Por Américo Teixeira Junior – Foto Duda Bairros/Vicar

Turbinado por degradação política e instabilidade jurídica, avizinha-se o recrudescimento da crise econômica com “cores” possivelmente jamais vistas. É nesse quadro que o automobilismo brasileiro terá de se reinventar. Já não bastam ações paliativas, mas sim contundentes para evitar o “desaparecimento” do esporte.

O momento coincide com a eleição na Confederação Brasileira de Automobilismo. Qualquer que seja o resultado do pleito do dia 20, o novo presidente não poderá fugir da obrigação de tirar a entidade de sua “zona de conforto”. A CBA só estará inserida de forma positiva no futuro do automobilismo se abraçar profissional e ativamente as necessidades do esporte. Não há mais lugar para uma gestão passiva, amadora, cartorial e “supervisora”.

Do lado de quem pratica, a omissão dos pilotos alheios terá de dar lugar ao engajamento participativo e organizado. De outro modo, seus interesses junto aos dirigentes e promotores cairão no vazio. Inteligentes e competitivos, qualquer piloto sabe identificar quando há parceria desses setores ou mera defesa de interesses alheios ao esporte. Mas sabem, também, que vozes isoladas nada conseguem, a não ser se transformarem em alvos.

Por fim, a imprensa especializada brasileira atingiu excelência em noticiar o que acontece nas pistas, mas hoje isso, somente, já não basta. Muito já é feito, mas precisamos ampliar a abordagem dos aspectos éticos, morais, políticos, econômicos e sociais. Se não falar de forma plural e ativa para uma audiência que é cada vez mais eclética, também nosso setor corre o risco de perder importância.

6 COMENTÁRIOS

  1. Até quando vamis ter que aguentar estes pilatras na CBA, sou piloto de Arrancada deste 2008 e nunca vi alguém da CBA fazer algo por nós Pilotos, nem mesmo regulamento são capazes de fazer e largar com antecedência, já estamos em Janeiro e mas até regulamento.
    Para quem não conhece ou não acompanha a Arrancada é a categoria que mais público esta levando para dentro dos autódromos com prova no Velopark com média de 20 pessoas r mesmo assim CBA só aparece para cobrar taxas absurdas e vão embora.

  2. Muito clara sua análise do automobilismo atual e do que é necessário para o futuro (que já começa hoje)..
    Avaliou e expôs todos os setores do automobilismo que devem se organizar e unir em prol de um automobilismo responsável em todas as suas áreas.
    Depende de nós!

  3. Acredito no Milton Sperafico, pois ele realmente quer fazer a limpa, passar a régua na CBA, colocando todas as Federações no eixo e desenvolvendo o esporte de base, por isso um dos pilares de suas propostas é o apoio irrestrito aos regionais, unificando regulamentos e trazendo de volta a salutar disputa entre fabricantes de chassis, carros, peças. Um dos cânceres que vem consumindo o automobilismo brasileiro é o que chamo de “pasteurização”, a política do fornecedor único e universal ao esporte. Nada contra categorias ‘silhouette’, mas o automobilismo inteiro não pode ser assim. Onde foram parar os garagistas, preparadores, técnicos, oficinas, mecânicos? O que temos de categoria de base?Autódromos fechando, categorias minguando, a F3 na UTI respirando por aparelhos, a Truck deficitária, regionais esvaziados. Onde esteve a CBA nesses últimos anos? É incrível que nos últimos OITO ANOS, não vimos UM PROJETO SEQUER vindo da área de marketing da CBA, NENHUM !!! E respondendo ao amigo sempre atento Eduardo Homem de Mello, em caso de vitória da http://www.chapabandeiraverde.com.br do Milton Sperafico, a faxina será completa lá na Rua da Glória, mudança total nas peças que já parecem vitalícias por lá.

  4. Temos que nos unir. O momento exige união. Pena que tanto entre os jornalistas quanto entre os pilotos e dirigentes, haja uma vaidade exacerbada. Se todos nós percebêssemos o quanto o automobilismo brasileiro chafurda na vala da incompetência dos dirigentes que se locupletam no poder utilizando como esteio um modo adequado de gestão de confederação, típico das grandes oligarquias, não pensaríamos em cometer os mesmos erros que vemos serem cometidos.

    Mas infelizmente caminhamos para a manutenção desse mesmo esquema arcaico, a julgar pelas opções de federações que sequer têm automobilismo ativo e o mesmo peso de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, só para citar estas quatro federações com bastante automobilismo no país.

    Espero que, até o dia 20, as mentes e corações mudem.

  5. Uma mudança radical é extremamente necessária. Afundada em denúncias de desvio e uso indevido de dinheiro o “novo” presidente deverá fazer uma limpeza na banda podre da entidade. Só acreditarei em mudança de postura no dia em que alguém do alto comando tiver peito para expulsar Nestor Valduga da Confederação e finalmente limpar a podridão.

Deixe uma resposta para Eduardo Montano Cancelar resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here