A alegação é a de que, nos últimos dois anos realizando o Grande Prêmio da Inglaterra, o prejuízo passou de R$ 30 milhões

Por Américo Teixeira Junior

O British Racing Drivers Club (BRDC), proprietário do circuito de Silverstone, rompeu hoje formalmente o contrato com a Liberty Media, relativo à realização do Grande Prêmio da Inglaterra. O atual acordo vale até 2026 mas, ao menos que a nova controladora da categoria ofereça novo contrato, já a partir de 2020 a casa da etapa britânica será necessariamente outra.

John Grant, presidente do BRDC, revelou que a etapa de 2015 gerou prejuízo de 2,8 milhões de libras (R$ 11.6 milhões) e o buraco praticamente dobrou no ano passado, indo para 4,8 milhões de libras (R$ 20 milhões). Somente de taxas para realizar a etapa deste ano, o desembolso foi de 16,2 milhões de libras (ao redor de R$ 70 milhões). “É inviável economicamente para nós e não podemos fazer com que nossas paixões coloquem em risco o patrimônio e a sobrevivência de Silverstone“, disse Grant.

O RBDC alega que a taxa anual tem evolução de 5% ao ano, bem acima da inflação local, o que impede tirar a diferença nos preços dos ingressos. Ainda nas contas do clube britânico, a taxa deste ano está em torno de 3 milhões de libras acima do que seria razoável ou algo em torno de R$ 12 milhões.

Se estratégica ou não, fato é que o Grande Prêmio da Inglaterra, neste fim de semana, terá mais esse elemento para deixar a etapa ainda mais eletrizante.

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Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.