Êxito do pernambucano Kiko Porto coroou o trabalho do dirigente Giovanni Guerra, responsável pela presença brasileira no kartismo mundial, sob chancela da FIA

Por Américo Teixeira Junior

Giovanni Guerra (dir.): influência internacional e suporte aos kartistas brasileiros no calendário CIK-FIA (Foto CBA Media)

O Brasil é um dos poucos países com direito de inscrever mais de um representante no Academy, uma vez que a indicação acontece pela entidade nacional do desporto, no caso do Brasil, a Confederação Brasileira de Automobilismo. Como existem quase 200 entidades nacionais e o Academy só comporta 51 pilotos, há uma concorrência bastante forte.

Conta, nesse caso, a influência política nos bastidores e, nesse particular, o dirigente brasileiro Giovanni Guerra não apenas conseguiu furar o bloqueio e colocar o Brasil no Academy, como também gestões para que a representação fosse ampliada. Suas ações foram decisivas para impedir que o organismo internacional tirasse uma vaga do Brasil para abarcar nova nacionalidade.

Presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Maranhão, Guerra se tornou uma espécie de embaixador do kartismo brasileiro na Europa. Com o aval do então presidente Cleyton Pinteiro e viajando sempre com recursos próprios, o dirigente se transformou no principal elo entre as realidades europeia e brasileira do kartismo, construindo um caminho mais seguro para ser percorrido pelos esportistas nacionais.

Essa tarefa passou a dar resultados mais efetivos a partir de dezembro de 2015, quando foi eleito para a CIK-FIA, ainda na Gestão Pinteiro, para um mandato de dois anos. Foi por intermédio de Guerra, por exemplo, que o Kartódromo Paladino, na Paraíba, recebeu homologação para sediar competições internacionais. Ampliou também seus trabalhos rumo ao kartismo norte-americano.

As novas eleições acontecerão para a entidade ocorrerão em dezembro próximo e caberá ao presidente Waldner Bernardo decidir se haverá continuidade ou mudança nesse ponto em particular.

Compartilhar

Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.