Nikita Mazepin, quem diria, é um injustiçado

O russo merecia sair da Fórmula 1. Talvez, para ser realista, nem deveria ter entrado. Mas o fato é que o piloto russo foi injustamente esmagado pela demagogia ocidental

Por Américo Teixeira Junior

Nikita Mazepin em atividades durante a fase inicial da pré-temporada 2022 – Fotos Carl Bingham / LAT Images (Barcelona-Catalunya, Montmeló, ESP, 23.02.2022)

Alijado da Fórmula 1 no rastro da destruição protagonizada pelo líder belicista de seu país, o russo Nikita Mazepin deixa a categoria sem, de fato, nunca ter entrado de verdade. Obscuro enquanto esportista, o russo desfilou por exatos 21 Grandes Prêmios demonstrando pouca – ou nenhuma – intimidade com a atividade, por vezes ocupando manchetes por força de atitudes inapropriadas fora das pistas.

Mas por maior que seja a mediocridade de sua passagem pela Fórmula 1 sob o prisma estrito do esporte, sua saída é injusta enquanto manifestação da hipocrisia ocidental. Como se fizesse alguma diferença, para a estratégia de guerra russa, vetar esportistas pátrios de competições internacionais.   

Até eclodir mais um capítulo do enrosco secular entre USA e Rússia, que foi explodir em solo ucraniano, o dinheiro dos Mazepin era suficiente para permitir sua presença no “clube”. Agora, “leproso”, é vítima. Abjeto, sim, mas vítima nesse episódio.

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