Sem vitória a comemorar, mas desgaste a lamentar
Sergio Berti, o diretor de provas da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) para a Stock Car, caiu. Solicitado de forma veemente pelos pilotos da Stock Car, que exigiram a saÃda do oficial de competição, Nestor Valduga não teve outra alternativa a não ser convocar Mirnei Piroca para assumir a função na etapa de Ribeirão Preto, que acontece amanhã na belÃssima cidade do interior paulista. A mudança foi pedida ontem ao presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTDN) em briefing que durou mais de uma hora e que contou também com a presença do diretor da Vicar, MaurÃcio Slaviero. Também foi ratificada por um abaixo-assinado que só não teve a assinatura do piloto Alceu Feldmann, segundo informação do jornalista Victor Martins, do site Grande Prêmio, em seu Twitter (@vitonez).
A reunião dos pilotos com os dirigentes da Vicar e da CBA não se limitou à troca do diretor de provas, mas na apresentação de diversos itens que, embora não revelados, prometem fazer dos pilotos da Stock Car mais presentes nas decisões e com força para debater de igual para igual com as autoridades constituÃdas as suas reivindicações. Ao deixar no passado uma postura passiva para assumir a condição de sujeito do processo, os pilotos da Stock estão com o “lápis e o papel” na mão para escrever um novo e importante capÃtulo no automobilismo brasileiro.
Apesar disso tudo, o que pode parecer uma vitória do grupo não passou de um desgaste desnecessário, visto que foi resultado unicamente do bate-boca entre Sergio Berti e os pilotos Cacá Bueno e Thiago Camilo em matérias publicadas com exclusividade do site Grande Prêmio. A saÃda de Berti não foi motivada por questões técnicas ou de procedimento, mas após o diretor de provas rebater, com clareza e pouco tato polÃtico, as declarações anteriomente dadas por Bueno e Camilo.
O problema não está em Sergio Berti enquanto diretor de provas, mas sim no procedimento adotado pelo CTDN em criar um abismo na comunicação entre competidores e a entidade, como tive a oportunidade de falar aqui. Então, não há vitória a comemorar, mas sim desgaste a lamentar. Que os outros 14 itens sejam de fato portadores da evolução, profissionalismo, segurança e moralização, tudo isso e muito mais que o nosso automobilismo precisa.


















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