2015/2016 FIA Formula E Championship. London ePrix, Battersea Park, London, United Kingdom. Sunday 3 July 2016. Lucas Di Grassi (BRA), ABT Audi Sport FE01, returns to the pits with his damaged car. Photo: Zak Mauger/LAT/Formula E ref: Digital Image _79P2271
Lucas Di Grassi ainda conseguiu chegar nos pits depois do acidente com Sébastian Buemi (Fotos LAT/Formula E Media)

Por Américo Teixeira Junior – Um campeonato tão apertado como o da Fórmula E, só poderia ser decidido nos detalhes, como de fato o foi hoje em Londres. Revelou-se, porém, um título com desfecho polêmico e definido no desvirtuamento de um item do regulamento criado para premiar performance, não manter pilotos nos pits no aguardo de pista limpa. Mais do que tudo isso, mostrou Lucas Di Grassi falhando no momento decisivo, mas não é justo compará-lo a Ayrton Senna ou Michael Schumacher em suas piores versões.

Basta uma rápida olhada em sua trajetória no automobilismo para constatar que atitudes antiéticas não são compatíveis com o modo profissional de atuar do brasileiro. É bem verdade que o acidente da largada de imediato trouxe à memória Ayrton Senna batendo de propósito em Alain Prost e o mesmo ocorrendo com Michael Schumacher em relação a Damon Hill e Jacques Villeneuve.

Não fazem parte do currículo de Lucas Di Grassi atos vergonhosos como aqueles cometidos por esses grandes astros da Fórmula 1, mas o brasileiro errou, não repetiu a maturidade deles na hora decisiva. Foi menos uma vitória de Sebástien Buemi e mais uma derrota de Lucas. Ambos foram contemplados, também, pela robustez dos carros e pela baixa velocidade oferecida por um circuito tão questionável, sob o ponto de vista técnico-desportivo, como o montado na capital inglesa.

Restou a eles lutar com a única arma que ainda dispunham, que foram dois pontos relativo à melhor volta, que acabou sendo conquistada por Buemi e garantindo o título para a equipe que tem Alain Prost como um dos comandantes. Se faz parte do regulamento, nada de errado, mas é grotesco ver dois candidatos ao título, em lugar de estarem na pista em combate, refugiando-se nos pits para, independentemente de voltas perdidas ou colocações na corrida, atirarem-se numa espécie de manobra “suicida” em busca da melhor volta.

3 COMENTÁRIOS

  1. Eu gostaria de acrescentar o nome do Prost no título do comentario, até porque ele participa do acontecido. A questão de decidir campeonato com batida não é novidade para ele. Abraços do leitor.

  2. Ouso discordar de você, Américo:
    Em relação à sua afirmação de que “Não fazem parte do currículo de Lucas Di Grassi atos vergonhosos como aqueles cometidos por esses grandes astros da Fórmula 1”, o que tenho a dizer é que agora passou a fazer parte do currículo do Lucas Di Grassi um ato vergonhoso.
    Isso, sem sequer me referir às desclassificações, por tentativa de burlar o regulamento, tanto na temporada 2014/2015 quanto na temporada 2015/2016.

  3. Américo, concordo com voce Lucas de fato não tem histórico de ações sujas e acho que ele cometeu um erro, coisa normal, foi apenas numa hora que não deveria, agora é bola pra frente. Sobre a forma como houve a decisão por conta do regulamento faz parte também, acho que na pista pelo desempenho da equipe de Buemi, ele teria derrotado o brasileiro na pista também, caso não tivessem batido

Deixe uma resposta para Alexandre Quintão Cancelar resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here