Por Americo Teixeira Jr. – Não começou bem o relacionamento entre o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e Bernie Ecclestone. A nova administração descartou uma gigantesca reforma em Interlagos por conta das exigências do mandatário da Fórmula 1. Já chamada de “obra do século”, estaria orçada em mais de R$ 120 milhões.

Gastar um quarto disso já estaria nos limites imaginados pelo administrador recém-chegado à sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. No projeto original, estariam ampliação do paddock, construção de novos boxes e mudanças estruturais em alguns setores da pista e para o público.

 

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo (Foto Fabio Arantes/SECOM)
Fernando Haddad, prefeito de São Paulo (Foto Fabio Arantes/SECOM)
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29 COMENTÁRIOS

  1. Ta certíssimo o Haddad…. manda a F1 ir pra Santa Catarina!! Deixa Interlagos pra nós termos eventos regionais…F1 só despesa e prejuízo.

  2. Não sei quem falou que F1 da lucro,se desse a FIA-FOCA,não precisaria depender de dinheiro público pra nada,seria facil eles assumirem uma reforma e assim lucrar com isso tudo,quem quiser ver formula 1 e seu pilotos robotizados no Brasil que façam uma vaquinha e doem pra administração do autódromo faz
    er a tão sonhada reforma,quem encara isso?

  3. Ao ler as opiniões podemos verificar que existe muita ignorância nos comentários emitidos e publicados …
    Pelo visto a ignorância rege a vida das pessoas, tanto das pessoas quanto das autoridades.
    Informem-se primeiro antes de afirmar tais absurdos.
    Espero que haja bom senso de todos.
    Um grande abraço

  4. Não concordo em investir milhões de dinheiro público em reforma de autódromo, num esporte de pessoas bem nascidas, sendo que outras necessidade e urgências existe no Estado de São paulo, e tão pouco em estádios de futebol. Dinheiro público tem que ser investido em Educação que é o que mais falta nesse Pais, Saúde que anda caindo pelas tabelas,Segurança. Quantos morrem por assaltos por não ter segurança pública. Com 120 milhões da para fazer investimentos em todas essas áreas
    clamando por socorro no Brasil. Achem um milionário para investir 120 milhões e ver e ouvir ronco de carro de pessoas que ganham fortunas num esporte de luxo.Que vá embora do Brasil, precisamos de cultura do alcance das pessoas menos favorecidas, não de um esporte de milhões, que só vai quem tem muito dinheiro para pagar em umas horinhas.

  5. O governo tem que dar educação, infraestrutura e saúde, e nao bancar evento privado pra um grupinho sair ganhando, nao importa se e F1, Copa ou Olimpíada. Ai, amanha, vem outro lugar dando mais dinheiro, e adeus dinheiro da megareforma. Pra começar autodromo tem que ser privado, e nao público. Se Jacarepagua fosse privado talvez ainda estaria onde sempre esteve. Gostaria muito de saber a relação entre o que se gasta e o que se ganha. Gosto de esportes a motor, mas dinheiro público e muito mais sério do que vinte caras dando voltas em alta velocidade.

  6. Tanto F1 quanto copa do mundo são grandes gastos públicos (uma boa % em corrupção) que dão lucros para FIFA e FIA. E nós ficamos com a dívida. Se os eventos são privados, eles que invistam e tirem o seu retorno. Chega de gastos públicos com eventos privados.

  7. Não sei se São Paulo perde a F1 para outro estado, pois acho difícil a construção de um novo autódromo, ainda mais aqui no Rio, onde o carioca não gosta de automobilismo. Destruíram o que tinha para projetos do PAN e Jogos Olímpicos e depois, em 2017, vai ficar às moscas sendo mais tarde o espaço usado para construção de condomínios de luxo. Acho que o Brasil deve perder a F1 nos próximos anos, pois em 2015, 2016 não deveremos mais ver um piloto brasileiro na categoria.

  8. Mas o exército toparia fazer uma reforma em um autódromo? Geralmente o exército abre estradas em situações de emergência ou de extrema necessidade. Nunca vi exército reformando bem público para um evento cujo propósito é mera diversão e consumismo de parte da sociedade civil.

  9. Se fosse um estádio de futebol eles gastariam qualquer fortuna necessária.
    Fico indignado com essas atitudes. O automobilismo gera milhares de empregos, se considerarmos todas as categorias envolvidas, trás espectadores de todas as partes do brasil (com letra minúscula mesmo, em homenagem aos nossos políticos de merda) e ate de países vizinhos, mas a mente desses políticos e muito pequena para perceber isso!!

  10. É inegável que o evento traz lucro para São Paulo, a enorme visibilidade internacional junto com os 70 mil turistas que invadem SP no fim de semana de prova e geralmente também tem o salão do automóvel no fim de semana, facilmente esse dinheiro investido é recuperado no mesmo ano. Mas vou junto com o prefeito e ainda proponho a solução, que já deu certo e é verídica: Com um sexto deste valor, o exército brasileiro faria toda a reforma necessária, ativaria o ótimo e antigo circuito 7 km, reformaria a pista off-road no interior do circuito e é bem provável que a obra termine antes do prazo e ainda devolvam dinheiro para os cofres públicos. Se licitar para iniciativa privada… esquece… o custo vai triplicar com trocentos aditivos e com certeza não vai ser entregue no prazo.

  11. nem Estádio nem Autódromo, o dinheiro público tem que ter outras prioridades.A iniciativa privada no Brasil é muito oportunista, como se fosse dever do Governo bancar esse tipo de coisa. Na Bélgica, Na França, Na Alemanha, só pra citar alguns países desenvolvidos, GPS foram cancelados por conta do orçamento. Faz muito bem o prefeito. Se é tão lucrativo assim porque a Iniciativa privada não compra o Autódromo e Gerencia da melhor forma?
    Resposta: Porque não é tão lucrativo assim qto apregoam, se não já tinham comprado.

  12. Bacana do Haddad. Melhor tirar do Brasil esse campeonato da poluição. Enquanto o mundo pesquisa energias limpas, a Fórmula 1 vem com seus motores barulhentos e gastadores, além dos pilotos egoístas e antiesportivos.

  13. Só sei de uma coisa: Pra uma reforma bancada com dinheiro público, custa R$ 120 Milhões. Se for feito pela e para a iniciativa privada, cai pra no máximo R$ 50 Milhões. Faz bem o prefeito de querer administrar melhor o orçamento do município. Não acho que seja questão de comparar com estádio da Copa do Mundo, mas vá lá: O consórcio que administra o estádio do Corinthias assumiu empréstimos junto ao BNDES e uma parte do dinheiro veio de renúncia fiscal. O que eu acho à respeito? Como corintiano, acho um absurdo. Empréstimos do BNDES, ok. Renúncia fiscal, jamais! Agora, quando a FIFA falou que teria que ter uma arquibancada móvel pra aumentar a capacidade do estádio, Andrés Sanchez, com todos os seus erros e acertos, jogou a conta pra Prefeitura/Gov. do Estado, pois não aceitou pagar a conta pra deixar a turminha da CBF e da FIFA felizes. Mal comparando, o que Haddad faz é a mesma coisa: quer reforma, eu banco dentro do possível. Pra vocês fazerem festinha, não tem dinheiro. Por que o autódromo não vira uma PPP (parceria público/privada) e a Rede Globo, por exemplo, assume a conta?? Afinal de contas, ela é a maior beneficiária com o resultado financeiro da corrida (ao menos no Brasil).

  14. Incrível. Até aqui a cumpanherada vem defender o PT.

    Engraçado.. se não tem benefício nenhum pra cidade, existe um bando de lunáticos por aí no mundo a fora saindo no tapa pra ter uma etapa da F-1 em seu país, não é?

    Até concordo que é uma grana muito alta, mas é algo vital para a manutenção de Interlagos no calendário. Por que não ir atrás da iniciativa privada pra ajudar a bancar a reforma?

  15. Não tem o menor sentido se recusar a gastar no autódromo e gastar um fortuna para Copa do Mundo e Olimpíada. A F1 dá um retorno de mais de 200 milhões de reais para São Paulo. Mas quem gosta de F1 não vota no PT. Pois são pessoas teoricamente mais esclarecidas, portanto não é o foco do PT que só pensa nos votos para garantir a continuação da mamata…

  16. A F1 em São Paulo traz receitas para a cidade. O autódromo tem um único dono, que é a Prefeitura de São Paulo. Mas é possível encontrar parceiros. A administração Kassab foi especialista em fazer obras com o dinheiro dos outros. A preocupação não é com os 120 milhões serem muito ou pouco, mas simplesmente a prefeitura não tem este dinheiro. A SPTuris pode ser um parceiro interessante, uma vez que administra o autódromo e tem interesse na manutenção da F1. Mesmo que seja para prospectar investidores. Este dinheiro pode retornar com a ampliação das arquibancadas, se prospectar investidores para 130 milhões e não 120, e ampliar as arquibancadas da reta dos boxes e criar alguma coisa no lago, dá para recuperar este dinheiro. Pode vender a exploração destes lugares “novos” a serem criados, como uma PPP. Enfim, jeito há.

  17. O efeito direto da realização da F1 em Sampa, em que pese o público relativamente pequeno que assiste à corrida no autódromo, é a movimentação de cerca de R$ 200 milhões (em 2012). O indireto é apresentar a cidade para os turistas, que passam a voltar em outras épocas, movimentando especialmente no setor de serviços e, dessa forma, garantindo o emprego de muita gente.

    São Paulo é uma cidade complexa, com muitas coisas a serem feitas. Bancar a F1 certamente não garante votos nas próximas eleições, mas, como eu disse, emprega, direta ou indiretamente, muita gente.

    Independente de ser PT ou não, acho que não é uma decisão fácil. Porém, entendo que seria preferível em relação à qualquer ação de transferência direta de renda.

  18. O GP do Brasil de F-1 é um dos eventos de maior lucro para a cidade de São Paulo. A reforma é necessária, e o retorno para os cofres da Prefeitura é certo.

    Se a F-1 sair de São Paulo, desta vez não volta nunca mais. O problema é que erradamente dizem que automobilismo é esporte de rico. Mas como quem conhece sabe, a maioria que trabalha nas diversas categorias do Brasil, sustenta a família com o trabalho advindo das corridas. Seja do mecânico, ao engenheiro, assessor de imprensa, segurança, faxineiro….

  19. Poucos tem a coragem de contrariar um senso-comum baseado em meras falácias.

    É uma falácia essa história que a Fórmula 1 é benéfica para São Paulo. A prefeitura despeja dezenas de milhões de reais no autódromo, e a Rede Globo e Bernie Ecclestone obtém o grosso do lucro, uma parte menor paralelamente fica com um restrito grupo de hotéis e restaurantes na Zona Sul paulistana.

    Um evento que custa dezenas de milhões, na qual apenas 70 mil pessoas comparecem, pagando preços absurdos e abusivos acima de 800 reais para ficar em arquibancada improvisada, de ferro/madeira, sob chuva e calor, sem banheiro e lanchonete decente.

    É um escárnio a prefeitura gastar o MEU DINHEIRO, o TEU DINHEIRO em um evento desses.

    Parabéns ao novo prefeito, que mostra uma coragem que seus antecessores não tiveram, pois se amedrontavam diante da Rede Globo e do Bernie Ecclestone.

    Quem votou em Serra e Kassab, no PSDB, deveria se envergonhar que a capital paulista ainda manteve por tantos anos um evento que torrava dinheiro e não era amigável com quem o frequentava.

    Em países como EUA é inadmissível um promotor de evento gastar dezenas de milhões de dólares e tratar o público imundamente como gado. Não importa se é “a supra-sumo do automobilismo” Fórmula 1, ou qualquer outra.

    O evento já era um lixo para o público, e ainda querem que a prefeitura torre 120 milhões de uma só vez, para melhorar o conforto apenas dos BOXES?? Um absurdo.

    E os lobotomizados pelo discurso anti-petistas estão aí, se comportando do jeito que a Globo deseja: criticando o prefeito que não aceita ser extorquido …

  20. Quem mandou votar no PT, Mas a F1 deixa um bom retorno em impostos para a prefeitura, agora abertura da Copa do Mundo, e com dinheiro nosso para construir um estádio para um particular ?? Ai tem

  21. Abertura de Copa do Mundo vale por 50 GPs!? AH vá! Ta certo que a abertura da Copa movimentará bem mais que um GP BRasil, mas não é pra tanto, em 2008 o GP Brasil foi o segundo evento mais assistido no mundo! Não esta com a mesma pampa de outrora, mas movimenta muito também. A abertura de copa é só uma vez, F1 todo ano e leva mais pessoas ao autódromo que ao estadio.

  22. Uma abertura de Copa do Mundo vale por 50 GP’s de F1. E o estádio não tem apenas dinheiro público, não, enquanto o autódromo é quase que totalmente de administração estatal.

    A questão é que o Bernie é um estelionatário. Transformou a paixão alheia pelo esporte para obter cifras absurdas. O Haddad está mais do que correto. A prefeitura tem outras necessidades.

    E se o “véio” encher o saco, dá um pé na F1 e faz uma segunda etapa da Indy em Interlagos. Pronto.

  23. O Rodrigo disse tudo! Parabéns aos que votaram no PT. Se a cidade já estava um lixo, vamos ficar ainda pior. Perderemos a F1 para Santa Catarina, pode apostar.

  24. É uma incoerência absurda….
    Investir 120 milhões na F1 que movimenta a cada ano a cidade, atraindo turistas e apaixonados pelo esporte não vale a pena.
    Investir quase 500 milhões numa merda de estádio que terá apenas a abertura de um joguinho e poucos jogos (5 no máximo) em 1 ano, vale a pena.

    Começou bem esse prefeito….

Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.