Por Américo Teixeira Junior – Quando morre um jornalista do gabarito de Geneton Moraes Neto, o sentimento de perda ganha dimensões estratosféricas. Perdem amigos e familiares que desfrutavam da sua presença. Mas perde também – e muito – o jornalismo.
É fato que a profissão tem estado sob feroz turbilhão, cuja intensidade tem gerado uma profunda descaracterização do Fazer Jornalismo. O resultado é a diminuição da qualidade e da ética. Para um jornalista, nada mais desesperador.
Há, porém, jornalistas vocacionados, apaixonados e com culhões. São eles que sustentam ainda o jornalismo na sua melhor forma. Geneton é um desses caras, cujo trabalho me entusiasma.
E é tão sério isso que estou dizendo que há um grupo absolutamente seleto, do qual Geneton faz parte, onde vou buscar motivação e ensinamentos para continuar fazendo o jornalismo que acredito.
Eu, que não vejo o canal Globo News nem amarrado, delicio-me no http://www.geneton.com.br/, que vale muito a pena ser visitado. Abaixo, algumas frases desse amigo que não conheci, mas que me ensinou bastante:
Fazer Jornalismo é saber que existirá sempre uma maneira atraente de contar o que se viu e ouviu
Fazer Jornalismo é ter a certeza de que não existe assunto esgotado
Jornalista não pode se deixar vencer pelo tédio destruidor – nunca
Traga a vida das ruas para a redação. Porque, em 98% dos casos, o que a gente vê na vida real é mais colorido e mais arrebatador do que o que se publica nos jornais ou o que se vê na TV
Não faça jornalismo para jornalista. Faça para o público!
Fazer jornalismo é não praticar nunca, jamais, sob hipótese alguma, a patrulhagem ideológica
Fazer jornalismo é desconfiar, sempre, sempre e sempre
