dilson-motta1Durante várias temporadas, a denominação Campeonato Sul-americano de Fórmula 3 não passava de uma “força de expressão” em seu campo esportivo. Afinal, todos os chassis italianos Dallara, equipados com os motores preparados pela empresa argentina Berta, estavam sediados em equipes brasileiras e conduzidos por nossos pilotos.

Agora, neste segundo ano sob o comando do promotor Dílson Motta (foto), a tendência que se avizinha é a de um grid multinacional, pelo menos no que se refere aos condutores. Mas essa conquista, embora já iniciada, não “acelerou” da maneira desejada. A empresa organizadora 63MKT confirmou, até agora, a presença do colombiano Francisco Leonardo Diaz, na Dragão Motorsport. Há todo um trabalho, porém, para a entrada de outros competidores do continente, principalmente argentinos e paraguaios.

É fato notório a enorme importância da Fórmula 3 como formadora de talentos. No mundo todo, a categoria, quase que aos moldes de uma “fábrica de biscoito”, despeja ano a ano jovens imberbes, mas solidamente preparados, para os desafios do automobilismo internacional. Aqui nunca foi diferente e desde os tempos heróicos de Antônio de Souza Filho, criador da categoria em 1987, centenas de “promessas” deixaram a Fórmula 3 Sul-americana para se firmarem como astros reluzentes do esporte.

O dual que embasa a série é um só: carro moderno e muito treinamento. Não tem mistério nem fórmula mágica que substitua a importância dos treinamentos numa categoria escola. O moleque só aprende treinando num carro que lhe ofereça familiaridade com o “universo” técnico que encontrará nos degraus subseqüentes da carreira.

Nesse sentido, o principal atrativo será o novo chassi Dallara F903, que equiparará, nesse quesito, o nosso certame continental aos equivalentes europeus. Chamado de empreendedor corajoso por uns e maluco completo por outros (já ouvi as duas adjetivações), Motta assumiu um empréstimo no Banco Real de R$ 3,6 milhões e comprou 20 carros, que serão repassados aos times interessados em condições facilitadas. Não é Baú da Felicidade ou Casas Bahia, mas vai vender carro de corrida a prestação.

A Confederación Automovilística Sudamericana (Codasur) já divulgou um calendário, que estabelece a primeira prova para Brasília em 19 de abril, mas o promotor deverá anunciar o definitivo em breve, visto que depende da chegada dos carros e da logística para o novo formato do campeonato, agora como evento exclusivo e não mais na mesma programação da GT3 e da Copa Renault Clio.

Foto 63MKT

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