Por Americo Teixeira Jr. O jornal O Globo revelou que o terreno destinado à construção do novo autódromo do Rio de Janeiro, em Deodoro, é na verdade um campo minado que necessita de descontaminação. A reportagem ainda revela que, por conta dessa utilização feita anteriormente pelo Exército Brasileiro, dono da área cedida para a União, há registro de explosões acidentais e alvo de investigações. Autoridades municipais e da CBA, ouvidas pela reportagem do diário carioca, mostraram-se surpresas com o conteúdo da matéria.
Diante desta notícia, em matéria assinada por Luiz Ernesto Magalhães e Simone Candida, o Diário Motorsport chega a conclusões bem pertinentes. A relevância do “detalhe” comprova a forma deleixada com a qual a construção do novo autódromo tem sido conduzida, um jogo de empurra-empurra para ganhar tempo e camuflar a realidade mais cristalina: Após o fechamento de Jacarepaguá, o automobilismo do Rio de Janeiro será mero passado.
Os compromissos lavrados no acordo judicial, assinado em 2006, já não existem mais, visto que muitos dos signatários do documento original não estão mais nos seus cargos e os atuais ocupantes do Ministério do Esporte, Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro e Confederação Brasileira de Automobilismo optaram por flexibiliza seus termos. Concordaram em fechar Jacarepaguá antes da entrega das chaves de Deodoro. Essa nova posição é diametralmente oposta às bases do acordo.
Sendo asssim, as bombas possivelmente enterradas em Deodoro representam a bomba final que faltava para explodir por completo o automobilismo do Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Última prova da Stock em Jacarepaguá (Fernanda Freixosa/Vicar)