Ele está na equipe para assumir justamente em momentos de emergência, como o atual; quando exigido anteriormente, mostrou serviço
Por Américo Teixeira Junior

Somente uma coisa está certa sobre o futuro imediato de Pietro Fittipaldi. Reserva da equipe Haas, o brasileiro exercerá a função para a qual é contratado na fase final da pré-temporada de Fórmula 1. E “exercer função” não significa obrigatoriamente pilotar.
E pensar que estava tudo arrumadinho na vida da Haas. Pilotos definidos e pré-temporada iniciada, até que Vladimir Putin iniciou a guerra contra a Ucrânia no dia 24 de fevereiro. Como resultado, a revolta seletiva ocidental classificou como coisa do “capeta” até mesmo o popular strogonoff.
Assim, Nikita Mazepin deixou o time e agora, às vésperas do apronto final, de 10 a 12 de março, no Bahrain, o neto de Emerson Fittipaldi cumprirá a bateria de testes no lugar do russo. Claro, se Gunther Steiner não aparecer com novidades de última hora.
Desse ponto em diante, há uma “fumaça” – felizmente, não a produzida pelas armas russas sobre a Ucrânia – impedindo uma visão clara do quadro de pilotos da Haas. É de se supor que não tenha havido mudança brutal na equipe, a ponto de não precisar mais de piloto pagante de uma hora para outra.
Fittipaldi é nome mais do que certo para ocupar a vaga. A Haas, definitivamente, é um lugar para chamar de seu. Seria até auspicioso, sob o ponto de pista de imagem, ter um Schumacher e um Fittipaldi debaixo da mesma “tenda”. Mas o primeiro tem apoio irrestrito da Ferrari, enquanto o outro tem endinheirados e/ou apoiados de olho no lugar que poderia ser seu.
Adoraria cravar “Pietro Fittipaldi confirmado na Haas”. Para quem segue este Diário, pode imaginar o quando estou salivando por isso. Mas sabiamente o ditado popular apregoa que “querer não é poder”. Em nome da responsabilidade jornalística, não tenho elementos para tanto (imagine várias carinhas de frustração …).