Obrigado, Felipe Massa!

Por Américo Teixeira Junior – Não existe régua para medir respeito. Também não adianta você revirar os manuais que não vai encontrar estatística alguma que quantifique o respeito. Pode-se, também, comprar um monte de coisa com dinheiro, não respeito. Respeito se conquista, mas nem sempre tal excelência fica muito clara para muitos. No caso de Felipe Massa, porém, é algo claríssimo. O carinho que ele recebeu em suas últimas provas permitiu que ganhasse uma forma física, visível, o respeito que o piloto brasileiro conquistou ao longo de seus anos na Fórmula 1.

Esmeraram-se diversos grupos, numa espécie de comunhão, para tocar o coração de Felipe Massa nessas últimas semanas. Família, fãs, imprensa, astros do esporte em geral e a Fórmula 1 – com a Williams na liderança – produziram cenas inesquecíveis para esse ainda garoto que, diferentemente de outros competidores mais velhos, soube parar aparentemente no momento certo.

Há de se ter uma maturidade monstruosa para decidir abrir mão daquilo pelo qual lutou a vida toda.

Pensemos nisso.

O moleque começou no kart sem saber direito para que lado virar e com um capacete quase maior do que ele. Fez dos monopostos nacionais o trampolim para uma carreira vitoriosa, mas sofrida, na Europa. Para “não morrer na praia” e não ser obrigado a voltar como um derrotado, redobrou o esforço e precisou equilibrar as contas quase que na base do “vendendo o almoço para garantir o jantar”.

Chegou lá e venceu, esteve envolvido até a raiz do cabelo na mais impressionante decisão de Mundial, sofreu um acidente terrível e deu a volta por cima, emprestou sua credibilidade ao renascimento de uma equipe histórica e poderia ter ido além. Mas mostrou maturidade ímpar ao sair sem ser saído. Como resultado de tudo isso, já é saudade com desejo de um “até breve”.

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Fotos Williams F1 Media

2 Comments

  1. Leandro Giannetti Duarte (Leandro Duarte) 28 de novembro de 2016 at 12:53

    Eu tenho evitado muito ler comentários a cada postagem sobre o Felipe Massa, é muita gente falando bobagem que dá um desgosto grande a falta de consideração de muitos para com ele e com outro pilotos também. Penso ser algo cultural no nosso país o tal de “oito ou oitenta” e fico muito feliz comigo mesmo em não me enquadrar nesta turma e mais feliz ainda em ver que acompanho as pessoas corretas para me informar.

    Mais do tudo o que o Felipe fez nas pistas, ele tentou algo que a própria CBA não faz, que foi invertir em categoria de base aqui, com o Racing Festival que incluía competição de stock, monopostos e moto!

    Eu olho tudo isso que ele conquistou e penso que no dia de minha aposentadoria, quisera eu receber tamanho carinho, tanto reconhecimento. Muitos que atiram pedras nele e demais, jamais sentirão isso.

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  2. LUIZ PAULO W. LEAO CBA 0751 28 de novembro de 2016 at 12:22

    O PRINCIPIO DO RESPEITO VEM DE CASA ABRAÇOS DE MUITO SUCESSO PARA FAMILIA MASSA . ESPERO QUE SEJA MAIS UM INSTRUTOR/TUTOR DA GERAÇAO QUE VEM AI.MEUS RESPEITO LUIZ PAULO W. LEAO CBA 0751

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