Nelson Piquet tem ligações com a F3 que vai muito além de pai de pilotos campeões:  disputou a F3 Europeia em 1977 e a Inglesa em 1978; de lá, foi direto para a F1 ainda em 1978 (Foto Fernanda Freixosa/Vicar)
Nelson Piquet tem ligações com a F3 que vão muito além de meramente pai de pilotos campeões: Disputou a F3 Europeia em 1977 e a Inglesa em 1978; de lá, foi direto para a F1 ainda em 1978 (Foto Fernanda Freixosa/Vicar)

Por Américo Teixeira Junior – O novo programa de motorsport da Petrobras prevê investimentos de base para a criação de uma nova categoria de monopostos, que seria a FIA F4. O objetivo seria estruturá-la em 2016 para estrear em pistas brasileiras no próximo ano. Esse plano, porém, não está de todo definido porque está sendo considerada a opinião de Nelson Piquet, que sugeriu um caminho diferente, que é o de apoiar a F3 Brasil.

O tricampeão advoga em favor da categoria nacional porque vê nela uma plataforma ideal para o aprendizado dos pilotos, o que permitiria que o competidor desembarcasse na Europa com uma bagagem significativa. Em favor da categoria ainda está o fato de já possuir um parque instalado e ter um campeonato em funcionamento.

Uma eventual F4 brasileira exigiria a importação de equipamento, o que pelo menos em tese seria uma operação menos atrativa em razão do cenário cambial. Por outro lado, a F4 é uma categoria 100% integrada na formulação da FIA, o que já não ocorre com a F3 Brasil, visto a defasagem de equipamento.

Embora essa discussão esteja na mesa, o Diário Motorsport pôde saber que não há, propriamente, uma data estabelecida para a sua definição. Há, sim, todo um programa sendo desenvolvido e a questão da categoria de monoposto é um capítulo dentre outros, cuja meta é criar uma caminhada planejada entre o kart e a F1.

Foto Capa/Destaque: Fábio Davini/Vicar

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3 COMENTÁRIOS

  1. Devemos fortalecer o que já temos, aprimorando e atualizando, não deixando cair em defasagem com o automobilismo mundial. E principalmente, precisamos de apoio de todas as mídias para gerar interesse de patrocinadores e viabilizar para futuros pilotos uma chance pelos seus talentos, e não pura e simplesmente pelo poder aquisitivo de seus pais.

  2. Nosso pais precisa ter uma categoria-escola com transmissão pela televisão, publicidade em redes sociais, etc. Acho que se houver interesse, vontade, essa categoria sai do papel, afinal, existe muito moleque bom sem experiencia para ir para uma categoria mais veloz na Europa pelas dificuldades existentes no nosso automobilismo.

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