Reginaldo Leme: 42 anos de jornalismo e credibilidade
Quando veio ao conhecimento público o caso do Grande Prêmio de Cingapura de 2008, envolvendo o piloto brasileiro Nelson Angelo Piquet e o chefe de equipe Flavio Briatore, causou espanto a podridão do acontecimento e muitas questões foram levantadas. Entretanto, praticamente nenhuma voz se levantou contra o jornalista que, na forma de furo mundial de reportagem, revelou tamanho escândalo. Afinal, a notícia foi divulgada por Reginaldo Leme. Sinônimo de credibilidade e responsabilidade no jornalismo especializado em automobilismo, esse sul-mato-grossense de 62 anos é um “Norte” para muitos aspirantes a jornalista e referência para diversos profissionais da área.
Nacionalmente conhecido por sua atuação na Rede Globo de Televisão como comentarista de Fórmula 1, Reginaldo tem a sua longa carreira constantemente lembrada pelo narrador Galvão Bueno, que raramente deixa de comentar em um Grande Prêmio a quantidade de provas de Fórmula 1 que ambos já cobriram, acumuladas às centenas.
Mas se parte da audiência identifica Reginaldo Leme apenas por seu trabalho na televisão, outra parcela sabe que o irmão do baterista de Os Mutantes, Dinho Leme, tem uma ampla história identificada com o automobilismo nacional, de base.
Se a sua atual condição lhe confere status de celebridade, Reginaldo é a mesma pessoa gentil e educada que sempre foi, sem qualquer traço de afetação pela fama. Tal atitude humilde e respeitosa vem não apenas de sua formação como cidadão, mas também pelo fato de sua notoriedade não ser mero acaso de um momento repentino de exposição. Pelo contrário, foi conquistada e perpetuada por lições aprendidas desde o tempo em que começou a cobrir provas de kart em São Paulo.
Na escola do automobilismo de base
Dirigentes experimentados, como Paulo Scaglione e Rubens Carpinelli, são admiradores de Reginaldo Leme desde o final dos anos 60, quando a imprensa cobria o automobilismo local de forma totalmente diferenciada à de hoje. Seu envolvimento com o automobilismo, de uma maneira mais intensa, aconteceu em 1968, quando ingressou no diário paulista O Estado de S. Paulo. E foi por intermédio de Luiz Carlos Secco, o primeiro homenageado nesta série daRevista da FASP, que iniciou as coberturas da Fórmula 1, ainda em 1972. Foram anos cobrindo para o Estadão, até que a Rede Globo de Televisão surgisse na sua vida em 1978.
Paralelamente ao seu trabalho na emissora que detém os direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil, Reginaldo tem um vasto leque de atividades a cumprir. A começar pelo Linha de Chegada, programa que comanda no SporTV, canal de esporte por assinatura da Globo. Somem-se a isso as colunas em diversas publicações brasileiras e internacionais, além da edição do sempre aguardado Anuário AutoMotor. Criada em 1992 e apresentando rara beleza gráfica, a obra disponibiliza um importante conteúdo jornalístico e é impresso ao final de cada temporada há exatos 18 anos, de forma ininterrupta. Tudo isso com o padrão de qualidade do jornalista Reginaldo Leme (Matéria publicada na edição nº 3 da Revista da FASP).
Reginaldo Leme tem em seu currículo outras atividades na área do esporte, como cobertura de mundiais de futebol (Foto Miguel Costa Jr.)











Realmente um profissional de verdade e que pelo fato de tanta fama não se tornou um cara chato e inacessível. Aliás pelo contrário, tenho oportunidade de encontrá-lo todos os anos pelos boxes de Interlagos durante os GP’s de F1 e é um cara super simples, é claro que com muitas pessoas ao seu redor não é possível dar atenção a todos, mas sempre disposto a responder uma pergunta ou dar uma dica inclusive a outros colegas de profissão.
Parabéns pela matéria e vamos acompanhar os testes em Valência para saber quem será o REI de 2010.
Abraços!!
De pronto, um cumprimento ao editor Américo Teixeira Junior. Excelente matéria sobre o Reginaldo. Confete encaminhado, quero aproveitar o ensejo para ressaltar algumas situações envolvendo o personagem acima retratado: tive a honra de conhecê-lo em 1998 e, melhor ainda, revê-lo em diversas ocasiões. Poderia citar que ele é um cidadão que impõe respeito e que extrapola — de maneira positiva –, suas obrigações profissionais por gostar e acreditar no automobilismo. Um cidadão cujo nome provoca admiração, respeito e acenos honrosos. Verdadeira lenda viva, testemunha participativa de uma era do automobilismo no qual raça, elegância e romantismo se misturavam em doses para lá de bem vindas. E, porque não dizer, no para lá de competitivo — e as vezes, ingrato — mundo do automobilismo, Reginaldo é uma das poucas pessoas que quando pergunta “como vai”, quer mesmo saber como você vai. Em resumo: exemplo a ser seguido (como profissional e ser humano).
Regards,
Paulo “McCoy” Lava
Realmente uma referência não só no jornalismo automobilístico mas, no jornalismo brasileiro, por sua postura profissional, suas análises sempre claras e precisas, sua informação honesta e sua simpatia pessoal. Reginaldo conviveu e convive de perto com a geração de ouro do esporte nacional e no automobilismo, em especial. Sua carreira está ligada aos grandes nomes do esporte-motor brasileiro como os Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Barrichello, Ingo Hoffman, só para mencionar alguns pilotos brasileiros da F1. Conhecido e respeitado nos círculos do automobilismo internacional, Reginaldo Leme é uma unanimidade entre pilotos, chefes de equipe, jornalistas e fãs do verdadeiro automobilismo. Parabéns, Américo, por sua matéria.
Reginaldo Leme…. Já tive o prazer de sentar ao seu lado para almoçar, num desses lançamentos de produto para imprensa em churrascaria. Esse almoço não foi a minha primeira participação, mas foi o meu primeiro almoço ao lado de um ícone que nunca imaginei que um dia poderia ver de perto, portanto esse almoço foi bem marcante. Ao lado de feras do jornalismo automobilistico eu era o menos experiente por lá, com certeza. Brincalhão, mas rápido nos comentários, para cumprir sua agenda, Reginaldo não ficou nem meia hora no evento e saiu despedindo-se de todos. Depois o encontrei outras vezes no autódromo de Interlagos e muito educado respondendo a todos os cumprimentos que recebe nos bastidores vai cativando as pessoas, pilotos, chefes de equipe, jornalistas e o próprio público. Aprendi com Reginaldo a calcular o número de voltas que um carro de F-1 faz baseando-se pelo tempo de parada e já até arrisco uma “perda real” do tempo de parada, dependendo do circuito (rsrsrs). Hoje tenho orgulho de dizer que possuo alguns anuários em casa, com autógrafos do criador Reginaldo Leme. Parabéns pela bela carreira e à você Américo mais um parabéns por mais uma excelente matéria. Abraços.
Ola Reginaldo, gostaria de saber se o programa Linha de Chegada ainda estar no ar ou nao ok, grande abaraço.
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