido., e nao gastar dinheiro publico com diversao de Mauricinho.

    Nota do Editor: Comentário publicado parcialmente.

  3. Caro Américo,

    Também sempre te respeitei muito, não só pela competência nos textos, como também pelas informações “quentes” que você consegue de boas fontes. E não vejo problema nenhum em dar crédito a quem nos proporciona a oportunidade de curtir essa paixão que é o automobilismo. Em momento algum você foi sectário, pelo contrário, deu o devido crédito até a figuras de triste lembrança, como Maluf e Pitta.

    E, de fato, como você frisa, em dois momentos-chave havia pessoas de visão ocupando a cadeira de prefeito de Sampa e que tiveram a clareza de fazer o que seria o melhor para a cidade e até para o país, pois perder um evento como a F1 seria uma tragédia esportiva e econômica. Os eleitores do outro lado não gostaram, mas isso é uma estreiteza de visão. E ainda dizem que anti-democráticos são os outros…

    Um abraço,

    Ney Alencar – BH

  4. Por que tem gente que se incomoda com a análise dos outros? É por que vai contra aquilo que acredita? A democracia é assim, não se pode [e nem se deve] agradar a todos. Américo, parabéns pelo texto, porque está constituído de uma verdade histórica.
    Aos que não gostaram, respeite-se a opinião do articulista, querer determinar aquilo que uma pessoa deve ou não escrever, me parece muita pretensão e pouco apreço a liberdade de expressão.

    Abs.

  5. pois é, em ano de eleição tem gente que faz o diabo para ganhar.

    pena que esta notícia, e por conseguinte, o site e seu articulista, entraram nessa conta.

  6. Quem deveria pagar as reformas que achar necessárias é a GLOBO, que não investe um tostão, vem aqui e fatura milhões com a “nossa” corrida (que na verdade é deles…)!

    Nota do Editor: Comentário publicado parcialmente.

  7. Américo nunca dei minha opinião em nenhuma matéria sua mas desta vez não tem como não o fazer.O haddad vai milhões para reformar interlagos,para correr somente a F1,categorias com chancela FIA e competições nacionais,porque a FIA para manter a F1 no brasil impôs isso a prefeitura e por outro lado não quis fazer a F-INDY aqui em SÃO PAULO com a desculpa de o trânsito na cidade fica caótico e o evento não traz retorno a cidade.Conclusão.Perdemos a INDY para Brasilia,parabéns PREFEITO!
    Não sou contra a reforma de interlagos,mas queria ver se o prefito MALDADE tem culião pra bater de frente com FIA e dizer que reforma interlagos mas qualquer categoria que queira correr no autodramo poderá correr mesmo não sendo da FIA

  8. Parabéns pela matéria, afinal, fizeste algo que muita gente esquece que existe, reconhecimento da classe política. Tenho certeza que se fosse algum caso de corrupção provavelmente os paladinos da justiça condenariam duramente, com direito a identificação e sem contraditório, mas quando é algo bom, pregam o “não fez mais do que a obrigação”. Sou a favor de divulgar quem realmente colabora com esse esporte que tanto amo, assim como mostrar práticas que nos afastam desse mundo da F1 (como é o caso de redução da transmissão de parte do treino de F1).

  9. A F1 saiu do Rio devido a picaretagem politica, pois já estava tudo acertado para o evento de 1990 no Rio, com o Bernie e, num repente transfere para São Paulo. e tanto isto é verdade que as obras foram feitas a todo vapor. para que desse tempo de realizá-la em 90. Segundo informação a mim repassada, na época, por gente de dentro da Riotur, o que aconteceu foi que “gente”, que não falo nem que a vaca tussa, após firmar o evento para 90, no Rio. foi a Londres pedir 2 milhóes de dollares para campanha presidencial de determinado candidato. Bernie discordou de plano e acrescentou que o Rio estava fora. Ai foi o corre corre para reformar Interlagos. Os imbecis acharam que iam colocar o gringo na parede. pois não teria onde fazer o evento. se não fosse no Rio. Eu particularmente. tinha total certeza se a F1 saísse do Rio jamais voltaria, até porque São Paulo precisa deste evento muito mais do que o Rio. tem que haver este tipo de evento, internacional. para trazer turistas. Desta forma, conforme apontado na propaganda petista. o prefeito tem mais é que investir, pois caso contrário haveria profunda perda politica e os adversários deitariam e rolariam como o prefeito que perdeu a F1, se deixasse isto acontecer. Então o pt não é bonzinho como a conotação que se quer dar. até porque o pt não faz nada se não houver proveito próprio. Desculpe-me Américo mas isto não deixa de ser uma verdade. Se estamos numa democracia, podemos manifestar nossa opinião, desde que não haja ofensas, lógico.

  10. Américo concordo com o Dorival seu texto mais parece propaganda petista – curto demais seus comentários mas este está ruim, tendencioso e exagerado

  11. Américo, aprecio muito o seu grande trabalho e o considero um dos melhores jornalistas da área, mas não concordo que
    em um espaço que buscamos informações automobilísticas com credibilidade ocorrer propaganda eleitoral. Indicar que ” o governo petista financiou a reforma”, uma clara posição política…..fico com o automobilismo! Um forte abraço.

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