Diante de uma torcida que somou 141 mil pessoas ao longo de três dias, Vettel, Hamilton e Massa foram os destaques

Por Américo Teixeira Junior, de Interlagos

Massa e Vettel, dois profissionais que ajudam a construir a história da F1 (Fotos Beto Issa/GP Brasil)

Num Grande Prêmio marcado por diversas disputas ao longo das 71 voltas, o público que compareceu ao Autódromo Municipal José Carlos Pace, neste domingo, viu a vitória de Sebastian Vettel, a despedida de Felipe Massa de terras brasileiras como piloto de Fórmula 1 e Lewis Hamilton escalando o pelotão da 20ª para a 4ª colocação.

Mas se plasticamente foi bonito ver o tetracampeão realizando ultrapassagens, competente como é e com o carro que tem, seria ilógico imaginar que Hamilton não o fizesse. Chegou onde deveria chegar. Já seu teammate Valteri Bottas, que em tese tinha amplas chances de vencer por também largar na pole, perdeu-as para Vettel já na largada.

Felipe Massa voltou a se emocionar na despedida, depois de ter lutado com as limitações e suportado a presença ameaçadora de Fernando Alonso. Reitera aqui, o Diário Motorsport, a opinião já manifestada de que é um erro a Williams dispensar Felipe Massa, sob o ponto de vista técnico-desportivo. São notórias a capacidade técnica do piloto e a maturidade que tem de trabalhar pelo time. Será bom, para o futuro da Williams, que ela não venha a sentir falta dessas qualidades.

 

Foi uma corrida vibrante de Hamilton mas, convenhamos, não fez mais do que a obrigação (Foto Beto Issa/GP Brasil)
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2 COMENTÁRIOS

  1. @Dennis, dinheiro… hoje em dia tudo se trata primariamente de dinheiro…

    “Hamilton animou a torcida, mas nada além do que se esperava dele” -> @Americo, também achei a mesmíssima coisa, e não vi todo este espetáculo exaltado pela mídia televisiva “Global” (para não dizer o nome do narrador, que parece ainda vivenciar a F1 dos tempos de outrora…). Aliás, a corrida só não foi mais enfadonha justamente por 2 caras com carros rápidos e competitivos vieram lá de trás, Hamilton e Ricciardo (que sofreu uma pequena “lesão” e foi aos boxes se recuperar)… se não seria aquele jogo que vimos o ano todo com Ferrari e Mercedes dominantes e a RBR correndo por fora, com apenas os 2 pilotos de quase sempre brigando pela vitória (porque os outros 2 foram alijados da disputa por suas equipes), enquanto o mesmo narrador bradaria aos 4 cantos (como fez o ano inteiro) que a F1 é a categoria máxima do automobilismo, é a categoria mais competitiva, e blábláblá…
    Lero-lero só para quem não entende bulhufas de F1 ou só acompanha os carrinhos da renomada categoria, pois a Stock Car Brasil é milhares de vezes mais competitiva, a F-Indy é centenas de vezes mais competitiva, a F-E desde o primeiro ano já é mais competitiva, e até a MotoGP tem sido mais competitiva que a F1 nos últimos 3 anos…
    Creio eu que o Reginaldo Leme, inteligentíssimo que só ele, sabe (e não pode falar abertamente, claro e óbvio) que a F1 precisa ficar mais equilibrada. O Grid precisa ter pelo menos uns 7 ou 8 conjuntos (carro-piloto) que busquem e conquistem as vitórias. Recordes estão sendo quebrados tão facilmente porque a F1 só tem 2 conjuntos cujos quais as equipes superiores permitem vencer, e está ficando mais chata ano após ano…

    Nesta corrida específica tivemos duas sub-corridas: a das Ferrari’s/Mercedes’s/RBR’s (cujo pódio muito difícil não estaria ocupado por pelo menos duas delas) e a das outras equipes do grid. Nesta última, numa corridaça digna de muitos aplausos, estava o nosso semi-novamente-aposentado Felipe Massa, que para mim foi o cara da corrida. Pois dizer que Hamilton e Ricciardo foram excelentes, é chover no molhado… Com o carro que têm não fizeram mais do que suas obrigações diante do mais fraco desempenho dos outros carros…
    Hoje em dia, e já há vários anos é assim, a F1 é muito mais carro do que piloto, logo, ainda só estou assistindo a categoria por causa do Felipe Massa (tinha esperança do Nasr voltar, mas não será ano que vem…), portanto, ano que vem a F1 está morta p/ mim. Estou bem mais empolgado com a F-E e com o Lucas DiGrassi, piloto que eu torcia muito para ganhar o título desde o 1º ano da categoria e finalmente ele conseguiu se sagrar campeão. Fora outros ótimos pilotos com barros muito bons e vencendo, como Heidfeld, Jean Eric-Vergne, Buemi, etc.. Avante a mais um título DiGrassi!
    Ah sim, a F-E não precisa copiar a F1 no sistema de pontos aos 10 primeiros, que é horroroso e faz a disputa ficar menos intensa entre um bolo de pilotos… Acho que o sistema ideal, tanto para a F1 como para a F-E seria: 1º: 20; 2º: 16; 3º: 13; 4º: 11; 5º: 9; 6º: 7; 7º: 5; 8º: 3; 9º: 2; 10º: 1.

  2. Não consigo entender como a Toro Rosso não chamou o Massa para ajudar no desenvolvimento do motor Honda.
    Sei que em tese a função dela é a de revelar jovens pilotos, mas o ano que vem será crucial para o motor Honda, que em 2019 deve migrar para a Red Bull.
    A a RB já tem Sainz como piloto contratado, além dos dois titulares, de modo que não creio que alguns dos que vão pilotar ano que vem tenha chances da equipe de cima, além de não ajudarem em nada na questão do motor.

Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.